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Para compensar a supressão de vegetais por conta das obras de implantação dos corredores exclusivos do BRT, a Prefeitura de Salvador inicia, nesta terça-feira (17), o plantio de mais de duas mil novas árvores.

O titular da Secis, André Fraga, e estudantes da Escola Municipal Luiz Anselmo estarão a partir das 10h para participarem da ação que que visa plantar 300 novas árvores nativas da Mata Atlântica, com aproximadamente dois 2,5 metros de altura, no final da Via Expressa, antes do túnel, em uma área verde localizada no acesso à Soledade.

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As duas mil árvores serão plantadas para compensar a supressão de 154 vegetais para a implantação do BRT e no entorno dos corredores serão implantadas as outras 1700 restantes. Dentre as espécies escolhidas para o plantio de amanhã são ipês amarelos, roxos e rosas, pata de vaca, quaresmeira, palmeiras, sibipiruna e chuva de ouro.

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Na terça-feira (21), duas árvores do Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG), de aproximadamente 26 metros de altura cada uma, caíram na avenida Gentil Bittencourt, causando transtornos e paralisando o trânsito por algumas. Dois carros que estavam estacionados próximo ao local foram atingidos e um ficou bastante danificado. O acidente foi causado por um raio que fez com que as árvores tombassem sobre o muro do museu e arrancassem fios elétricos da rua.

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O acidente foi testemunhado por trabalhadores e moradores da área e pedestres. Meire Conde, flanelinha que trabalha aos arredores do museu, presenciou o momento da queda. Segundo ela, o estrago só não foi maior porque o horário em que a árvore caiu não era de grande circulação. “O movimento estava parado. Tinham dois carros apenas estacionados e eu tava ajudando uma mulher a sair da vaga quando eu ouvi a árvore caindo”, contou a flanelinha.

Um dos moradores do bairro de São Braz, onde fica o museu, Paulo Sergio, disse que as árvores deveriam ser cuidadas de acordo com a idade delas. Para ele, esse tipo de acidente é um risco para a população. “Eu acho que essas árvores têm uma certa idade já. Então o certo é cuidar delas, podar, e tratar delas de acordo com a idade. Pelo que eu vejo aqui foi a raiz que cedeu, isso tem que ser visto porque pode ser um risco pra população”, disse.

Em nota pública, o Museu Goeldi informou que realiza levantamentos periódicos de risco de queda de cinco e cinco anos; o último foi realizado em 2014. Mesmo com bons resultados obtidos pelas práticas e estratégias de manejo do museu, a assessoria informou que os cortes no orçamento afetaram negativamente a instituição e uma das consequências é o impedimento de contratar empresas especializadas para realizar ultrassom nos troncos e raízes das árvores. O museu também informou que vai adotar imediatamente ações de emergência, principalmente em relação ao trabalho de remoção e mitigação. A direção do Museu Goeldi também informou que está solicitando suplementação de recursos ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações para pagamento das despesas.

 

Mesmo com chuvas menos volumosas em 2017, a quantidade de quedas de árvores registradas na cidade de São Paulo foi a maior dos últimos cinco anos: 4.119 casos, o que equivalente a 11 por dia. Dados da Prefeitura mostram que, apesar de as ocorrências se concentrarem na zona oeste, a capital viu essa situação se tornar frequente em todas as suas regiões - em 30 das 32 áreas das prefeituras regionais o número aumentou.

A tempestade que atingiu a cidade na terça-feira, 20, matou três pessoas, derrubou 137 árvores e causou 24 desabamentos. Na Vila Mariana, zona sul, onde choveu 85 milímetros, houve o maior número de registros dessa semana: 27. O bairro está entre os três onde mais árvores caíram desde 2013, atrás de Pinheiros e Butantã, todas eles áreas consideradas mais arborizadas.

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Para o botânico Ricardo Cardim, o poder público tem de entender a importância da árvore para a saúde pública. "Não se trata de um elemento decorativo. É uma ferramenta de saúde pública porque reduz o barulho, deixa a cidade com menos poeira, aumenta a umidade do ar, recicla os gases tóxicos e tem impacto sobre enchentes", afirma. "A cidade cresceu de forma caótica e agora precisa encontrar o espaço adequado para árvores."

Uma análise temporal das ocorrências dos últimos cinco anos permite identificar que os casos foram aumentando em todas as regiões. Em Perus, zona norte, os seis casos de 2013 saltaram para 51 em 2017. Em Ermelino Matarazzo, região leste, passou de dez para 71. Os dados ficam concentrados no centro expandido. A exceção é a Capela do Socorro, mais ao sul da cidade, que liderou o ranking de ocorrências em 2017.

Mas não dá para atribuir o aumento de quedas só à ocorrência de chuvas. A precipitação medida pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) em São Paulo em 2017 mostra que o patamar (1.547 milímetros) foi menor do que no ano anterior (1.569) e em 2015 (1.896).

O aposentado Roger Cahen, de 70 anos, teme pela falta de poda em uma árvore na Rua Cônego Eugênio Leite, em Pinheiros, onde mora. Ele diz que a planta, em contato com a rede elétrica, traz riscos para a vizinhança. Seus pedidos de poda, porém, foram ignorados pela Prefeitura, segundo conta.

"Plantaram um monstro, que cresceu demais. Tenho três protocolos sem resposta da Prefeitura. Não sei mais o que fazer. Ninguém liga para nossa preocupação. Um dia de ventania forte vai derrubá-la. É questão de tempo", reclama. A Prefeitura Regional de Pinheiros disse que vai vistoriar a rua citada e, se houver necessidade, realizar o serviço até o fim da semana.

Ao mesmo tempo em que viu as quedas crescerem, a administração municipal não conseguiu aumentar substancialmente a realização de podas nas rua. O total de 96 mil serviços dessa natureza realizados no ano passado é 7% maior que 2016, mas 30% menor que as 138 mil podas feitas em 2008, por exemplo.

A Prefeitura tem a exclusividade do serviço de análise e retirada de galhos, quando é confirmada a necessidade de podas em árvores localizadas em logradouros públicos.

Historicamente, a capital não cuida bem das suas árvores, segundo Cardim. "Isso infelizmente vem de muitos anos. Sequer temos contabilizada a quantidade delas", diz. Estima-se que há 650 mil árvores só nas vias da cidade. "Julgo que não há uma rua na cidade que tenha 100% das suas árvores bem cuidadas. Há podas drásticas por causa da fiação elétrica que podem trazer mais problema, possibilitar a contaminação da planta por fungos, por exemplo, o que leva a quedas posteriormente", diz.

Bairros mais tradicionais concentram as árvores mais antigas, com 80, 90 anos. "Elas foram sendo machucadas e chegam ao fim da vida muito maltratadas. Mas não dá para sair cortando. É como se entrássemos numa ala de idosos de um hospital e fizéssemos eutanásia em todos. Não é assim que se administra a situação."

Podas

Em resposta à reportagem, a gestão João Doria (PSDB) disse que neste mês foi concluído pregão para contratar novas equipes de poda e áreas verdes, que começam a atuar em toda a cidade na próxima semana. "Este processo não era realizado desde 2014, o que inviabilizou, desde janeiro de 2015, a contratação de novos funcionários. A atual gestão retomou o processo licitatório em 2017 e, após a liberação do Tribunal de Contas do Município, está aumentando de 34 para cem as equipes, que somam cerca de mil funcionários", informou.

A Prefeitura disse ainda ter firmado convênio com a Eletropaulo que prevê 200 mil podas em áreas com fiação até o fim deste ano. Em fevereiro, foi criado um grupo de trabalho para discutir melhorias sobre a arborização. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) iniciou o plantio de 53 mil árvores nativas na Represa Cachoeira, que compõe o Sistema Cantareira. Segundo a Sabesp, o objetivo é aumentar a qualidade da água, evitar a ocorrência de enchentes, dificultar as ocupações ilegais e impedir que o lixo, pesticidas e agrotóxicos sejam arrastados para as represas.

De acordo com a companhia, isso também garante a segurança hídrica. Entre as espécies plantadas estão o ipê verde, a quaresmeira roxa, o cedro-rosa, a goiabeira vermelha, o jacarandá-do-mato e o jequitibá.

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As 53 mil mudas somam-se às 213 mil árvores de espécies nativas que foram plantadas recentemente pela Sabesp em volta da Represa Cachoeira. A previsão é que, nos próximos anos, a companhia plante mais de 300 mil mudas, chegando a 2 milhões de árvores plantadas somente no Cantareira, desde 2007.

 

O Museu da Casa Brasileira (MCB), instituição da Secretaria de Cultura do estado de São Paulo, oferece a Oficina Desenho de Observação neste sábado (13). A atividade é voltada para todas as idades e será realizada gratuitamente das 14h30 às 16h30.

Os instrutores convidarão os participantes para observar as árvores do jardim do MCB, em especial, as originárias da mata atlântica. Em seguida, a proposta será elaborar um desenho das árvores seguindo as orientações dos professores.

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As vagas são limitadas a 15 participantes. Para se inscrever é necessário enviar e-mail para: agendamento@mcb.org.br com nome, idade e telefone de contato.

Serviço

Oficina de Desenho de Observação.

Data: 13 de janeiro, sábado. Horário: 14h30 às 16h30.

Endereço: Av. Brigadeiro Faria Lima, 2705 - Jardim Paulistano, São Paulo.

Telefone: (11) 3032-3727.

15 vagas. Classificação etária: livre.

Nas 24 horas entre as 5h da quinta-feira (20) e as 5h da sexta-feira (21), foi registrada a maior chuva do ano no Recife e o esperado para o período de oito dias com base na média histórica de julho. Foram 100 mm de precipitações nao período, sendo 385 mm a média do mês inteiro. 

Segundo nota da Prefeitura do Recife, até o momento choveu o dobro que em julho de 2016 e, em junho, foi registrado o triplo que o mesmo período no ano passado.

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Decorrente da intensidade das chuvas, na cidade já foram feitas 46 solicitações de colocação de lona, há registros de três ocorrências com árvores e sete acidentes de trânsito até às 11h.

De acordo com as informações da prefeitura, a Defesa Civil atuou em um deslizamento de pequeno porte no Alto da Bica, em Nova Descoberta. Ocorreu também o tombamento parcial de um muro de arrimo no mesmo bairro e a queda do muro de um condomínio na Várzea. Nenhuma das ocorrências deixou vítimas. 

A Empresa de Manutenção e Limpeza Urbana (Emlurb) retirou duas das três árvores que caíram na cidade: a da Rua Manoel de Carvalho, nos Aflitos, e da Rua Doutor Raposo, no Ipsep. A ocorrência da Rua Barão de Água Branca, na Imbiribeira, deve ser resolvida em breve, uma vez que os técnicos foram acionados. 

Está sendo feita a drenagem nos pontos de alagamento também pela Emlurb, que designou cerca de 300 pessoas e quatro caminhões com jatos de succção para o trabalho. Os pontos são as áreas mais baixas da capital, onde o escoamento da água deve ser agilizado. 

Com relação ao trânsito, a Prefeitura do Recife informou que a Companhia de Trânsito e Transporte Urbano (CTTU) está com equipes para trabalhar em áreas afetadas por queda de árvores ou pontos de alagamento. No período da manhã da quarta, foram registrados 38 semáforos com falhas, dos quais quinze ainda estão sendo reparados.

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A Secretaria do Meio Ambiente (Sema), em parceria com o Governo Federal, plantou 7.092 árvores neste primeiro semestre de 2017. A maior parte das mudas é de espécies nativas da Mata Atlântica: ipê, araçá, pau ferro, quaresmeira, jequitibá e pitangueira.

“Nossa meta é plantar 10 mil mudas por ano e esse número será tranquilamente ultrapassado. Além disso, continuaremos com as ações de plantio com o objetivo de reduzir a temperatura em algumas regiões da cidade”, explica o secretário do Meio Ambiente, Claudio Sergio Ribeiro Dias.

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A escolha dos principais locais de plantio é realizada de acordo com o mapa termal da cidade fornecido pela Universidade Guarulhos (UNG). A região que recebeu a maioria das mudas até o momento é Cumbica (4,2 mil). Neste caso, o plantio nas calçadas e ao longo de cursos de rios é realizado com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). 

Com o aumento de incidência de ventos no Recife, houve também maior número de ocorrências recebidas pela Autarquia de Manutenção e Limpeza Urbana do Recife (Emlurb). Somente em dois dias, foram 30 chamados para a remoção de árvores e galhos. 

Conforme os dados da companhia, somente nesta quarta-feira (5), foram 21 ocorrências. Destas, 11 já foram finalizadas e as demais estão em andamento. Já na última terça-feira (4), foram registradas 19 ocorrências envolvendo quedas de árvores e galhos.

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Diante do cenário de ventos na cidade, a Celpe também apontou ter ocorrido o aumento de chamados para atuarem em áreas sem energia - afetadas por queda de árvores. Por conta disso, a equipe foi duplicada neste período.

 

O balanço das chuvas desta quarta-feira (31) aponta que nas últimas quatro horas choveu o esperado para quatro dias na capital pernambucana, uma vez que a média esperada para o mês de maio é de 329 mm e choveu 72 mm. Foram registradas falhas no funcionamento de 24 semáforos – dos quais quatro já foram normalizados – e seis acidentes de trânsito. Além disso, duas ocorrências com árvores na Rua Padre Roma, Zona Norte do Recife, e na Rua Arquiteto Luiz Nunes, Zona Sul da capital.

Em decorrência da alta intensidade, a Defesa Civil, Empresa de Manutenção e Limpeza Urbana (Emlurb) e Companhia de Trânsito e Transporte Urbano do Recife (CTTU) foram acionadas para reduzir os danos da chuva. De acordo com a Prefeitura do Recife, a Defesa Civil recebeu 26 chamados para vistorias e colocação de lonas. A Emlurb, por sua vez, opera três caminhões com jatos para sugar a água, com a intenção de reduzir os alagamentos na cidade. O mesmo órgão trabalha para a remoção das árvores que caíram.

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A CTTU no momento atua em áreas afetadas pelas árvores e alagamentos. A prefeitura especifica, ainda, que quatro equipes técnicas trabalham para realizar os ajustes necessários nos 20 semáforos que estão falhando. Até o momento, foram registrados seis acidentes, dos quais apenas um deixou feridos. 

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Na manhã desta terça-feira (23) quem circula pela Rua Marquês de Olinda encontrará, desde o início do dia, interdição da via. Isto porque um serviço de poda está sendo realizado pela Empresa de Manutenção de Limpeza Urbana (Emlurb). Por conta disso, os motoristas terão que fazer uso de outra rota para chegar ao destino. 

A Companhia de Trânsito e Transporte Urbano (CTTU) aponta para a realização da obra no trecho compreendido entre a Rua Maria Cesar e a Rua Madre de Deus. Devido ao bloqueio, sugere como rota alternativa a Avenida Alfredo Lisboa, seguindo no sentido Cais do Apolo. 

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Além disso, o Grande Recife Consórcio de Transporte também informou sobre a mudança do itinerário das linhas que circulam pela via. Confira:

032 - Setúbal (Conde da Boa Vista)

042 - Aeroporto (Opcional)

521 - Alto Santa Isabel  

….Cais Santa Rita,  Av. Martins de Barros, Rua Primeiro de Março.... 

Linha: 064 - Piedade (Opcional)

….Cais Santa Rita,  Av. Martins de Barros, Rua Siqueira Campos...

Alheio aos gritos dos seus colegas de turma, um filhote de orangotango se balança numa árvore de um abrigo da selva de Bornéu, onde os macacos recebem aulas para reaprenderem a viver em seu hábitat natural.

Otan, um orangotango de três anos, aprende a se virar sozinho desde que foi encontrado, errante e em péssimo estado, em uma plantação de palmeiras. Tinha inalado fumaça procedente dos incêndios gigantescos que no ano passado destruíram extensas zonas de floresta tropical em Kalimantan, província indonésia da ilha de Bornéu.

No refúgio internacional para animais (RIA), Otan e outros orangotangos órfãos aprendem a fazer ninhos, a buscar comida e a evitar os predadores. Devem se preparar para regressar a uma selva onde estes grandes macacos da Ásia estão mais ameaçados do que nunca.

Em julho, a União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN) declarou os orangotangos em perigo crítico, ou seja, a última etapa antes da extinção de uma espécie em estado selvagem. Ainda restam pouco mais de 100.000 exemplares em Bornéu. Em 1970 eram quase 300.000, segundo a UICN.

Estes primatas de pelo ruivo poderiam desaparecer completamente de Bornéu nos próximos 50 anos, devido ao desmatamento e aos incêndios que afetam a floresta tropical, advertem os especialistas.

Situação desesperadora

"É de cortar o coração", diz Ayu Budi, veterinária que dirige a clínica veterinária do abrigo da ONG RIA. "Quando você olha para eles, é muito triste. Deveriam estar com suas mães na natureza e viverem felizes, mas estão aqui".

Dos 101 orangotangos sob os cuidados de Budi, 16 são filhotes. Todos escaparam por pouco da morte e foram alimentados com mamadeiras até se recuperarem em uma parte da floresta protegida, nos arredores da cidade de Ketapang.

Budi e seus colegas permanecem otimistas, ensinando orangotangos como Jack - uma criança de sete anos travessa e em busca de atenção - a encontrarem alimentos com amendoins e mel escondidos em bolas de plástico no alto das árvores.

Nem todos tiveram essa sorte. Milhares morreram nos últimos 40 anos em Bornéu, nas mãos de caçadores, queimados por incêndios florestais ou de fome, em um habitat que se encolhe cada vez mais.

"As pessoas que trabalham em Bornéu já sabem há muito tempo que a situação dos orangotangos é bastante desesperada", lamenta à AFP Chris Wiggs, conselheiro de conservação do refúgio.

O número de macacos no abrigo se multiplicou desde 2009, à medida que estes animais foram perdendo território para as plantações de coqueiros, celulose e borracha.

O centro de quarentena do refúgio estava superpovoado de orangotangos desesperados como Vijay e Moli, dois jovens encontrados sem suas mães perto de uma terra queimada.

Eles são vítimas dos incêndios, um flagelo que atinge anualmente a parte indonésia de Bornéu - uma ilha compartilhada com Malásia e Brunei - e que representa uma grande ameaça para o futuro da espécie.

Corrigir erros

Camponeses e companhias agrícolas botam fogo intencionalmente em terrenos na floresta para limpá-los rapidamente para novas plantações, apesar dessa prática ser proibida.

As chamas muitas vezes ficam fora de controle, como no ano passado, quando queimaram uma superfície recorde de cerca de 2,6 milhões de hectares de floresta tropical. A fumaça tóxica resultante deixou o céu da parte indonésia de Bornéu amarelo e se espalhou para países vizinhos como Malásia e Cingapura. Sob pressão internacional, Jacarta prometeu ação.

Este mês, uma empresa indonésia ligada aos incêndios de 2015 foi obrigada a pagar uma multa de US$ 80 milhões - valor recorde para atividades de corte de árvores e queima de terras, disse o porta-voz do ministro do Meio Ambiente.

O presidente indonésio, Joko Widodo, propôs em abril a suspensão da concessão de novas terras para plantações de óleo de palma, pedindo aos produtores que usem sementes melhoradas para aumentar os seus rendimentos.

"Precisamos restaurar e reabilitar as nossas turfeiras (terrenos com material combustível que alimenta o fogo), e corrigir os erros do passado", disse à AFP Sustyo Iriono, chefe da agência de conservação do governo no oeste de Kalimantan.

"Todos temos bastante medo de que isso aconteça de novo, e nos perguntamos se as espécies poderão suportar um golpe como este", afirma Wiggs, se referindo ao incêndio do ano passado.

Budi sonha com o dia em que os orangotangos poderão viver em liberdade na selva. "Ainda há uma possibilidade, mas se a floresta desaparece, vai ser difícil".

O encarregado do serviço florestal de Saint Louis, Skip Kincaid, tem uma triste missão: cortar quase todos os freixos da sua cidade, vítimas de um pequeno inseto asiático que já destruiu milhões de árvores na América do Norte. O besouro-verde é um inseto invasor que ataca os freixos, uma variedadede árvores muito comum nas cidades do meio oeste americano, onde consegue sobreviver a invernos rigorosos.

A espécie do leste da Ásia chegou à cidade de Saint Louis, no estado do Missouri, no centro dos Estados Unidos. Lá, 17% das árvores são freixos - cerca de 14.000 pés, que Kincaid terá que derrubar nos próximos dois anos para deter o avanço da praga.

Uma de cada cinco árvores desaparecerá, e a destruição de freixos modificará o aspecto da cidade durante toda uma geração. "Faço tudo que posso para conscientizar as pessoas do quão devastador isso vai ser", lamenta Kincaid.

Os cientistas descobriram um tratamento com pesticidas que deve ser aplicado todos os anos para manter afastados esses insetos devoradores. Mas o investimento necessário ultrapassa o orçamento da cidade, explica o especialista florestal.

Kincaid fez um cálculo do valor de cada árvore com base nos benefícios que estas oferecem, como o escoamento de águas pluviais e a redução dos custos de energia graças ao esfriamento natural gerado por sua sombra.

No entanto, "se um freixo não gera um benefício de entre US$ 45 e 75 por ano para a cidade, é difícil justificar esses gastos", diz.

Só mil freixos se encaixam nesta faixa. Os outros, economicamente inconvenientes, serão cortados e substituídos por outras variedades, provavelmente árvores menores que os grandes freixos que hoje estão plantados sob as calçadas de St. Louis. "Não temos outra opção", lamenta Kincaid.

Danos dramáticos

O besouro-verde chegou da China em 2002, possivelmente na madeira da embalagem de mercadorias, e já se estendeu por 26 estados americanos.

Os serviços florestais dos Estados Unidos qualificaram a espécie como "o inseto de floresta mais destrutivo dos tempos modernos na América do Norte". "Quando o freixo está infestado, há praticamente 100% de chances de que morra", afirma Noel Schneeberger, encarregado dos serviços florestais federais.

As autoridades tentaram pôr as árvores em quarentena para evitar a contaminação, mas não tiveram sucesso. Cientistas estimam que 30 milhões de árvores já sucumbiram à praga, e outras centenas de milhões estão em risco de morrer.

Mas o que deixou os especialistas perplexos foi descobrir que este inseto parasita é relativamente inofensivo na Ásia, seu ambiente original, onde parece atacar exclusivamente as árvores doentes ou moribundas. Lá, os freixos saudáveis teriam uma resistência química natural que a maioria dos freixos americanos não têm.

Na América del Norte, os danos são dramáticos: o besouro-verde adulto escava um buraco na casca da árvore e deposita seus ovos. A prole perfura o tronco, na forma de túneis, para se alimentar, alterando a capacidade da árvore de transportar água e nutrientes. O freixo morre de fome em menos de cinco anos.

Aprendendo a conviver

Apesar do ciclo inevitável de destruição, os cientistas avançaram muito desde a chegada do besouro-verde aos Estados Unidos, há 14 anos. Os especialistas consideram que, nas cidades, as árvores muito afetadas devem ser cortadas, enquanto que os freixos saudáveis podem ser tratados com pesticidas.

Nas florestas, porém, onde há um número muito maior de freixos a serem tratados, os cientistas tentam conseguir a melhor maneira de que as árvores convivam com o inseto perfurador. Na China, os especialistas descobriram pequenos parasitas capazes de reduzir a presença dos besouros-verdes em entre 50% e 90% dos freixos.

Na América do Norte, os cientistas começaram a introduzir, de forma controlada, estes depredadores naturais e a estudar sua capacidade de erradicar o inseto. Mas vai demorar "várias décadas ou inclusive um século" para que os resultados apareçam, adverte Richard Hauer, professor de la arboricultura urbana na Universidade de Wisconsin, de modo que há poucas esperanças se salvar milhões de árvores atualmente em perigo.

Outra via é estimular os freixos a produzirem seus próprios componentes químicos para atacar os insetos, como parecem fazer seus pares asiáticos. Mas ainda não se sabe se os cientistas conseguirão reproduzir a experiência em grande escala em uma enorme população de freixos.

Após a ventania que atingiu o Recife no último dia 29 de janeiro, a estrutura das árvores da cidade foi afetada e, por conta disso, a Empresa de Manutenção e Limpeza Urbana (Emlurb) irá realizar, desta vez, a manutenção dessas árvores no final de semana. Avenidas da Zona Norte e Sul receberão os serviços e, por isso, terão parte da via interditada.

No sábado (23) a operação iniciará às 8h e segue até às 17h, na Avenida Beira Rio. Por conta disso, os condutores precisarão realizar mudança na rota. De acordo com o órgão, o trecho interditado da Avenida Beira Rio segue da Ponte da Capunga até a Rua Demóstenes de Olinda. Para os motoristas que entrariam na avenida para seguir no sentido da Ponte da Torre, o desvio será feito pela Avenida Visconde de Albuquerque, paralela à Avenida Beira Rio. No sentido contrário (Ponte da Torre – Ponte da Capunga), os condutores deverão fazer o desvio pelo trajeto que segue da Rua Clóvis Beviláqua, Rua José Osório e Rua Costa Gomes até chegar à Real da Torre.    

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Já no domingo (24) será a vez da Avenida Recife, também das 8h às 17h. neste caso, uma das faixas de rolamento ficará interditada no sentido Cidade Universitária, entre o trecho do Hospital Pam de Areias até a Avenida Tapajós. 

Para os trabalhos, haverá a presença de quatro agentes de trânsito em cada local e tem o objetivo de viabilizar o trabalho de poda.

As árvores de algumas ruas do bairro da Boa Vista irão receber manutenção neste final de semana (16 e 17). Com isso, o trânsito irá sofrer alteração, pois vias ficarão interditadas para a operação realizada pela Emlurb.

Devido a ventania que acometeu o Recife no dia 29 de janeiro, algumas árvores da cidade ficaram prejudicadas, por conta disso, o trabalho de manutenção tem sido realizado. Desta vez será realizada nas ruas Arthur Orlando e Luís Barbalho, localizadas no bairro da Boa Vista. 

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Os trabalhos irão acontecer das 8h às 17h, sendo no sábado, o trabalho de manutenção na Rua Arthur Orlando. Já no domingo, a ação será na Rua Luís Barbalho também no bairro da Boa Vista. Por conta disso, a Emlurb solicita que veículos não sejam estacionados nestas vias para facilitar o trabalho das equipes e não danificar os automóveis. 

Também estarão presentes equipes da Companhia Energética de Pernambuco (Celpe) e a Companhia de Trânsito e Transporte Urbano (CTTU) que encaminhará agentes de trânsito para orientar os condutores acerca dos desvios necessários.  

A Emlurb informa que no sábado, a interdição será na Rua Arthur Orlando, no trecho entre a Rua Dom Bosco e a Rua Miguel Couto. Já no domingo, a Rua Luiz Barbalho será interditada no trecho entre a Rua Dom Bosco e a Rua Miguel Couto. Em ambos os casos, os condutores poderão utilizar a Rua Henrique Dias como desvio. 

Neste sábado (9) e no domingo (10), ações de manutenção de árvores serão realizadas na Rua do Futuro, no bairro da Jaqueira, Zona Norte do Recife. Além desse local, a Avenida Oliveira Lima e a Rua Bispo Cardoso Ayres, ambas na Boa Vista, também receberão as equipes da Empresa de Manutenção e Limpeza Urbana (Emlurb) para a realização do trabalho. 

Amanhã, os trabalhos ocorrerão nas ruas da Boa vista, das 8h às 17h. No domingo, a Rua do Futuro receberá as ações, no mesmo horário. Para isso, o pedido aos moradores é de que não estacionem os carros nestas vias para facilitar o trabalho das equipes e evitar que os veículos sejam afetados.

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No dia 29 de janeiro, o Recife passou por uma ventania muito forte, atingindo a estrutura de muitas árvores. Após levantamento, foi constatado que algumas delas estavam presentes em corredores de grande fluxo, o que motivou o trabalho de manutenção.

Mudança no trânsito

Por conta dos trabalhos nas árvores, a Companhia de Trânsito e Transporte Urbano do Recife (CTTU) informou que a Rua Oliveira Lima e a Rua Bispo Cardoso Ayres, no bairro da Boa Vista, e a Rua do Futuro, no bairro da Jaqueira, serão interditadas neste sábado (9) e domingo (10), respectivamente, das 8h às 17h. No sábado, a Rua Oliveira Lima vai receber a interdição no trecho entre a Rua Nunes Machado e a Rua Bispo Cardoso Ayres, com desvio realizado pela própria Rua Nunes Machado. No mesmo dia, a Rua Bispo Cardoso Ayres terá interdição desde o início da via até a Rua do Príncipe.

Já no domingo, a Rua do Futuro será bloqueada no trecho compreendido entre a Rua Hoel Sete e a Rua Antenor Navarro, com desvio realizado pela Rua Simão Mendes ou pela própria Rua Hoel Sete. A ação vai contar com o apoio de dois agentes de trânsito em cada local e tem o objetivo de viabilizar o trabalho de poda realizado pela Emlurb.

Ônibus

Ainda por conta dos trabalhos que serão realizados no final de semana, o itinerário dos ônibus que trafegam pelas vias interditadas sofrerá mudanças. O Grande Recife irá alterar, provisoriamente, o itinerário das linhas 520 - Macaxeira/Parnamirim e 532 - Casa Amarela (Cabugá). A ação, que será realizada no domingo, acontece devido a poda de árvores que a Emlurb fará na Rua do Futuro, no trecho entre a Rua Hoel Sette com Rua Antenor Navarro. A mudança acontece das 8h às 17h.

Nesse período, elas farão o seguinte itinerário: Av. Parnamirim, Av. Rui Barbosa, Rua Deputado Pedro Pires Ferreira (rua ao lado do Parque da Jaqueira), Rua do Futuro. Com isso, as paradas 100147 e 100149, na Rua do Futuro, deixarão de ser atendidas. Os usuários têm como opção a parada nº 100150, na Rua do Futuro, após o cruzamento com a Rua Dr. Malaquias.

Com informações da assessoria

Desde as primeiras horas desta sexta-feira (3), a Empresa de Manutenção e Limpeza Urbana do Recife (Emlurb) realiza operações a fim de diminuir os pontos de alagamento e a remoção de árvores caídas nas ruas da cidade. O órgão aponta que foram mobilizados cerca de 200 profissionais.

Durante as horas em que havia precipitação de chuvas, várias árvores tombaram, galhos se romperam e, como consequência, ruas ficaram interditadas e veículos foram atingidos. A Emlurb contabiliza 11 ocorrências envolvendo árvores, sendo oito delas já resolvidas nos seguintes endereços: Avenida Beira Rio, Torre; Rua São José, Bairro do Recife; Rua Sargento Silvino, Boa Viagem; Rua João Cardoso Aires, Boa Viagem; Rua João Carneiro Mariz, Engenho do Meio, Avenida Boa Viagem, Pina; Rua Manoel Alves, Engenho do Meio; e Avenida Dantas Barreto, São José. 

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Outras remoções serão feitas na Avenida João de Barros, no bairro do Espinheiro, na Zona Norte. E outras duas notificações foram nas Ruas Professor Jerônimo Gueiros, Encruzilhada; e Rua Marques de Valença, Boa Viagem. Para quem deseja entrar em contato com a Empresa, deve telefonar para a Central 156 para que seja realizado o atendimento. 

 

Quem circular por ruas do bairro do Espinheiro, no Recife, irá se deparar com ação de poda das árvores da área, no próximo domingo (29). Os trabalhos serão realizados na Rua da Amélia, no trecho entre a Rua João Ramos e a Avenida Conselheiro Rosa e Silva.

Com o intuito de garantir a saúde das plantas e a segurança das pessoas que transitam na área, a ação terá início às 5h e seguirá até o meio-dia. Por conta disso, o trecho da Ciclofaixa de Turismo e Lazer que passa pela Rua Amélia será interditado, no entanto, haverá o desvio da rota pela Rua Senador Alberto Paiva, chegando à Avenida Conselheiro Rosa e Silva que converge para a rota normal. Além disso, a Emlurb pede que os veículos não sejam estacionados na via para que o serviço possa ser realizado. 

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O trânsito na Rua Amélia será interditado durante o período em que os trabalhos forem realizados  Como alternativa à rota, haverá a Rua Esmeraldino Bandeira e, para isso, dois agentes da Companhia de Trânsito e Transporte Urbano (CTTU) estarão no local para orientar o trânsito. 

Os trabalhos também contam com a parceria do Consórcio Grande Recife. As linhas de ônibus que trafegam pela Rua Amélia, na Zona Norte do Recife, sofrerão mudança no itinerário durante este dia. 

Confira abaixo a mudança no trajeto de cada linha:

930 - Rio Doce/Dois Irmãos 

Alteração do itinerário:….Av. Rui Barbosa, Praça do Entroncamento, Av. Rosa e Silva, Rua Amélia, Rua do Espinheiro, Avenida João de Barros... 

700 - Beberibe/Afogados

2920 - Rio Doce/CDU

Alteração do itinerário:….Rua Padre Anchieta, Avenida Beira Rio, Ponte da Torre,  Rua Amélia, Av. Rui Barbosa, Praça do Entroncamento, Av. Rosa e Silva, Rua Amélia, Rua do Espinheiro,   Avenida João de Barros...

 As linhas acima, no período da interdição, deixarão de atender as paradas nº 100174 e nº 100175, localizados na Rua Amélia. As opções para os usuários são os pontos nº 100170 e nº 100003, localizados respectivamente na Av. Rui Barbosa, lado oposto ao Colégio Agnes, e na Av. Rosa e Silva, em frente ao supermercado Pão de Açúcar.

414 – Torre

Alteração do itinerário:….Rua das Graças, Avenida Rui Barbosa, Praça do Entroncamento, Avenida Conselheiro Rosa e Silva.... 

A linha 414, no período da interdição, deixará de atender aos pontos nº 100180 e nº 100175, localizados na Rua João Ramos e na Rua Amélia. As opções serão as paradas nº 100171 e nº 100003, localizadas respectivamente na Av. Rui Barbosa, lado oposto ao prédio do TRE, e na Av. Rosa e Silva, em frente ao supermercado Pão de Açúcar.

O Consórcio esclarece que para mais informações, os usuários dispõem da Central de Atendimento ao Cliente, no 0800.081.0158. 

Entre janeiro e abril deste ano, 1.273 árvores caíram na capital paulista. Entre segunda-feira (16) e terça-feira (17), os fortes ventos derrubaram mais 189. Esse número só é superado pelas 1.617 árvores que caíram nos quatro primeiros meses do ano passado, quando mais de 500 árvores foram ao chão em menos de uma semana, durante temporal que se estendeu do fim de 2014 até os primeiros dias de 2015, mostram dados da Prefeitura de São Paulo.

"O número de árvores caídas varia de ano a ano porque depende da condição climática. No ano passado, tivemos muito mais chuva e ventos do que em 2014", disse Fernanda Soliga Voltan, supervisora técnica da Coordenação de Subprefeituras e responsável pelo assoreamento do parque arbóreo. Se comparados os anos de 2015 e 2013, houve um aumento de 72% no total de árvores caídas. Já entre 2015 e 2014, o aumento foi de 41,5%.

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O principal motivo para a queda das árvores, segundo a supervisora, são os ventos fortes. Também são comuns o corte de raízes por cidadãos que tentam nivelar a calçada e acabam danificando a base das plantas, a contaminação por doenças (pragas, cupins e fungos) e ainda a adequação do canteiro - ou seja, quando alguém planta uma muda em um canteiro pequeno fazendo com que ela cresça com limitação física.

Até o fim da semana, a Prefeitura vai concluir um levantamento sobre a condição fitossanitária das árvores que caíram na tempestade. O parecer técnico vai indicar o número de plantas saudáveis.

Luz

A tempestade deixou um rastro de destruição. Bombeiros informaram que atenderam 42 ocorrências na Grande São Paulo somente na manhã de ontem. Segundo a Eletropaulo, o temporal deixou 110 circuitos desligados na capital e na região metropolitana. Ainda havia bairros sem luz na noite de terça-feira.

Em um edifício da Rua João Arruda, em Perdizes, ao menos 14 janelas tiveram os vidros destruídos por causa da chuva e do vento forte. Em alguns apartamentos o prejuízo foi mais longe, atingindo também os móveis dos moradores. "Veio como um furacão, como eu nunca vi igual. Assustou todo mundo", contou o aposentado Antonio Fortini, de 84 anos. A janela do apartamento foi empurrada para dentro com a força do vento. Ao tentar fechá-la, o aposentado cortou uma das mãos. "Minha mulher fez uma cirurgia no coração recentemente, não podia passar nervoso. Fiz de tudo, mas a natureza veio com um estrondo."

Cerca de 30 metros de um dos muros do Cemitério do Araçá, em Pinheiros, desmoronou sobre a calçada da Rua Monsenhor Alberto Pequeno. Segundo a administração do local, 60 urnas com ossadas foram derrubadas, mas o conteúdo não foi danificado.

Mãe e filha

A autônoma Deyse Cristina Oliveira Sousa Santos, de 31 anos, e a filha, Maria Luiza, de 3 anos, atingidas por uma árvore no Largo da Concórdia, no Brás (centro), na segunda-feira, estão internadas em estado grave na Santa Casa de São Paulo. Ambas sofreram traumas e fraturas e passaram por cirurgia. A criança está sedada na UTI, respira com a ajuda de aparelhos, mas seu estado é considerado estável. Maria Luiza chegou a ser ressuscitada pelos bombeiros. O quadro da mãe, que também está na UTI, piorou ontem após cirurgia.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Na manhã deste sábado (16), a chuva forte que atinge a Região Metropolitana do Recife (RMR) desde o início da noite da sexta-feira (15) já provocou a queda de árvores em vias da cidade e, de acordo com a Defesa Civil, mais de 60 ocorrências, entre alagamentos e deslizamentos, na capital pernambucana. Segundo a assessoria de comunicação do Corpo de Bombeiros, apesar das situações de risco, ainda não há vítimas.

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No fim da tarde da sexta, a Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac) emitiu um alerta de chuva para as próximas 24 horas. De acordo com o órgão, as chuvas devem atingir as regiões Metropolitana do Recife (RMR), Mata Norte e Mata Sul. Até o momento, o Corpo de Bombeiros foi acionado durante a madrugada para socorrer moradores ilhados em diversos bairros do Grande Recife. O órgão informou que os bairros de Camaragibe, Varzea, Dois Unidos, Linha do Tiro e Jardim Brasil foram os mais atingidos.

Na rua Senador Alverto Paiva, próximo à Praça Murro na Árvore, no bairro das Graças, uma árvore caiu no meio da via e travou a passagem de carros. A Defesa Civil informou que os delizamentos foram registrados na UR-7 Várzea, com duas crianças feridas, e no Alto do Capitão, em Dois Unidos, zona Norte. Os alagamentos foram registrados nas áreas que possuem canais próximos. Os canais da Avenida Agamenon Magalhães, da Conselheiro Aguiar e o Rio Morno, localizado no bairro de Nova Descoberta, transbordaram e alagaram as vias. 

De acordo com a Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac), só nas últimas 24 horas choveu 128mm no Recife, 123mm em Olinda e 68 mm em Jaboatão. O município que mais registrou chuva na região foi Camaragibe, com 136 mm de chuva. A Defesa Civil explicou que em 12 horas choveu o equivalente a dez dias de chuva previsto para o mês de abril. 

A Empresa de Manutenção e Limpeza Urbana (Emlurb) do Recife informou que ainda na manhã deste sábado irá divulgar um balanço das ações do órgão. As equipes da Defesa Civil do Recife estão em Estado de Alerta e a população pode entrar em contato pelo telefone 0800 081 3400. A ligação é gratuita e a Central de Atendimento funciona 24h.

Após o vórtice ciclônico que atingiu o Recife no dia 29 de janeiro, a Empresa de Manutenção e Limpeza Urbana (Emlurb) verificou que várias árvores da cidade apresentaram problemas. Por conta disso, será realizada, durante o final de semana, uma operação de manutenção preventiva, visto que o período de chuvas se aproxima e este pode representar um risco à população. 

A ação já foi iniciada em vários pontos da cidade, mas no próximo final de semana as árvores da Rua do Sossego, no bairro de Santo Amaro, e da Avenida João de Barros, na Boa Vista, receberão os trabalhos. Na ocasião haverá a presença de técnicos especializados da Enlurb, agentes da Companhia de Trânsito e Transporte Urbano (CTTU), Companhia Energética de Pernambuco (Celpe) e Consórcio Grande Recife.

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De acordo com a Emlurb, na Rua do Sossego, os serviços serão realizados no sábado (19) e no domingo (20), no trecho localizado entre a Avenida Visconde de Suassuna e a Rua do Príncipe. O domingo também será reservado para os trabalhos realizados na Avenida João de Barros, na altura do Conservatório de Música. Neste trecho haverá o desligamento da rede elétrica. O órgão ainda solicita à população que não estacione veículos no local da ação que iniciará a partir das 8h.

A Emlurb explica que após a ventania do último dia 29 de janeiro, muitas árvores dessas localidades foram danificadas, por conta disso, o trabalho precisa ser realizado. Além disso, muitas delas ficam em principais corredores de fluxo de veículos do Recife.

Mobilidade

Os trabalhos serão iniciados às 8h do sábado (19) e domingo (20) com prazo de conclusão para às 16h e, por conta disso, a Companhia de Trânsito e Transporte Urbano do Recife (CTTU) vai monitorar e interditar a Rua do Sossego, no trecho entre a Avenida Visconde Suassuna e a Rua do Príncipe. 

Para esse trabalho, será destinada uma equipe de quatro agentes de trânsito com a finalidade de monitorar e orientar os condutores que trafegarem pela área.  

Os condutores que quiserem seguir da Avenida Visconde de Suassuna para a Rua do Príncipe deverão acessar a Rua Gervásio Pires. No dia seguinte o monitoramento estará presente na Avenida João de Barros, no trecho em frente ao Conservatório Pernambucano de Música. 

Com informação da assessoria

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