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Apontado por torcedores como um dos principais culpados pela derrota na estreia do Brasileirão, o goleiro Agenor não se eximiu da responsabilidade. O substituto de Magrão, que ficará um bom tempo longe dos gramados, falou sobre suas falhas, mas foi defendido pela comissão técnica.

Em entrevista à Rádio Jornal, Agenor se disso responsável pela derrota. "Eu assumo a culpa. Estava ansioso, nervoso e falhei", disse o goleiro ao final do jogo diante do América, no Independência.

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Perguntado sobre a culpa de Agenor, Nelsinho contestou a afirmação do goleiro. "Eu jamais vou colocar um jogador meu na linha de frente. A desatenção foi de todos. Não podemos colocar um jogador para crucificar. Foi um lance que teve a participação de mais gente. Não sei porque ele assumiu a culpa", disse o técnico.

Ouvido também pela Rádio Jornal, o treinador de goleiros do Sport, Gilberto, confirmou que o goleiro estava abalado psicologicamente. "O que aconteceu no jogo é ansiedade demais. Já fui goleiro e sei. Quase dois anos sem jogar. Falta de ritmo de jogo. Ele estava muito ansioso. É levantar a cabeça. Ele tem muita personalidade", elogiou.

A goleada sofrida na estreia, junto com as eliminações prematuras no Pernambucano e na Copa do Brasil, começa a levantar questionamentos sobre o trabalho de Nelsinho Batista. Esse clima foi sentido na espera pela entrevista pós-jogo do técnico, que demorou mais do que o normal para falar com a imprensa. Mas o técnico se mostrou confiante na recuperação.

Baptista falou sobre o gol tomado aos 44 segundos de jogo. "É complicado. Tomar um gol do jeito que tomamos compromete o planejamento. Você faz um trabalho, planeja e tem que mudar tudo no segundo tempo", disse.

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O treinador defendeu seus jogadores e falou que não sabe ainda se fará mudanças no time."Eu acho que hoje nos jogamos com algumas peças novas. Não foi decepcionante em valores individuais. São jogadores qe estão se adaptando. Essa equipe ela vai crescer. Tudo que eu disser vai ser precipitado. O importante é decidir com a cabeça mais descansada", afirmou.

Antes de encerrar a entrevista, Nelsinho sobre a chegada de um centroavante goleador. "Nós vamos contratar um 9. Um cara que dentro da área coloque a bola para dentro. Mas não podemos sair no mercado no desespero", finalizou.

Com várias caras novas em campo, o Sport esbarrou na falta de entrosamento do time, fez um primeiro tempo sonolento e muito ruim e acabou goleado na estreia do Brasileirão pelo América Mineiro. Os rubro-negros foram superados pelo Coelho por 3×0, neste domingo (15), na Arena Independência, em Belo Horizonte. O próximo compromisso do Leão é no dia 23, contra o Botafogo, na Ilha do Retiro.

 

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FICHA DA PARTIDA

AMÉRICA (MG): Jory; Norberto, Messias, Rafael Lima e Carlinhos; Juninho, Christian (Zé Ricardo), Serginho e Aylon; Luan e Rafael Moura

SPORT: Agenor; Cláudio Winck (Sander), Léo Ortiz, Ernando e Raul Prata; Ferreira (Gabriel), Fellipe Bastos (Everton Felipe) e Anselmo; Andrigo, Hygor e Marlone

Árbitro: Sávio Pereira Sampaio (DF).

Assistentes: Daniel Henrique e Ciro Chaban (ambos do DF).

Cartões amarelos: Cláudio Winck, Marlone, Leo Ortiz (S); Luan (A)

Um evento em Santana do Livramento, na fronteira do Brasil com o Uruguai, nesta segunda-feira (19), juntou Lula e o ex-presidente do Uruguai, Pepe Mujica, além de Dilma Rousseff para conversar sobre “o futuro” da América do Sul. No encontro, o líder petista se mostrou bastante confiante em relação ao pleito presidencial no Brasil. “Tenho certeza que, se a eleição for normal, você vai ter o prazer de ver o PT voltar a governar o Brasil”, afirmou direcionando as palavras para Mujica. 

Lula falou que está se preparando para o que chamou de “enfrentamento” ressaltando que a legenda, caso vença, vai reconstruir a unidade conquistada durante o governo do PT, no período de 2000 a 2014. O petista também disse que prepararam uma “mentira” contra Dilma, que teria culminado no impeachment e ressaltou que o ódio está sendo pregado no mundo inteiro. 

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“Não é uma tarefa fácil. Antes quando queriam tirar alguém [da presidência] matavam, depois veio o golpe militar, e agora é através de uma ação judicial que ele tentam criminalizar as pessoas”, acrescentou. 

Lula declarou que, atualmente, comanda o Brasil “um golpista” que atende ao mercado financeiro. “A gente não via mais criança pobre pedindo esmola nas ruas de São Paulo, a gente não via há muito tempo o salário dos trabalhadores caírem e tudo isso está acabando, inclusive acabou uma coisa que era a Consolidação das Leis do Trabalho”, criticou dizendo que o em seu governo foi produzido riquezas. “Foi um momento muito bom para o Uruguai e para o Brasil”, salientou. 

Por sua vez, Mujica pontuou que ninguém possui uma verdade absoluta e falou sobre a briga por igualdade. “Se brigamos por igualdade, temos o dever de viver como a maioria do povo e não como vive a minoria privilegiada. Temos que cuidar, os partidos de esquerda, enormemente pela conduta e a vida da gente que representamos”. 

O ex-presidente do Uruguai também falou que, hoje, não se questiona como está a vida do povo. “Tem que crescer economicamente, mas quem se pergunta se vivem felizes as pessoas? É a pergunta que temos que fazer”, declarou frisando que não acredita na confrontação e asseverando a importância da tolerância e que com o ódio se retrocede. 

Admiração por Mujica

Durante o ato, Lula rasgou elogios a Pepe Mujica declarando que ele era uma das figuras que mais aprendeu a admirar e respeitar desde que se conhece como político. “O Pepe é um exemplo de quem não desiste. Os brasileiros precisam saber que esse homem é um lutador social. Esse homem ficou preso 14 anos. Dos 14 anos que ficou preso, 7 anos ficou em uma solitária e a sua companheira também ficou”, contou. 

Lula ainda disse que o governo dos dois foram “bem-sucedidos” no que diz respeito a políticas sociais na América do Sul. “Acredito que todos nós que militamos vimos o Continente avançar de forma extraordinária. Na América do Sul, penso que criamos um jeito de fazer política e de nos colocarmos que, em algum momento, começou a incomodar os americanos que não estavam habituados a autodeterminação do povo da América do Sul (...) eu acho que quando um país como o Brasil, junto com seus parceiros da América do sul, começou a virar protagonista, os americanos trabalhavam com a ideia que o Brasil era o inimigo”, explanou. 

Mesmo vencendo o América por 2x0, no último domingo (18), o Sport saiu de campo vaiado pela sua torcida, na Ilha do Retiro. A partida, válida pelo Campeonato Pernambucano serviu ao menos para melhorar um pouco o ambiente. É o que conta o atacante Rogério.

"É uma vitória que não apaga a eliminação na Copa do Brasil, mas nos dá confiança. É hora de focar nas competições que temos para jogar, o Pernambucano, e depois o Campeonato Brasileiro. Então vamos dar um passo de cada vez. Agora é o Estadual", disse.

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Acostumado a ser servido, nesse começo de temporada o camisa 17 tem conseguido ajudar o time com passes para gols de seus companheiros. Nem um pouco incomodado em atuar de 'garçom', ele lembra que encontrar o melhor caminho para que os tentos aconteçam também faz parte do seu trabalho. "A gente sempre fala que atacante vive de gol, mas é preciso saber passar a bola para quem está melhor posicionado. Temos que trabalhar essas duas possibilidades e ajudar o Sport da melhor forma possível", afirmou.

Para Rogério, é preciso deixar a eliminação na Copa do Brasil para o Ferroviário-CE de lado e focar nas competições que restam ao Leão. Segundo ele, trata-se de um tropeço, mas o trabalho está sendo realizado da melhor forma possível. "O trabalho está sendo bem feito e está fluindo bem. Houve tropeços, como sair da Copa do Brasil, mas só sabe quem passa isso. Fico feliz por poder assistir meus companheiros e ajudar em mais uma vitória. Vamos buscar o título do Campeonato Pernambucano", garantiu o atacante.

Voltar à Ilha do Retiro após o vexame da Copa do Brasil, de fato, não seria tarefa fácil para o Sport - na última quinta-feira (15), p Leão foi desclassificado para o Ferroviário-CE nos pênaltis, depois de abrir 3x0 e possibilitar o empate -. A crise se intensificou na direção do clube leonino, além das constantes críticas da torcida rubro-negra. O jogo deste domingo (18) contra o América, pelo Campeonato Pernambucano, seria o primeiro passo para novos ares no time de Nelsinho Baptista. Por isso, o Leão atuou bem e conseguiu uma vitória tranquila por 2x0, com gols de Fabrício e Marlone. O resultado foi positivo, contudo, a desenvoltura da equipe ainda está longe de ser a ideal para um time da Série A do Brasileirão.

O jogo

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Demonstrando tranquilidade na troca de passes, o Sport teve boa postura nos minutos iniciais da partida. Não deu chances para os meias e atacantes do América saírem da marcação, ao mesmo em tempo que chegou bem à meta do goleiro Juan. O destaque na articulação das jogadas foi o meia Marlone.

Sempre de cabeça erguida, Marlone deu bons passes, fazendo o papel de meia articulador. Caindo pela ponta esquerda, o atleta teve facilidade em chamar a marcação dos jogadores do América, abrindo espaço no intuito de virar a bola para a direita. Tanto que o lateral Felipe Rodrigues investiu bastante pela ala direita municiado pelos passes do camisa 10 leonino.

Aos 16 minutos, Marlone recuperou a redonda, partiu pela ponta esquerda e passou dos marcadores. Levantou a cabeça e deu ótimo passe ao volante Fabrício que fingiu o chute de perna direita, cortou a zaga e bateu de perna canhota. Aparentemente a bola parecia fácil para o goleiro Ruan, mas o arqueiro falhou e a bola morreu nas redes do América. 

E para assinar de vez seu status de destaque do Sport no primeiro tempo, o meia Marlone marcou o segundo gol do Leão aos 29 minutos. O atacante Rogério fez boa jogada pela direita e tocou na área para o camisa dez chegar batendo. O resultado, até então, se mostrava tranquilo para o Sport.

Segundo tempo

O relógio nem marcava o primeiro minuto da segunda etapa, mas o Sport já investiu ofensivamente. Marlone conduziu pelo meio e enfiou para Fabríco, mas o goleiro Felipe, que entrou na vaga de Juan, defendeu. Posteriormente, aos dois minutos, a bola sobrou para Anselmo que ganhou na corrida dos marcadores e bateu de perna esquerda; novamente o arqueiro do Mequinha defendeu.

Instantes depois, Marlone rolou para Sander pelo lado esquerdo da pequena área. O lateral cruzou para o meia Gabriel que tentou o cabeceio. Ele acabou caindo, pediu penalidade após contato com um defensor adversário, porém a arbitragem entendeu como lance normal. 

Aos dez minutos, o América respondeu com muito perigo. O time verde e branco notou espaço pelo lado esquerdo de ataque e o meia Matheus partiu com rapidez, em vantagem para cima dos marcadores rubro-negros. O atleta invadiu a área, poderia até ter tocado, mas preferiu chutar. A bola foi nas redes pelo lado de fora e o América perdeu uma boa chance de diminuir o placar.

Pelo lado do Leão, a resposta também foi repleta de perigo. Aos 18 minutos, Marlone mais uma vez partiu pela esquerda, girou para cima do marcador e deu ótimo passe para Tallyson. O jovem volante poderia ter marcado o terceiro gol do Sport, mas chutou muito fraco e para fora. Torcedores rubro-negros não economizaram nas críticas. 

Thomás, que entrou na vaga de Marlone, fez boa jogada aos 32 minutos, porém foi derrubado na entrada da área do América. A arbitragem marcou a falta. Na cobrança, Neto Moura, que também entrou no segundo tempo no lugar de Tallyson, bateu bem, mas o goleiro Felipe caiu no canto esquerdo e evitou o terceiro gol do Sport.

No final da partida, Neto Moura foi derrubado pelo goleiro Felipe e a arbitragem marcou pênalti. Thomás foi para a cobrança, mas bateu um "tiro de meta". Há quem diga que a bola, por pouco, não saiu das dependências da Ilha do Retiro. E assim, o placar terminou em 2x0 para o Sport.  

FICHA DE JOGO

Competição: Campeonato Pernambucano

Local: Ilha do Retiro

Sport: Agenor, Felipe Rodrigues, Ronaldo Alves, Léo Ortiz e Sander; Anselmo, Fabrício e Thallyson (Neto Moura); Marlone (Thomás) e Gabriel (Índio); Rogério. O técnico é Nelsinho Baptista.

América: Ruan (Felipe), Alison, Walter, Alemão e Rony; Kadhir e Cleber; Matheus (Romulo) e Thiago Bagagem (Emerson); Caxito e Saulo. O técnico é Roberto de Jesus.

Arbitragem: Tiago Nascimento dos Santos

Assistentes: Gilberto Freire de Farias e Karla Renata Cavalcanti

Gols: Fabrício; Marlone

Cartões amarelos: Léo Ortiz; Rogério / Cleber

Perder para o América definitivamente não estava nos planos do Santa Cruz. Tendo um jogador expulso no segundo tempo, o Tricolor acabou sendo dominado pelo Periquito e agora é o lanterna do Campeonato Pernambucano. O técnico Júnior Rocha entende que ter um homem a menos foi o fator decisivo para conhecer sua primeira derrota em 2018.

"A partida foi equilibrada. No primeiro tempo, até tivemos um pouco mais de chances. Mas deu uma desequilibrada com a expulsão. Mas não foi o motivo principal da derrota. Tivemos erros coletivos e trabalhamos muito esse setor. Treinamos muito defendendo com oito. Pecamos, mérito do América aproveitar as oportunidades encontradas", destacou.

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Entretanto, não deu para o comandante coral esconder a insatisfação com as condições do gramado do Ademir Cunha. "Temos que ser inteligentes em nossas colocações. Sair jogando em um gramado assim não dá, basta olhar para dentro que você responde essa pergunta. No Arruda já é difícil, imagina nesse. Fizemos um jogo alternativo, eles também têm um jogo de toque de bola e precisaram se adaptar", afirmou Júnior Rocha.

O Santa Cruz volta a campo na próxima quinta-feira (25), quando recebe o Central no Estádio do Arruda. Já o América, visita, na quarta-feira (24), o Salgueiro no Cornélio de Barros. No momento, o Mequinha é o terceiro colocado com os mesmos três pontos do Náutico, porém com um saldo de gols melhor. A Cobra Coral divide a lanterna com o Afogados da Ingazeira, tendo somado apenas um ponto.

Completando a maratona de três jogos em seis dias, o Santa Cruz foi derrotado pela primeira vez na temporada. Na tarde deste domingo (21), a equipe do técnico Júnior Rocha enfrentou o América no Ademir Cunha, em Paulista, Região Metropolitana do Recife, com a intenção de conquistar sua primeira vitória. Enfrentando um gramado complicado e com um homem a menos desde os 5 minutos do segundo tempo, o tricolor acabou derrotado por 2x0.

Mesmo com quatro desfalques na equipe dita titular, foram os tricolores quem chegaram com mais perigo na primeira etapa. O equilíbrio defensivo foi a tônica do primeiro tempo, que teve os melhores lances nos pés de Arthur, em cobrança de falta aos 22, e com Jeremias, que não aproveitou o erro defensivo do goleiro Filipe ao dominar de peito um recuo muito forte. Pelo lado do Periquito, destaque para Kadhir que tentou de cabeça, porém Ricardo defendeu com segurança.

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O segundo tempo tem seu lance-chave logo aos cinco minutos. Ítalo, que já tinha cartão amarelo, cometeu falta imprudente e acabou expulso de campo. Daí em diante, o América tomou conta das ações da partida. Não demorou para Billy abrir o placar, logo aos 10. Tiago foi lançado pelo lado justamente do lateral direito e apenas precisou rolar para o atacante deixar o dele; 1x0. Aos 18, Wallacy recebeu de Bagagem e teve a chance de ampliar, entretanto fez tremer o travessão de Ricardo.

E o cenário piorou em uma falha conjunta da defesa coral. Ricardo tabelou no escanteio e foi carregando até entrar na área pela direita. De perna esquerda, ele bateu colocado e o goleiro Ricardo demorou demais para chegar na bola que entrou devagar para aumentar o marcador; 2x0. Demorou até que o enfraquecido time tricolor conseguisse criar uma oportunidade para diminuir o placar. Apenas aos 42, Jeremias cobrou escanteio pouco antes da marca do pênalti e Augusto Silva subiu para mandar no canto. Filipe se esticou todo para mandar para fora e selou a derrota coral.

Com os resultados da rodada, o Santa é o último colocado do Campeonato Pernambucano com apenas um ponto somado. A próxima partida dos tricolores é na próxima quinta-feira (25), quando recebe o Central no Estádio do Arruda.

FICHA TÉCNICA

Campeonato Pernambucano - 2ª rodada

Local: Ademir Cunha, em Paulista

América: Filipe; Ricardo (Popila), Walter Guimarães, Júlio César e Wallacy; Bia (Cléber), Kadhir , Tiago Bagagem e Iran; Bily (Emerson) e Caxito. Técnico: Roberto de Jesus.

Santa Cruz: Ricardo Ernesto; Ítalo, Renato Silveira, Augusto Silva e Paulo Henrique; Ilaílson, João Ananias e Jeremias; Arthur Rezende (Wallison), Robinho e Augusto (Robinho Mota) (Anderson). Técnico: Júnior Rocha.

Árbitro: José Woshington

Assistentes: Albert Júnior / Francisco Chaves

Gols: Billy e Tiago (AME)

Cartões amarelos: Saullo e Cleber (AME) / Ilaílson, Ítalo, Augusto Silva (SCZ)

Cartões vermelhos: Ítalo (SCZ)

Público: 1.824 torcedores

Renda: R$ 19.560,00

Quando Willian Gaúcho, aos 48 do segundo tempo, meteu a bola no ângulo direito do goleiro do América, desempatando a partida e dando a vitória ao Náutico, o treinador Roberto Fernandes correu em direção à torcida na Arena de Pernambuco. A comemoração foi um misto de alegria e desabafo.

Alguns alvirrubros, não muitos já que o público foi de apenas 929 pessoas, vaiaram o time em certos momentos da partida e ‘cornetaram’ o técnico por conta do empate que perdurava até os acréscimos. Fato que tirou a paciência de Roberto.

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“Pelas circunstâncias, a gente está procurando fazer o melhor que pode ser feito dentro da realidade do Náutico. Esse foi o nosso quarto jogo oficial na temporada sem nenhuma derrota, e a única vitória da estreia”, disse, referindo-se ao Campeonato Pernambucano.

Por conta das dificuldades nesse início de ano, o treinador voltou a bater na tecla de que a torcida terá que ter paciência. “O Náutico estreou no dia 8 de janeiro e já jogou 4 jogos. Ninguém mais do que quem está lá dentro quer vencer. É um grupo absolutamente novo, então nada pode ser precipitado”, afirmou.

Foi sofrido, mas o Náutico saiu da Arena de Pernambuco, na noite desta sexta-feira (19), com os três pontos, na sua estreia no Campeonato Pernambucano. Com um gol nos acréscimos e jogando grande parte do segundo tempo com um a menos, o Timbu bateu o América por 3 x 2. Em uma primeira rodada onde todos os outros jogos acabaram empatados, o time alvirrubro terminou como líder isolado da competição.

O JOGO

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O Náutico abriu o placar logo aos 6 minutos, quando o América errou a saída de jogo, Jobson roubou a bola e tocou para Fernandinho na esquerda. O atacante bateu na saída do goleiro e fez 1 x 0. Parecia que seria fácil, mas como já foi dito acima, não foi.

O Mequinha demorou a assustar, mas quando chegou foi fatal. Aos 32, Wallacy cruzou da esquerda e Caxito apareceu no meio da zaga para marcar de cabeça. O empate, até então, justo, pois o alviverde era melhor.

Porém, futebol está longe de ser justo. Cinco minutos depois, Willian Gaúcho arriscou de longe, a bola desviou em Khadir e encobriu o goleiro Filipe. O Timbu estava na frente de novo e assim os times desceram para os vestiários.

Começou o segundo tempo e veio a agonia alvirrubra. Logo aos 12 minutos, Camutanga, que já tinha cartão, recebeu o segundo amarelo e foi expulso. Aí o América cresceu e por pouco não marca em dois lances quase seguidos, quando Alison subiu sozinho, mas cabeceou por cima e Bia chutou de longe para carimbar o travessão.

O empate, enfim, chegou aos 30 minutos. E de novo com Caxito. O atacante recebeu lançamento dentro da área, matou no peito e bateu bonito, tirando do goleiro. E por pouco a virada não veio aos 40, quando o mesmo Caxito recebeu em profundidade e Jefferson teve que sair para abafar.

Os minutos finais foram animados. Pelo lado do Náutico, Wagner entrou livre, chutou tirando de Filipe, mas a bola ficou na trave. Porém o gol da vitória veio, aos 48, com Willian Gaúcho cobrando falta com perfeição, no ângulo direito. Alívio para a torcida do Timbu, que agora encara o Central, em Caruaru, domingo (21), às 16h. No mesmo dia e horário, o América pega o Santa Cruz, em Paulista.

FICHA DE JOGO

Competição: Campeonato Pernambucano

Local: Arena de Pernambuco

Náutico: Jefferson; Thiago Ennes, Samuel, Camutanga e Kevyn; Willian Gaúcho, Clebinho, Josa e Jobson (Negretti); Tharcysio (Wagner) e Fernandinho (Luiz Henrique). Técnico: Roberto Fernandes

América: Filipe; Ricardinho, Walter, Júlio César (Robert) e Wallacy; Bia, Khadir (Alison), Iran (Saullo) e Tiago Bagagem; Billy e Caxito. Técnico: Roberto de Jesus

Arbitragem: Gilberto Castro Junior

Assistentes: Ricardo Chianca e Dhiêgo Cavalcanti Pereira

Cartões amarelos: Camutanga, Jobson e Kevyn (NAU); Walter e Wallacy (AME)

Cartão vermelho: Camutanga

Gols: Fernandinho e Willian Gaúcho (2x) (NAU); Caxito (2x) (AME)

Público: 929

Renda: R$ 5.070

A Diretoria de Competições da CBF atualizou, nesta sexta-feira (12), o Ranking Nacional de Clubes do Futebol Feminino 2018 (RNC/FF). São José-SP lidera com 13.040 pontos. Em seguida, vêm o Vitória-PE (11.882). O time de Vitória de Santo Antão, da Zona da Mata de Pernambuco, tem um belo histórico recente, sendo hepta campeão estadual da categoria (de 2010 a 2016).

O top 10 segue com São Francisco-BA (11.594), Foz Cataratas-PR (11.326), Ferroviária-SP (10.576), Rio Preto-SP (10.120), Iranduba-AM (9.752), Flamengo-RJ (9.192), Kindermann-SC (9.032) e Santos-SP (8.536). O Sport, atual campeão pernambucano, aparece em 22º, com 4.264 pontos, enquanto o Náutico ocupa a 30ª colocação. O outro pernambucano na lista é o América, em 66º.

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Confira o Ranking Nacional dos Clubes completo, com 82 times do futebol feminino:

 

O goleiro do Oeste-SP, Rodolfo, foi absolvido em última instância da acusação de injúria apresentada pelo zagueiro Messias, jogador do América-MG. Em sessão do Supremo Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) os auditores decidiram pela inocência do goleiro por falta de provas. Com isso, Rodolfo não precisa pagar a multa de R$ 5 mil e também fica livre da suspensão de cinco partidas.

O time do Oeste recorreu da decisão da Comissão Disciplinar da entidade, que decidiu sobre a pena na mesma semana em que o fato aconteceu. Rodolfo foi preso em flagrante no começo de outubro, ainda dentro do gramado, após Messias ter alegado que foi chamado de “macaco” pelo goleiro. Na ocasião, ele prestou depoimento e pagou fiança de R$ 2 mil para ser liberado.

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“Ficaram as palavras do atleta que nega, contra do adversário que afirma que ocorreu. Por não haver prova da infração, a defesa pede a absolvição do Rodolfo”, alegaram os advogados do goleiro. Apesar de o relator manter a posição sobre o ocorrido, os outros cinco auditores divergiram e decidiram pela absolvição por falta de provas.

A crise financeira do Santa Cruz fica mais escancarada a cada dia que passa na temporada 2017. Com parte dos funcionários tendo até seis meses de salários atrasados, a novidade negativa da vez é a ausência já certa do clube na Copa São Paulo de Futebol Júnior, maior torneio de atletas Sub-20 do Brasil, confirmada no sorteio dos grupos que ocorreu nesta quarta-feira (22). Sem ter como bancar a logística para que seus atletas viajassem, o tricolor pediu para ficar de fora da disputa, algo que não acontecia há algum tempo.

Na atual edição, a Copinha terá 128 equipes divididas em 32 grupos, disputando o título. O torneio tem 32 cidades-sede recebendo partidas entre os dias 2 e 25 de janeiro. Ainda assim, Pernambuco terá três representantes, sendo eles América, Náutico e Sport. Em entrevista ao Globoesporte.com, o diretor das categorias de base, e desportos amador do Santa, Bleno Arruda confirmou a causa da desistência coral.

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"O nosso presidente buscou a Federação Pernambucana e informou que o Santa Cruz poderia ser substituído na competição. O clube está em uma situação difícil e ele, como mandatário, achou que não tinha como ir buscar o recurso. Apesar de tudo, a decisão é acertada, pelo momento que vivemos", revelou o dirigente.

Confira o grupo das equipes do Estado na Copa São Paulo:

Grupo 3 - José Bonifácio-SP, América-PE, Figueirense e Mirassol

Grupo 7 - Náutico, Penapolense, Velo Clube-SP e Desportiva Paraense-PA

Grupo 18 - São Carlos, Linense-SP, São Raimundo-RR e Sport

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O mais poderoso furacão já registrado no Oceano Atlântico atingiu as primeiras localidades no nordeste das Ilhas Caribenhas na madrugada desta quarta-feira. O "olho" do furacão Irma passou pela ilha de Barbuda à 1h47 no horário local (2h47 em Brasília), segundo o Serviço Nacional de Meteorologia dos Estados Unidos. Foram registrados ventos de até 295 quilômetros por hora - velocidade que mantém o furacão na categoria 5, a mais alta da escala de classificação, conforme o Centro Nacional de Furacões norte-americano.

Moradores relataram, através de sistema de rádio, que as linhas telefônicas ficaram fora do ar assim que o fenômeno passou pela região. Chuva torrencial e ventos assustadores passaram também pela ilha vizinha de Antígua, onde a população se protege reforçando casas ou indo para abrigos organizados pelo governo. Somadas, Antígua e Barbuda têm cerca de 100 mil habitantes - 80% em Antígua, onde fica a capital Saint John's.

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O trajeto indica que o Irma vai em direção a Porto Rico, República Dominicana, Haiti e Cuba, antes de possivelmente atingir a Flórida no final de semana. A previsão é de que a velocidade dos ventos mantenha o Irma entre as categorias 4 e 5 por até mais dois dias. Os ventos mais perigosos, normalmente mais próximos ao "olho" do furacão, devem passar perto das Ilhas Virgens e ao norte de Porto Rico durante esta quarta-feira, segundo os meteorologistas.

Na Ilha de Antígua, com área total de 280 quilômetros quadrados, a maioria dos moradores de regiões mais baixas se abriga em casas de familiares e amigos em locais de maior altitude ou em abrigos organizados em igrejas, escolas ou prédios construídos especificamente para resistir a fortes ventos. Nenhum dos abrigos, no entanto, já foi testado por um furacão da categoria 5. Muitas casas da nação de Antígua e Barbuda - composta, no total, por 37 ilhas - não são construídas sobre fundações de concreto ou têm bases de madeira precárias.

Nos territórios dos Estados Unidos, o presidente Donald Trump já declarou estado de emergência na Flórida, Porto Rico e nas Ilhas Virgens americanas. O primeiro-ministro das Bahamas, Hubert Minnis, disse que mandou evacuar seis ilhas do sul do país, porque as autoridades não estarão preparadas para ajudar ninguém no vento "potencialmente catastrófico", enchentes e tempestades. A população do sul deve ser deslocada para Nassau, a capital das Bahamas, a partir desta quarta-feira.

Quatro outros furacões já tiveram ventos tão fortes quanto do Irma no Atlântico, mas permaneceram no Mar do Caribe ou no Golfo do México, sem tocar territórios. O governador das Ilhas Virgens americanas, Kenneth Mapp, alertou que "não é o momento para sair e tentar se arriscar praticando surfe". Fonte: Associated Press.

O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos anunciou sanções contra o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, na tarde desta segunda-feira, em um movimento que ocorre na esteira da eleição de uma Assembleia Constituinte em solo venezuelano, que, de acordo com o governo americano, tem como missão "usurpar o papel constitucional da Assembleia Nacional, que foi democraticamente eleita, ao reescrever a Constituição e impor um regime autoritário à democracia venezuelana".

O governo de Donald Trump afirmou que Maduro prosseguiu com a Assembleia Constituinte, embora venezuelanos e governos democráticos em todo o mundo tivessem se oposto ao processo, que ataca fundamentalmente as liberdades do povo venezuelano. "Como resultado das ações de hoje, todos os recursos de Nicolás Maduro sujeitos à jurisdição americana estão congelados e os cidadãos americanos estão proibidos de lidar com ele", afirmou o Departamento do Tesouro.

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Secretário do Tesouro, Steven Mnuchin comentou que as eleições de ontem, às quais chamou de "ilegítimas" confirmam que Maduro é um "ditador que ignora a vontade do povo venezuelano. Ao impor sanções contra Maduro, os EUA deixam clara a oposição às políticas de seu regime e nosso apoio ao povo da Venezuela, que procura que seu país retorne a uma democracia plena e próspera". Mnuchin disse, ainda, que qualquer um que participar da Assembleia Nacional poderia estar exposto a futuras sanções dos EUA "por seu papel em minar processos democráticos e instituições na Venezuela".

O governo Trump diz, ainda, que o presidente venezuelano e seu governo cometeu abusos generalizados nos direitos humanos e se envolveu na corrupção sistêmica. "Apesar de ter algumas das maiores reservas de petróleo do mundo, dezenas de milhões de venezuelanos estão com fome porque o governo se recusa a importar comida suficiente para a população por estar envolvido em uma corrupção desenfreada em torno da moeda e do regime cambia, além de rejeitar ofertas de ajuda humanitária", aponta.

O governo dos EUA diz, ainda, que continua convidando a administração venezuelana a deter o processo da Assembleia Constituinte e permitir que os processos e instituições democráticas na Venezuela funcionem como deveriam.

Nesta semana, o programa Globalizando fala sobre o tráfico de drogas na América do Sul e tem como convidado o professor William Rocha, doutorando em Relações Internacionais e coordenador do curso de RI da Universidade da Amazônia (Unama).

Acompanhe esse e outros temas no programa Globalizando, na Rádio Unama FM 105.5, produzido pelos alunos do curso de Relações Internacionais da Universidade da Amazônia (Unama). Clique no ícone abaixo para ouvir o Globalizando.

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Flávio Caça-Rato, foi apresentado na manhã desta sexta-feira (9), no Ademir Cunha, em Paulista. O jogador de 30 anos é o novo reforço no ataque do América para a disputa do Campeonato Brasileiro da Série D. 

Depois da apresentação, Caça-Rato já se juntou ao restante do elenco para dar início aos treinamentos da temporada. 

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O jogador estava atuando pelo Tupi-MG, onde jogou apenas 11 partidas e marcou 4 gols. Flávio Caça-Rato já é bastante conhecido pelos torcedores pernambucanos. O CR foi atleta do Santa Cruz entre as temporadas de 2011 e 2014. 

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O América-PE está de reforço novo para o ataque. Flávio Caça-Rato, 30 anos, é o mais novo contratado pelo Mequinha para a disputa da Série D. O anúncio foi feito pelas redes sociais e confirmado pela diretoria alviverde. Campeão Pernambucano e da Série C, pelo Santa Cruz, o atleta é a esperança de gols para o Brasileiro.

"Estávamos buscando um atacante com o perfil goleador e, por coincidência, ele estava por aqui e nós entramos em contato com ele. Foi tudo muito rápido, porque ele deixou claro o interesse em jogar, então não tivemos dificuldades para acertar tudo. Ele já assinou o contrato", disse o diretor de futebol do clube, João Antônio.

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Caça-Rato esteve disputando o início de temporada pelo Tupi-MG, onde esteve em campo em 11 jogos, tendo marcado quatro gols. Atleta do Santa entre 2011 e 2014, Flávio somou no currículo várias conquistas com a camisa coral. Entre elas, destacam-se os gols decisivos na final do pernambucano de 2013, contra o Sport, o gol do acesso à Série B, diante do Betim-MG e o gol do título da Série C de 2013, diante do Sampaio Corrêa.

A apresentação do atleta está marcada para as 9h desta sexta-feira (9), no estádio Ademir Cunha, em Paulista, Região Metropolitana do Recife. O contrato vai até o final da Série D.

O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil, depois de dois anos da mais grave recessão da história, no primeiro trimestre avançou 1% e, com esse resultado, o país ficou em posição de destaque se comparado às taxas de crescimento trimestral no resto do mundo.

Entre os países da América Latina, o crescimento do Brasil foi superior ao PIB trimestral do Chile (+0,2%), Colômbia (-0,2%) e Paraguai (-0,3%), de acordo com os levantamentos mais recentes.

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No primeiro trimestre, o resultado positivo da economia brasileira se deu pelo expressivo resultado do setor agrícola.

O crescimento brasileiro superou a taxa trimestral de economias importantes nas Américas, como a do México (+0,7%) e Canadá (+0,9%) e ficou próximo do PIB norte-americano, que foi revisado para uma alta de 1,2%.

Já na Europa, o avanço de 1% da economia brasileira foi maior que o PIB trimestral da Alemanha (+0,6%), Espanha (+0,8%), Reino Unido (+0,2%), França (+0,4%). A média de crescimento da Zona do Euro foi de 0,5%.

E o Brasil ultrapassou também o crescimento da Coreia do Sul (+0,9%), o país insular Taiwan (+0,94%), Japão (+0,7%) e Hong Kong (+0,7%), que é uma região administrativa especial da república chinesa.

A decisão de Donald Trump de retirar os EUA do Acordo de Paris envia uma mensagem inconfundível ao mundo: a "América em Primeiro lugar" significa a "América Sozinha". A medida isolou os EUA e mostrou que a Casa Branca está disposta a afastar-se da coalizão montada 18 meses atrás, quando Barack Obama forjou o tratado com cerca de 200 países. Agora, os EUA estão ao lado de Síria e Nicarágua, que só não entrou no pacto porque achou seus termos insuficientes.

Foi um golpe para os aliados europeus, que lançaram uma campanha para convencer Trump de que a liderança americana é fundamental para combater as mudanças climáticas. Mesmo o pedido do Vaticano não foi suficiente para persuadir o presidente. Para aliados, a decisão de Trump é particularmente frustrante porque veio após sua primeira viagem internacional.

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Na Europa, Trump deu uma bronca nos parceiros da Otan, que não estariam cumprindo seus compromissos com gastos de defesa. Sua atitude deixou a impressão de que, para o presidente americano, as obrigações dos EUA com seus aliados não são inabaláveis.

Nesta quinta-feira, ele fez pouco para dirimir essas preocupações. Em um exemplo de como ele se preocupa com o que o mundo pensa sobre ele, Trump disse que os países que pediram para que ele não deixasse o acordo eram os mesmos que zombavam da participação dos EUA. "Não queremos mais que outros países riam de nós", disse. "Eu fui eleito para representar os cidadãos de Pittsburgh, não os de Paris."

Os eleitores de Trump elogiaram a decisão, que faz parte de sua promessa de colocar os interesses americanos em primeiro lugar. Quando era candidato, ele acusou Obama de capitular para outras nações em negociações internacionais. No entanto, o seu histórico de promessas cumpridas é dúbio. Trump retirou os EUA da Parceria Transpacífico, negociada por Obama, mas planeja manter o acordo nuclear com o Irã.

Na verdade, Trump não é o primeiro presidente americano a virar as costas para um acordo internacional firmado pelo seu antecessor. O presidente George W. Bush irritou os europeus quando decidiu não adotar o Protocolo de Kyoto, ratificado por 140 países.

O argumento de Bush era parecido com o usado agora por Trump, de que o acordo climático coloca a economia dos EUA em desvantagem em comparação com países poluidores, como China e Índia. Bush, porém, sempre defendeu a liderança internacional dos EUA, mesmo que suas decisões no Iraque e no Afeganistão incomodassem alguns aliados.

O mantra de Trump, a "América em Primeiro Lugar", além de sua condenação às duas guerras de Bush e à diplomacia de Obama, marcam uma nova fase isolacionista. Na quinta-feira, ele não só chamou o Acordo de Paris de um "acordo ruim", mas disse que se retirava para reafirmar "a soberania dos EUA".

Desde a eleição, assessores do presidente tentam explicar que Trump não quer isolar os EUA ou abandonar seus aliados. Conselheiros da Casa Branca apontam para a decisão da Trump de renegociar o Tratado de Livre-Comércio da América do Norte (Nafta), em vez de abandoná-lo, como um sinal de que o presidente não pretende isolar o país.

Trump deixou em aberto nesta quinta-feira a perspectiva de renegociar o Acordo de Paris, em busca de "um pacto melhor", segundo ele. Não se sabe porque os EUA precisariam renegociar o acordo, já que ele dá a cada país o poder de estabelecer suas próprias metas.

Os europeus, porém, não estão interessados em dar ao presidente a chance de se gabar por ter conseguido um novo acordo. França, Alemanha e Itália emitiram um comunicado dizendo que o Acordo de Paris não será renegociado. Os defensores do pacto nos EUA dizem que, mesmo que isso fosse possível, os danos à reputação do país já teriam sido feitos.

Trump anunciou sua decisão no mesmo dia em que abandonou outra promessa de campanha: passar a Embaixada dos EUA em Israel para Jerusalém. O presidente, assim, acatou o pedido de líderes árabes, que queriam que a embaixada ficasse onde está. Mas, no acordo climático, ele foi indiferente ao lobby de seus aliados mais próximos na Europa.

"Se você estiver em Riad, Amã ou o Cairo, viu que o presidente dos EUA se curvou a suas preocupações em um grau muito maior do que se curvou aos pedidos de Paris, Berlim e outros aliados tradicionais sobre uma questão de impacto global", disse Robert Satloff, diretor do Institute for Near East Policy. Fonte: Associated Press.

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