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Classificada para a fase final da Copa América de futebol feminino, no Chile, a seleção brasileira enfrenta nesta sexta-feira (13) a Bolívia, sem algumas titulares, na última partida da fase de grupos.

De acordo com o treinador Vadão, as alterações no time são para poupar algumas atletas e dar oportunidade a outras que ainda não jogaram.

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Uma dessas jogadoras que terão a oportunidade de entrar em campo nesta sexta-feira é Aline Milene, que atua nos Estados Unidos e participa de sua primeira competição oficial pela seleção.

“Acho que é uma oportunidade incrível, estou muito feliz de poder estrear pela seleção brasileira em uma competição tão importante”, disse.

A partida contra a Bolívia será às 19h, no Estádio Sanchez Rumoroso, na cidade de Coquimbo. O Brasil é líder do Grupo B, com nove pontos e 14 gols de saldo. A segunda vaga do grupo será definida no confronto entre Argentina e Venezuela. O Chile e a Colômbia, do Grupo A, já estão mo quadrangular final.

*Com informações da Confederação Brasileira de Futebol

Um terremoto de magnitude 6,8 com epicentro na Bolívia teve reflexos que foram sentidos por moradores da Vila Augusta, em Guarulhos. Segundo os moradores que pediram para não serem identificados, os tremores foram sentidos nos condomínios Supera e Suprema, localizados respectivamente na avenida Presidente Humberto de Alencar Castelo Branco e na avenida Leonor. Os prédios teriam sido esvaziados e não houve registro de feridos.

Há registros de que prédios também foram evacuados em decorrência do tremor na região central de São Paulo, em cidades do litoral e do interior paulista e nos estados de Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

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De acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), o terremoto ocorreu às 9h40 pela hora local (10h40 de Brasília) e teve epicentro no sul da Bolívia com 557 km. O jornal local “El Deber” informou que devido a força do abalo, o tremor foi registrado também em regiões ao norte do país, próximo ao norte paraguaio.

O prefeito da cidade de San Buenaventura em La Paz, na Bolívia, Javier Delgado, ficou preso por mais de uma hora em uma armadilha de madeira por não cumprir promessas de campanha. O fato, de acordo com informações do jornal local El Deber, aconteceu na última segunda-feira (26). O curioso é que não é a primeira vez que ele é punido desta forma. Em apenas dois anos de governo, É a terceira vez que ele ficou preso na armadilha sob a justificativa de uma má administração. 

A postura da população pode ser inusitada, mas obedece a costumes antigos da cidade que tem cerca de 8 mil habitantes. Em entrevista ao El Deber, Javier Delgado negou ter feito alguma coisa de errado e se diz perseguido pelos madeireiros ricos da cidade, que estariam espalhando “boatos”. 

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“Foi tudo uma confusão provocada por pessoas que espalharam mentiras com o intuito de revogar meu mandato”, disse o prefeito. “Não consegui me defender. O castigo foi definido rapidamente. Só consegui explicar depois”, completou. 

Javier Delgado disse ainda que sentiu "uma profunda tristeza” diante da ação da população e que a punição foi "mais do que física, moral". 

Ao menos seis pessoas morreram e 25 ficaram feridas nesse sábado (10), em uma festa de carnaval em Oruro, na Bolívia, devido à explosão de um botijão de gás que pertencia a um ambulante.

A explosão ocorreu por volta das 18h45 locais (20h45 de Brasília) e atingiu um raio de 50 metros. A polícia acredita que a o acidente começou em uma barraca de comida. Um vazamento de óleo quente teria danificado a mangueira do botijão e provocado o acidente.

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Entre os mortos, há quatro crianças, sendo três meninas e um menino. O carnaval de Oruro é declarado Patrimônio da Humanidade e é um dos mais famosos da América do Sul. 

Da Ansa

Ao comentar um suposto projeto que visa criminalizar a evangelização na Bolívia, o deputado federal Pastor Eurico (PHS) aproveitou para fazer uma declaração duvidosa para muitos, diante do atual cenário político brasileiro. O parlamentar falou que há uma bíblia exposta na mesa diretória da Câmara dos Deputados e que a escritura sagrada está sendo “honrada e respeitada” na Casa.

“Graças a Deus que nós brasileiros escapamos desse tipo de governo e precisamos lutar para que nunca mais volte até porque o Brasil é um país onde nós temos a liberdade religiosa, temos os símbolos religiosos que são respeitados. Aqui, no plenário desta Câmara, onde estou agora na mesa diretora da Câmara dos Deputados, nós temos aqui a bíblia presente. A bíblia que é a palavra de Deus, que aqui está sendo honrada e respeitada, embora algumas pessoas não concordem, não aceitem, mas ela está respaldada por lei e vai continuar”, declarou por meio de vídeo divulgado em seu Facebook.

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O parlamentar falou que na Bolívia está acontecendo “o absurdo da perseguição religiosa”. “Uma decisão que está sendo tomada na Bolívia, nessa república esquerdopata bolivariana, que busca atingir as instituições religiosas. Por incrível que pareça, querem criminalizar qualquer pessoa que convide alguém para participar de uma organização religiosa e com uma pena de 7 até 12 anos. Isso é um absurdo”.

Eurico ainda disse que esperava que algumas pessoas, sem citar nomes, não queiram copiar essas ideias para o Brasil. “Aí vai um aviso: se alguém tentar fazer isso, nós lutaremos aqui para defender a bíblia, a palavra de Deus. Defender as instituições religiosas porque nós estamos como representantes delas aqui. Estamos como representantes do povo de Deus. Saibam disso”, frisou.

“Eles tentam calar a voz, tentam parar a marcha das igrejas, mas não vão conseguir porque quem está conosco é maior do que quem está com eles. O Brasil pertence ao senhor Jesus e você meu irmão, minha irmã, pode contar conosco. Estaremos aqui, aguerridos, como soldados em batalha lutando em favor desses princípios”, avisou.

Apesar de falar que a bíblia é honrada na Câmara, em novembro do ano passado, o Pastor Eurico chegou a dizer que “lamentavelmente” algumas lideranças se corrompem, inclusive no segmento evangélico. Na ocasião, ele se referia à votação da denúncia envolvendo o presidente Michel Temer (PMDB).

Perseguição religiosa

O deputado federal Marco Feliciano (PSC) também se pronunciou sobre o assunto em vídeo publicado no Facebook. “O líder comunista, amigo dos camaradas Fidel Castro, Hugo Chaves, Lula da Silva e José Dirceu, Evo Morales, que tentam se perpetuar no poder através de maracutaias legislativas diante da reação contraria da igreja cristã, em particular as evangélicas, propõe agora uma total quebra dos princípios constitucionais", criticou. 

Segundo Feliciano, católicos e evangélicos estão se unindo. “Vou solicitar à mesa da Câmara dos Deputados que oficie as autoridades diplomáticas para que pressione o governo de Evo Morales para que cesse à perseguição religiosa e reveja as mudanças na legislação”.

 Ele ainda disse que ia pedir a Deus para que ajude os cristãos bolivianos. “Acordem, cristãos. O mau vem com sapatinhos de algodão, sorrateiramente vem entrando em nossas casas, escolas, governo e para isso é preciso resistir. Que a Bolívia seja livre para que o evangelho seja pregado porque a liberdade de culto é algo que há dentro do ser humano como um dos seus maiores direitos individuais. Lá não podemos interferir a não ser com nossas orações, mas aqui no Brasil, esses governos que passaram e querem voltar, a intenção deles é fazer aqui a mesma coisa e nós não vamos deixar fazer”.  

 

O Tribunal Constitucional da Bolívia abriu caminho para que o presidente Evo Morales concorra a um quarto mandato em 2019, apesar da rejeição de tal medida em plebiscito anterior. A corte determinou que o direito de concorrer se sobrepõe aos limites impostos à reeleição na Constituição, que garante o direito dos cidadãos a disputar cargos públicos, afirmou o presidente do tribunal, Macario Lahor Cortez, em entrevista coletiva.

Membros do partido do presidente, o Movimento ao Socialismo (MAS), e sindicatos favoráveis ao governo aplaudiram a decisão. Já a oposição qualificou-a como inconstitucional. "É um dia triste para a democracia", afirmou o ex-vice-presidente Victor Hugo Cárdenas. "O Tribunal Constitucional do regime acaba de impor um revés à Constituição e ao povo", afirmou no Twitter Samuel Doria Medina, presidente do oposicionista Partido Unidade Nacional.

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O primeiro presidente indígena da Bolívia, Morales foi eleito pela primeira vez em 2005 e reeleito em 2009 e 2014. A Constituição permite apenas duas eleições consecutivas. A próxima eleição pode resultar no quarto mandato, mas o Tribunal Constitucional havia decidido anteriormente que o primeiro mandato não valia para essa conta, porque Morales não havia completado o mandato de cinco anos antes de uma nova Constituição entrar em vigor, em 2009.

Em fevereiro, Morales perdeu por pouco um plebiscito sobre se a Constituição poderia ser revista para que ele concorresse de novo em 2019. Apesar disso, o MAS pressionou por meios de permitir que o presidente dispute novamente e apelou em setembro ao Tribunal Constitucional. Na terça-feira, Morales disse que poderia concorrer de novo porque as convenções pelos direitos humanos se sobrepunham à Constituição.

Morales liderou um boom econômico sem precedentes para a Bolívia, beneficiado pela alta nas matérias-primas em seu primeiro mandato, e conseguiu retirar milhões de pobreza, apoiado pela receita com gás natural. O impulso da economia, porém, perdeu força e junto com ele a popularidade de Morales, em meio a alegações de corrupção no governo e de manipulação do Judiciário.

Uma pesquisa de outubro do instituto Ipsos mostrou que 68% dos bolivianos consultados eram contrários à reeleição do presidente em 2019. Fonte: Associated Press.

O presidente da Bolívia, Evo Morales, que se reúne com o presidente Michel Temer na próxima segunda-feira (30) em Brasília, publicou em sua página no Twitter uma foto com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e uma mensagem de parabéns pelo aniversário de 72 anos, que aconteceu ontem. Na mensagem, Morales chama Lula de "irmão" e deseja mais anos de luta.

"Irmão Lula, mais um ano de vida, mais um ano de luta anti-imperialista, como trabalhador atuando pelo seu povo", diz a mensagem.

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Durante o processo de impedimento da ex-presidente Dilma Rousseff, em 2016, o mandatário boliviano foi um dos presidentes sul-americanos que acusaram o Congresso Nacional de promover um "golpe". Na ocasião, Morales apontou em redes sociais um "golpe congressista e judicial" no Brasil e logo retirou seu embaixador do Brasil, após a destituição de Dilma, num gesto de protesto. O Brasil fez o mesmo, mas não houve rompimento de relações diplomáticas.

Segundo o Ministério das Relações Exteriores, o objetivo da visita é aumentar a cooperação e a coordenação bilateral em temas como a "luta contra o crime transnacional, energia, defesa, desenvolvimento fronteiriço, integração da infraestrutura física, temas migratórios e consulares, comércio e investimentos".

Dados oficiais do governo mostram que o Brasil é o maior parceiro comercial da Bolívia e principal destino de exportações do país andino, respondendo por 19%, à frente dos Estados Unidos, que têm 14%. O intercâmbio comercial entre os países foi de US$ 2,8 bilhões no ano passado. (Caio Rinaldi - caio.rinaldi@estadao.com)

Na Bolívia, um enfermeiro identificado como Grover Macuchapi Calle, de 27 anos, foi preso por suspeita de abuso sexual. A vítima foi uma mulher, de 28 anos, que já estava morta em um necrotério. 

O então marido da boliviana, ao entrar na sala do hospital onde o corpo de sua companheira estava, em La Paz, foi surpreendido com o enfermeiro abusando sexualmente da mulher.

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A vítima tinha sido dada como morta uma hora antes do crime, ocorrido na última segunda-feira (16). Macuchapi afirmou que estava em transe, "como em um sonho", e não se lembrar de nada. Em depoimento à polícia boliviana, ele disse chegou a apanhar do marido da jovem morta antes de ser levado pelos policiais.

Ao Site El Ciudadano, a polícia disse que o réu poderia ser processado por "profanação" e "ofensas", mas os especialistas analisaram o caso para apelar a outra figura legal e com a ideia de que sua sentença para a ofensa seja ainda maior. O caso foi encaminhado ao Ministério Público do país.

A seleção brasileira conheceu nesta quinta-feira (5) um outro obstáculo boliviano além da altitude de La Paz. O goleiro Carlos Lampe foi mais poderoso do que os 3,6 mil metros da capital da Bolívia ao segurar o ataque brasileiro, principalmente Neymar, e garantir o empate em 0 a 0 no estádio Hernando Siles, pela 17.ª e penúltima rodada das Eliminatórias Sul-Americanas da Copa do Mundo de 2018, que será na Rússia.

Foram seis confrontos diretos entre Lampe e Neymar, todos com supremacia do boliviano. Festejado pela torcida, o goleiro fez pelo menos 10 defesas importantes. Se a altitude foi minimizada com a logística da seleção de viajar para La Paz horas antes do jogo e pareceu não incomodar, faltou capricho nas finalizações para voltar da cidade com uma vitória pela primeira vez em 20 anos.

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O segundo empate seguido do Brasil nas Eliminatórias não atrapalha em nada a condição tranquila na tabela de classificação. A única frustração é ver escapar a chance de obter a melhor campanha da história da competição, obtida pela Argentina para o Mundial de 2002. A seleção precisava vencer os dois últimos confrontos para quebrar a marca.

O temor com a altitude modificou o estilo de jogar do Brasil. O futebol de toques rápidos no ataque deu lugar à tranquilidade para tocar a bola e deixar o jogo mais lento. A equipe nitidamente queria poupar oxigênio, não se desgastar com o gramado seco e irregular. A postura foi mantida nos 20 minutos iniciais, até a equipe se sentir mais confiante e com espaços para atacar a Bolívia.

Quando o Brasil se soltou, as chances vieram a partir dos 23 minutos, momento da primeira finalização com Neymar. O chute iniciou o show de defesas de Lampe. Aplaudido pela torcida, o boliviano ainda defenderia duas finalizações. Uma frente a frente com o próprio Neymar e outra de Gabriel Jesus. O desperdício de chances brasileiras chegaria ao cúmulo no fim do primeiro tempo. Neymar passou pelo goleiro e chutou duas vezes. Em ambas o zagueiro Valverde tirou de cima da linha.

A Bolívia respondeu no fim do primeiro tempo. Bejarano chutou de fora da área e acertou o travessão. O susto foi um recado prévio para o temido segundo tempo. O Brasil estaria mais cansado, mesmo após a sessão de oxigênio no vestiário. Ainda assim, continuou no comando da partida, com mais posse de bola e ataques perigosos. No primeiro chute a gol, só para variar, Lampe defendeu tentativa de Paulinho.

Tranquilo em campo e sem sentir pressão, o Brasil administrou o ritmo de jogo no segundo tempo sem ser ameaçado na defesa. A Bolívia era fraca demais para levar perigo e se perdia sozinha nos lances ofensivos. Nem mesmo o estádio lotado chegou a exercer tamanha pressão, pois muitos torcedores estavam mais ansiosos para aplaudir Neymar do que contar com alguma vitória. Mas palmas de verdade, só para Lampe, autor de novas defesas.

Os testes promovidos pelo técnico Tite na escalação tiveram poucas oportunidades para mostrar serviço. O zagueiro Thiago Silva se machucou e saiu ainda no primeiro tempo e o lateral-esquerdo Alex Sandro pouco apareceu no ataque.

FICHA TÉCNICA

BOLÍVIA 0 x 0 BRASIL

BOLÍVIA - Lampe; Gutiérrez, Valverde e Ráldes; Bejarano, Justiniano (Castro), Machado, Arce (Salcedo) e Morales; Marcelo Moreno e Fierro (Álvarez). Técnico: Mauricio Soria.

BRASIL - Alisson; Daniel Alves, Miranda, Thiago Silva (Marquinhos) e Alex Sandro; Casemiro; Philippe Coutinho (Willian), Paulinho (Fernandinho), Renato Augusto e Neymar; Gabriel Jesus. Técnico: Tite.

CARTÃO AMARELO - Valverde (Bolívia).

ÁRBITRO - Fernando Rapallini (Fifa/Argentina).

RENDA E PÚBLICO - Não disponíveis.

LOCAL - Estádio Hernando Siles, em La Paz (Bolívia).

O Brasil já classificado para a Copa do Mundo de 2018, invicto nas Eliminatórias Sul-Americanas sob o comando do técnico Tite e com a liderança assegurada terá pela frente nesta quinta-feira, às 17 horas (de Brasília), no estádio Hernando Siles, em La Paz, o desafio mais temido. A Bolívia não assusta pela qualidade técnica, mas sim pela altitude. A condição adversa faz do país vizinho a nação sul-americana onde a seleção está há mais tempo sem vencer uma partida do torneio classificatório: já são 32 anos.

Como o Brasil só ganhou duas vezes na história na capital boliviana, a busca pelo feito tão raro vira um motivador para uma equipe que tem dominado com folga as Eliminatórias. A última vitória brasileira sobre a Bolívia fora de casa pela competição foi em 1985, em jogo disputado longe da altitude, em Santa Cruz de la Sierra. Em toda a história, apenas em 1981 a seleção ganhou em La Paz.

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"Já estive duas vezes lá e temos uma estratégia. A posse de bola é uma marca da equipe. Mas tenho outras estratégias táticas que vou segurar um pouco e não contar", comentou Tite, ao admitir a dificuldade de jogar na capital boliviana.

O temor com possíveis sintomas como cansaço, falta de ar e náuseas preocupa a seleção brasileira. Esses problemas atingiram equipes anteriores que viajaram à cidade e ajudaram na formação do longo jejum de vitórias na altitude. Foi lá, por exemplo, que em 1993 o Brasil teve a primeira derrota da história nas Eliminatórias ao perder por 2 a 0.

Para acabar com essa escrita, Tite aposta em uma mescla da formação ideal descoberta durante os últimos jogos com testes pontuais. O zagueiro Thiago Silva ganha nova chance, Alex Sandro herda a vaga na lateral esquerda após as lesões de Marcelo e Filipe Luís e, por fim, Philippe Coutinho volta ao lado direito do ataque, como substituto de Willian.

"Vai ser um jogo muito difícil, de muito trabalho, de muita entrega dos jogadores e de muita pressão da torcida. Mas temos que pensar no nosso jogo. Viemos jogando bem, mostrando que somos uma equipe sólida, e consequentemente fazer um bom jogo", disse o volante Casemiro, nomeado capitão.

Formada basicamente por quem atua no campeonato local, a Bolívia só pontuou nestas Eliminatórias quando foi mandante. A equipe tem como um dos desfalques o técnico Mauricio Soria. Punido por confusões no jogo contra o Chile, ele terá de dirigir o time das tribunas.

A seleção de Tite busca igualar a melhor campanha da história do torneio, obtida pela Argentina, para a Copa do Mundo de 2002. Se vencer as duas últimas partidas, o Brasil superará a rival por ter melhor saldo de gols. (com Marcio Dolzan, de Teresópolis (RJ))

O Chile perdeu para a Bolívia na altitude de La Paz, nesta terça-feira (5), e se complicou na luta por uma vaga na Copa do Mundo do ano que vem, na Rússia. Com outra péssima atuação, a seleção caiu por 1 a 0 e chegou à segunda derrota consecutiva nas Eliminatórias Sul-Americanas para o Mundial.

Vindo de uma surpreendente derrota em casa para o Paraguai, por 3 a 0, o Chile precisava vencer na altitude para espantar a crise e a pressão sobre o técnico Juan Antonio Pizzi. A derrota, porém, pode tirar a seleção atual bicampeã da Copa América da zona de classificação para a próxima Copa do Mundo.

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O resultado manteve os chilenos com 23 pontos. E a seleção que entrou na rodada na quarta colocação da tabela pode ficar de fora até da zona de classificação para a repescagem ao fim desta terça-feira. Melhor para os bolivianos, que já não brigam pela classificação - estão em penúltimo, com 13 pontos - mas complicaram a vida do rival.

O JOGO - Como costuma fazer quando joga na altitude, a Bolívia começou sufocando o Chile. Com mais posse de bola, ganhava o campo de ataque, mas diante da falta de qualidade de seus jogadores, levava perigo apenas na bola parada. Aos cinco minutos, Arce tabelou na cobrança de escanteio e bateu mesmo com pouco ângulo, com muito perigo.

Conhecido por sua ineficiência pelo alto, o Chile sofreria em outras duas oportunidades em escanteios da Bolívia. Aos sete, Bravo saiu muito mal e Moreno ficou sozinho, sem goleiro, mas cabeceou para fora. Dez minutos depois, após nova cobrança pela esquerda, Vidal se atrapalhou e quase marcou contra.

Sem grande criatividade, a Bolívia insistia pelo alto e chegou muito próxima do gol aos 26. Escobar cruzou da direita, Valverde subiu sozinho para cabecear e jogou rente à trave.

A resposta do Chile só veio aos 39 minutos, em chance incrível desperdiçada por Vidal. Isla infiltrou pelo lado direito do ataque e chegou cruzando de primeira, para o meia do Bayern de Munique, que apareceu na segunda trave e finalizou sozinho, praticamente sem goleiro, para fora.

O segundo tempo começou como o primeiro, com a Bolívia dona da posse, ganhando o campo de ataque e sem criatividade. Mas os donos da casa contaram com um erro crasso da defesa adversária para abrir o placar. Aos 12 minutos, Flores arriscou da entrada da área e Marcelo Díaz, extremamente desajeitado, meteu a mão na bola. O árbitro deu pênalti, que Arce bateu firme no canto direito, sem chances para Bravo.

O técnico Juan Antonio Pizzi, então, tentou levar sua equipe à frente com as entradas de Valdivia, ex-Palmeiras, e Leo Valencia, do Botafogo, mas pouco mudou. Os visitantes sequer conseguiram levar perigo a Carlos Lampe e tentaram criar uma oportunidade na marra, ao reclamarem de pênalti em toque com braço de Candía na área. O árbitro não marcou, e o Chile não encontrou qualquer outra forma de chegar ao gol adversário.

 

FICHA TÉCNICA:

BOLÍVIA 1 X 0 CHILE

BOLÍVIA - Carlos Lampe; Bejarano, Zenteno, Ronald Raldes e Jorge Flores; Valverde (Candía), Justiniano e Jhasmani Campos (Chumacero); Juan Carlos Arce, Pablo Escobar (Gilbert Álvarez) e Marcelo Moreno. Técnico: Mauricio Soria.

CHILE - Claudio Bravo; Mauricio Isla, Gary Medel, Paulo Díaz e Beausejour; Pedro Hernández, Marcelo Díaz (Valdivia), Francisco Silva e Arturo Vidal (Leo Valencia); Eduardo Vargas (Paredes) e Alexis Sánchez. Técnico: Juan Antonio Pizzi.

GOL - Juan Carlos Arce, aos 13 minutos do segundo tempo.

ÁRBITRO - Wilmar Roldán (Fifa/Colômbia).

CARTÕES AMARELOS - Justiniano, Jhasmany Campos (Bolívia); Beausejour, Alexis Sánchez (Chile).

CARTÃO VERMELHO - Chumacero (Bolívia).

RENDA E PÚBLICO - Não disponíveis.

LOCAL - Estádio Hernando Siles, em La Paz (Bolívia).

Carlos Romero Bonifaz, ministro do Interior da Bolívia, confirmou que o Brasil concordou em fechar durante um mês 37 trechos de sua longa fronteira para combater o crime organizado. A medida se limita aos postos fronteiriços do Departamento (Estado) boliviano de Pando. Ela está em vigor desde sábado e deve durar um mês.

Em entrevista ao canal estatal Bolivia TV, Bonifaz disse que o objetivo de ambos os governos é coordenar forças para combater o narcotráfico, o tráfico de armas, de pessoas e outros delitos. Segundo o governo boliviano, a violência na região da fronteira vem se deteriorando nos últimos meses.

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Em julho, integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) assaltaram uma joalheria em Santa Cruz de la Sierra em uma operação que deixou cinco mortos. Em março, o PCC roubou um carro-forte na cidade de Roboré, próximo à fronteira com o Brasil.

De acordo com o coronel Octavio Gutiérrez, comandante regional da polícia do Departamento de Pando, as polícias de Brasil e Bolívia tomaram essa decisão "para evitar a proliferação de crimes em todo o Departamento e, em especial, na cidade de Cobija (capital de Pando)", explicou o coronel. "Tratam-se de 37 pontos fronteiriços. A finalidade é erradicar os crimes de roubos e relacionados ao narcotráfico, como os ajustes de contas, além do tráfico de pessoas", disse Gutiérrez.

O anúncio ocorre logo após uma reunião entre ministros da Bolívia e do Brasil, em Santa Cruz de la Sierra, para debater mecanismos de combate ao crime na fronteira. O encontro teve a participação dos ministros brasileiros da Justiça e Segurança Pública, Torquato Jardim, de Defesa, Raul Jungmann, do ministro-chefe de Segurança Institucional, o general Sérgio Etchegoyen, e de funcionários da embaixada brasileira em La Paz.

A Bolívia sugeriu ao Brasil a criação de um "dispositivo binacional de inteligência" na área policial, a criação de um "comando conjunto" de controle do espaço aéreo no setor de defesa e mecanismos de combater o tráfico de drogas. Ao final do encontro, os dois países estabeleceram um Gabinete Binacional de Segurança.

Etchegoyen acredita que o PCC ainda não esteja organizado na Bolívia, mas que existam membros do grupo que buscam no país "produtos para seu negócio", como narcotráfico e tráfico de armas. Bolívia e Brasil compartilham uma fronteira de mais de 3.500 quilômetros. Os 37 postos fronteiriços fechados no fim de semana estão entre os mais movimentados. Fonte: Associated Press

Um grupo de investigadores do 6º Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa 6) seguiu na manhã deste domingo para Luziânia (GO) para investigar a queda de um avião de pequeno porte, prefixo PU-MON, que caiu na noite de ontem próximo ao aeroclube da cidade goiana. A aeronave era pilotada pelo ex-senador boliviano Roger Pinto Molina, que vivia em Brasília após haver saído clandestinamente de seu país com a ajuda do diplomata Eduardo Saboia, em agosto de 2013. Molina voava só e foi resgatado pelo Corpo de Bombeiros de Luziânia e trazido de helicóptero, em estado grave, para o Hospital de Base, na capital federal.

Segundo a Aeronáutica, o grupo realizará uma primeira etapa de investigação, colhendo registros fotográficos, documentos e realizando entrevistas. "O objetivo da investigação realizada pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), e pelos seus Serviços Regionais, é prevenir novas ocorrências com características semelhantes", informa nota divulgada pela Aeronáutica.

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A Secretaria de Saúde do Distrito Federal informou que o estado de saúde do ex-senador é grave, "instável" e com suporte clínico, mas sem indicação de cirurgia. Segundo nota do Hospital de Base, ele deu entrada na noite de sábado "em estado grave, politraumatizado, com traumatismo crânio-encefálico". O paciente passou por drenagem bilateral do tórax, traqueostomia de urgência e na tarde de ontem recebia ventilação mecânica.

O Corpo de Bombeiros de Luziânia, por sua vez, divulgou que foi acionado na noite de sábado para resgatar uma vítima de acidente aeronáutico, um homem que estava preso às ferragens. Segundo a corporação, a queda do avião de pequeno porte não provocou explosão ou fogo.

Fuga - Roger Pinto Molina era senador que fazia oposição ao governo de Evo Morales. Em maio de 2012, pediu asilo na embaixada do Brasil em La Paz, alegando ser vítima de perseguição política. Depois de 15 meses vivendo na representação brasileira para não ser preso, ele encontrava-se com o estado de saúde debilitado.

Em uma operação arriscada, o então encarregado de negócios da embaixada, Eduardo Saboia, ajudou o senador a fugir de carro até a fronteira com o Brasil, em Corumbá (MS). De lá, seguiu de avião até Brasília.

O episódio abriu uma crise no governo da então presidente Dilma Rousseff, alinhado ao de Evo Morales. O então chanceler, Antonio de Aguiar Patriota, perdeu o cargo por causa da fuga. Saboia foi alvo de processo interno no Itamaraty. Atualmente, Patriota é embaixador em Roma e Saboia, promovido a embaixador, trabalha no gabinete do atual ministro, Aloysio Nunes Ferreira.

Na capital federal, o ex-senador obteve uma licença para atuar como piloto profissional. Segundo relatou à época, essa é uma área em que já tinha atuado em seu país. Ele é sogro de Miguel Quiroga, o piloto do avião que caiu com o time da Chapecoense em novembro de 2016.

A prisão de dois policiais do Chile perto da fronteira com a Bolívia voltou a estremecer a relação bilateral entre os dois países sul-americanos. Na tarde desta sexta-feira, a presidente Michelle Bachelet informou que dois chilenos foram detidos por agentes bolivianos enquanto patrulhavam a zona fronteiriça de Ollague e que a volta deles era negociada. Horas depois, o Ministério do Governo da Bolívia confirmou a informação em comunicado, mas acrescentou que os policiais foram detidos após cruzarem a fronteira "ilegalmente" em um veículo em grande velocidade.

"Os policiais, ao perceberem a presença da polícia boliviana, tentaram fugir", afirmou o documento. A nota acrescenta que com os policiais foram encontrados uma pistola, um fuzil e um revólver e que eles foram detidos, mas "respeitando-se" seus direitos.

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Nove dias antes, dois militares bolivianos e outros sete cidadãos do país retornaram à Bolívia, após ficarem mais de três meses detidos em uma prisão chilena. A Justiça local os acusou e condenou por três anos de prisão por tráfico de drogas, roubo com intimidação, contrabando e porte ilegal de armas, mas comutou as penas por expulsão e uma multa equivalente a US$ 48 mil. Os cidadãos bolivianos negaram qualquer crime e garantiram que perseguiam contrabandistas, por isso estavam em território chileno.

A prolongada detenção dos nove piorou as já complicadas relações bilaterais, que incluem duas acusações na Corte Internacional de Justiça, em Haia, uma de cada país. A Bolívia rompeu relações diplomáticas com o Chile em março de 1978, após o fracasso das negociações para que La Paz retomasse sua saída ao mar. A Bolívia e o Peru perderam uma guerra contra o Chile entre 1879-1883 e o tratado de paz com o Peru estabelece que o Chile não pode dar saída ao mar para a Bolívia por território que antes era peruano sem a autorização de Lima. Fonte: Associated Press.

Um homem suspeito de assassinar um jovem foi linchado na segunda-feira (15) por uma multidão na cidade de Santa Cruz, leste da Bolívia.

"As autoridades, tanto da Polícia como do Ministério Público, foram atropeladas por uma multidão enfurecida, que pegou os suspeitos do assassinato, na sexta-feira, de um jovem de 17 anos para roubar sua motocicleta", disse Freddy Larrea, promotor de Santa Cruz, responsável pela jurisdição de San Julián, local do linchamento.

As autoridades locais anunciaram que uma "pessoa morreu, enforcada, na praça da cidade", informou Larrea. Uma fotografia do site da rádio Erbol mostra o corpo quase nu de Yonny Pizarro, de 38 anos, enforcado em uma árvore.

Um cúmplice do suspeito morto foi agredido e queimado, segundo o jornal El Deber. O homem foi internado em uma clínica local onde permanece "com diagnóstico reservado pela gravidade dos ferimentos". Outros dois cúmplices estão detidos.

Em janeiro, uma mulher acusada de roubo em uma região do norte de La Paz foi amarrada por uma multidão em uma árvore repleta de formigas. Ela faleceu em consequência dos ferimentos.

A seleção brasileira feminina de futebol venceu fácil o seu primeiro compromisso em 2017. Na noite deste domingo (9), a equipe goleou a frágil Bolívia por 6 a 0, em amistoso disputado na Arena Amazônia, em Manaus. A atacante Marta marcou um dos gols da partida.

A velocidade de Cristiane, Fran e Marta foi um dos destaques do Brasil no amistoso, fazendo a equipe envolver as bolivianas. Além disso, Marta atuou bem próxima da meta adversária e embora só tenha marcado uma vez na goleada, participou de vários lances perigosos.

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Sem encontrar resistência, especialmente pela diferença física e técnica entre as equipes, o Brasil foi colecionando chances de gol desde o primeiro minuto do amistoso. E a equipe abriu o placar logo aos cinco, em cobrança de falta de Fran. O segundo gol também contou com a participação de Fran, aos 24 minutos, quando ela cobrou escanteio para Marta, recebeu a bola de volta e cruzou na cabeça de Cristiane, que ampliou.

O gol de Marta saiu aos 43 minutos, após ela receber passe na cara da meta adversária e finalizar no canto direito, sem chance de defesa para Alvarez, a goleira boliviana, levando o Brasil a ir ao intervalo vencendo por 3 a 0.

No segundo tempo, Marta teve participação direta no quarto e quinto gols. Aos 12 minutos, a craque cobrou falta que acertou a trave. Ela pegou o rebote e cruzou de três dedos para Bruna finalizar às redes. Depois, aos 19, Marta cruzou e Moron, ao tentar cortar, fez contra.

No restante do segundo tempo, o Brasil diminuiu o ritmo e Marta, recém-contratada pelo norte-americano Orlando Pride, acabou sendo substituída aos 27 minutos. Ainda assim, chegou ao sexto gol aos 38, marcado por Thaisa, que pegou rebote de cruzamento rasteiro de Darlene. O placar dilatado foi mais do que suficiente para alegrar as 16.198 pessoas que assistiram o jogo neste domingo na Arena da Amazônia.

O amistoso deste domingo foi o primeiro compromisso da seleção brasileira em 2017. Além disso, Marta e Cristiane ainda não haviam atuado sob o comando da técnica Emily Lima, pois não tinham participado do Torneio Internacional de Manaus, disputado em dezembro de 2016. Agora trabalharam com a treinadora e participaram de uma fácil goleada.

O presidente da Bolívia, Evo Morales, deverá descansar sua voz durante uma semana, após uma cirurgia na garganta bem sucedida em Cuba. A informação foi dada pelo ministro presidencial Rene Martinez ao serviço de notícias Telesur, no último sábado.

Segundo Martinez, ainda não se sabe quando Morales voltará à Bolívia. O presidente viajou a Cuba na quinta-feira (30), ao adiantar uma cirurgia para remover um nódulo das cordas vocais, que estava prevista, anteriormente, para 8 de abril. Fonte: Associated Press.

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O presidente da Bolívia, Evo Morales, disse nesta terça-feira que irá retornar a Cuba antes do planejado para uma breve operação que irá retirar um nódulo em suas cordas vocais. Morales planejava retornar a Havana em abril, mas irá viajar à cidade na noite de amanhã.

Aos 57 anos, Morales disse que sua dor de garganta estava piorando nos últimos dias, levando-o a ser operado mais cedo que o planejado. No início do mês, o presidente boliviano foi tratado em Cuba após ter pedido a voz. Os médicos afirmaram que ele sofria de uma infecção viral.

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Em entrevista à rede de TV boliviana ATB TV, a ministra da Saúde, Ariana Campero, afirmou que o nódulo de Morales é benigno e que a operação ocorrerá em breve. Fonte: Associated Press.

Fazer justiça com as próprias mãos. Essa ideia foi reproduzida em Toro Toro, na Bolívia. Um adolescente de 16 anos era o principal suspeito de ter estuprado e matado uma menina de sete anos e foi queimado vivo por uma multidão.

O caso aconteceu no último final de semana, em meio à festa de carnaval. A imprensa local, em contato com o comandante da polícia do local, Marco Encinas, teve informações de que a menina foi vista no sábado (25) conversando com o jovem durante um desfile carnavalesco, na região de Potosi, e seu corpo foi encontrado no dia seguinte. A vítima foi localizada às margens de um rio e apresentava sinais de violência.  

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A polícia chegou a deter o rapaz, mas quando a população tomou conhecimento do caso e o local onde estava prestando depoimento, os moradores invadiram a delegacia, agrediram os funcionários e retiraram o suspeito. Na porta da delegacia ele foi linchado e queimado vivo. 

Encinas ainda apontou que representantes do Ministério Público e um médico forense não puderam agir em meio à multidão raivosa e revoltada. O MP está responsável pelas investigações do caso. Além disso, a imprensa local afirma que, apesar de chocante, linchamentos são comuns nas zonas rurais do país e, para muitos, a justificativa utilizada é a “justiça comunitária”, presente na Constituição do país, desde 2009. O ministro da Justiça da Bolívia lamenta os dois fatos e afirma estar consternado com a “condenação” de uma pessoa – até então, inocente, pois não havia sido julgado - pela população.

Milhares de manifestantes marcharam nesta terça-feira (22) em várias cidades da Bolívia a favor e contra uma terceira reeleição para Evo Morales, em meio a protestos contra o presidente que está há 11 anos no poder.

O incidente mais grave ocorreu quando um grupo de cocaleiros contrários ao governo lançaram pedras contra o local onde iriam se reunir governistas. Nas demais ruas, as marchas foram pacíficas.

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Sob a consigna "21F Dia da Mentira", que recorda o referendo que há um ano Morales perdeu por margem estreita e que o impediu de se apresentar para as eleições de 2019, o Movimento ao Socialismo e sindicatos que apoiam o governo convocaram mobilizações para impugnar o resultado da consulta popular, que atribuem a uma campanha de mentiras da oposição. "Não vamos permitir que as mentiras voltem a afetar nosso presidente. Hoje é o dia do desagravo", afirmou o ministro da Justiça, Héctor Arce, diante de milhares de partidários de Morales.

Os oposicionistas, por sua vez, pediram respeito à voz das urnas e rechaçam qualquer estratégia legal que possa ser defendida pela Assembleia Legislativa, de maioria governista, para dar a Morales a chance de buscar um novo mandato. Milhares de pessoas em várias cidades bolivianas se posicionaram pelo respeito ao voto popular.

De acordo com a Constituição aprovada pelo atual governo em 2009, Morales não pode ser candidato. O líder cocaleiro governa desde 2006.

O país também tem protestos de um grupo de cocaleiros contrários a uma nova lei de coca e marchas contra o governo da Central Obrera Boliviana, que agrupa grande quantidade de trabalhadores. As ruas do centro de La Paz entraram em colapso neste dia de marchas.

Morales cumpriu sua agenda e em discurso agradeceu os movimentos sociais pelo apoio. "Não se trata de ganhar por ganhar. Trata-se de mudar a Bolívia com obras", afirmou.

Desde que perdeu o referendo, a popularidade de Morales foi afetada por escândalos de suposta corrupção e pelo retrocesso na economia. Uma pesquisa em janeiro revelou que 74% da população é contrária à reeleição do presidente, mas Morales diz que tem apoio dos sindicatos e dos movimentos socialistas para voltar a se candidatar. Fonte: Associated Press.

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