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Os automóveis não poderão circular mais pelo Central Park a partir de 27 de junho, anunciou nesta sexta-feira (20) Bill de Blasio, que quer priorizar "a segurança e a saúde" dos visitantes, sejam pedestres, ciclistas, corredores ou patinadores.

Embora a circulação já fosse proibida no norte do emblemático parque de Manhattan, visitado anualmente por 42 milhões de pessoas e que no ano que vem festejará seus 160 anos, os carros ainda podiam circular pelas três ruas pavimentadas do sul, West Drive, Terrace Drive e Center Drive.

Mas a decisão, adotada antes do Dia da Terra em 22 de abril, não concerne às quatro ruas que cortam o parque, resguardadas por muros e cercas e vários metros abaixo de onde circulam os pedestres.

"Nosss parques são para as pessoas, não para os automóveis", disse de Blasio no comunicado. A decisão "reduzirá a contaminação do ar no parque e melhorará a segurança", afirmou.

A medida começará a valer em 27 de junho, dia seguinte do fim das aulas nas escolas públicas de Nova York, e no primeiro dia de abertura das piscinas públicas da cidade.

De Blasio já proibiu em janeiro a circulação de automóveis no Prospect Park, um grande parque emblemático do nordeste do Brooklyn, projetado por Frederick Law Olmsted e Calvert Vaux assim como o Central Park.

A cidade de Nova York informou nesta sexta-feira (12) que irá manter a polêmica estátua de Cristóvão Colombo na entrada do Central Park, mas encomendará um novo monumento que homenageia os povos indígenas.

Uma comissão designada pelo prefeito de Nova York, Bill de Blasio, para estudar monumentos polêmicos como o do "descobridor" da América aconselhou que no entorno da estátua, situada na Columbus Circle, sejam acrescentadas informações explicando a história.

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O monumento, erigido em 1892 pelo 400º aniversário do "descobrimento" da América, consiste em uma coluna de 23 metros sobre a qual fica uma estátua do navegador genovês financiado pela Coroa espanhola, cada vez mais culpado pelo genocídio dos índios americanos.

O novo monumento aos povos indígenas será instalado em um lugar ainda a determinar.

Muitas cidades americanas, embora não Nova York, substituíram os tradicionais festejos do "Dia de Colombo" por uma homenagem aos índios da América.

De Blasio decidiu criar esta comissão para analisar "sinais de ódio" em agosto, após um protesto contra os neonazistas em Charlottesville que terminou em atos de violência, incluindo a morte de uma jovem manifestante.

A comissão também decidiu manter uma placa em homenagem ao marechal Henri Philippe Pétain, chefe de Estado da França de Vichy ocupada pela Alemanha nazista de 1940 a 1944.

A homenagem a Pétain, o "vencedor de Verdun" na Primeira Guerra Mundial, foi colocada em 1931 no "cânion dos heróis", uma seção da Broadway, ao sul de Manhattan, com placas nas calçadas que honram 100 personalidades americanas e estrangeiras.

De Blasio disse em agosto que a placa de Pétain devia ser "uma das primeiras a sair".

Mas a comissão considerou que, ao invés de retirá-las, o melhor seria agregar informação e contexto histórico sobre os personagens.

"Refletir sobre nossa história coletiva é uma tarefa complicada, sem solução fácil", disse de Blasio.

"Nossa aproximação será acrescentar detalhes e nuances, no lugar de remover totalmente as representações dessas histórias (...) para nos assegurarmos que nossos espaços públicos reflitam a diversidade e valores de nossa grande cidade", concluiu.

Ao menos uma organização já entrou na fila para ficar responsável pela administração do Parque Ibirapuera. Criada em 2013, a Parque Ibirapuera Conservação não copia apenas o nome do Central Park, como tenta viabilizar a prática de gestão. Uma lista de possíveis "patronos", encabeçada pelo empresário Abílio Diniz, está sendo formulada. A ideia é fazer doações fixas ao parque de R$ 2 milhões a R$ 3 milhões por ano. O fundo seria complementado pelos usuários.

Classificada como Organização da Sociedade Civil de Interesse Público, a entidade está habilitada a firmar parcerias e convênios com o poder público. "Acho que o correto seria adotar metas definidas e incorporação de serviços de forma gradual", diz o presidente da Oscip, Thobias Furtado, que já integra conselho gestor do parque. O grupo assumiu a reforma do Bosque da Leitura, no portão 7 do Ibirapuera. "Investimos R$ 500 mil em valores doados." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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O prefeito eleito João Doria (PSDB) iniciou estudos para replicar no Parque do Ibirapuera o modelo de gestão do Central Park, de Nova York. Há 36 anos, quem cuida do mais famoso parque americano é uma organização sem fins lucrativos que já investiu US$ 875 milhões.

A estratégia do tucano é apresentar um projeto que não proponha a "venda" do Ibirapuera a uma única empresa, mas a um grupo de patrocinadores (pessoas físicas e jurídicas), reunido em um tipo de organização social. Mas o formato não está fechado. A possibilidade de concessão tradicional, com prazo de dez anos ou mais, também será estudada - seja qual for a escolha, a Câmara Municipal terá de aprová-la, por projeto de lei.

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A inspiração americana é considerada apropriada por integrantes da equipe do tucano por permitir o envolvimento de toda a sociedade. A Central Park Conservancy, por exemplo, recebe doações de milionários americanos, celebridades, donos de multinacionais e frequentadores comuns. Lá, é possível financiar o plantio de novas árvores ou ainda adotar um dos 9 mil bancos - por US$ 10 mil, o patrocinador ganha o direito de ter seu nome gravado em uma placa. Por aqui, a intenção é semelhante: arrecadar fundos para prover o parque de melhorias.

Doria tem afirmado que fará uma gestão privada na Prefeitura para desburocratizar a máquina, aumentar a eficiência do poder público e, principalmente, reduzir custos - a gestão Fernando Haddad (PT) gasta R$ 22,7 milhões por ano só com serviços de manejo e segurança do Ibirapuera. O Central Park custa mais: US$ 67 milhões (cerca de R$ 214 milhões), mas 75% do montante é arrecadado pela organização gestora. O restante é de responsabilidade da prefeitura de Nova York. Se a mesma proporção fosse aplicada em São Paulo, o custo do Ibirapuera para a cidade ficaria em cerca de R$ 5,7 milhões.

Público versus privado

Para o urbanista Valter Caldana, a discussão sobre o modelo ideal de gestão deve ter como foco a manutenção da característica pública do espaço. "A questão não é quem vai administrar o papel higiênico, mas se o aspecto social do parque será mantido ou não. O usuário vai continuar se sentindo confortável?", indaga o diretor do curso de Arquitetura e Urbanismo do Mackenzie.

Caldana não acredita que o modelo do Central Park dê certo na capital. "Não temos a cultura americana da filantropia. Além disso, nossa experiência com concessões mostra que o interesse público acaba substituído pelo privado", completa o urbanista, ressaltando que a realidade dos dois parques é bastante diferente não apenas em números. Quando a gestão do Central Park foi terceirizada, o espaço estava completamente deteriorado, o que não é o caso do Ibirapuera. "Vamos passar a gestão para um ente privado só porque o banheiro tem problemas? Não acho que compense", afirma.

Para evitar que apenas parques bem localizados, como Ibirapuera, Trianon e Aclimação, despertem interesse de entidades ou empresas, Doria planeja lançar "pacotes de concessão". Neles, o vencedor da concorrência de um parque em área nobre teria necessariamente de administrar outros dois, por exemplo, na periferia. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Um homem de 19 anos sofreu ferimentos graves em seu pé esquerdo após pisar em um explosivo na manhã deste domingo, no Central Park, em Nova York.

Autoridades afirmam que o jovem estava no parque por volta das 11h, e testemunhas disseram que ele teria pisado em uma pedra "quando algo explodiu" e foi ouvido a quarteirões de distância.

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"Parecia um canhão", disse Sara Gordon ao jornal Daily News. "Pensei que fosse algo do 4 de julho (Dia da Independência dos EUA)".

As autoridades não forneceram a identidade do homem ferido, mas adiantaram que ele deve ter a perna amputada, dada a gravidade do ferimento.

O esquadrão antibombas de Nova York e a polícia estão investigando as circunstâncias da explosão. O prefeito Bill de Blasio tuitou uma mensagem aconselhando as pessoas a se protegerem de fogos de artifício". Fonte: Associated Press.

Dezenas de milhares de pessoas, incluindo idosos, deficientes e não católicos, ovacionaram nesta sexta-feira o papa Francisco em uma procissão pelo Central Park que comoveu a cidade.

Agitando bandeiras amarelas e brancas do Vaticano, alguns vestidos com camisetas com a legenda "I love pope Francis" (Eu amo o papa Francisco), as pessoas, entre eles muitos latinos, reuniram-se em um clima carnavalescos esperando horas debaixo do sol, constatou a AFP.

"É minha surpresa de aniversário! É o papa do povo. Chega a todos", disse Indira Fraser, uma contadora que foi convidada por um amigo que ganhou dois bilhetes na loteria organizada pela prefeitura para escolher os 90.000 sortudos para a procissão do pontífice argentino.

"Não sou católica, estou aqui porque o papa chama a servir a comunidade e sou voluntária. É minha forma de retribuir e também ser testemunha desta história", completou esta mulher que emigrou da Guiana aos Estados Unidos 30 anos atrás.

O perímetro do célebre parque nova-iorquino foi cercado e uma enorme fila de pessoas se acumulou na entrada.

Na multidão era possível ver bandeira de vários países latino-americanos, assim como camisetas da seleção argentina de futebol.

Marilyn Ballie, que vive no Queens (nordeste de Nova York) e trabalha no departamento de Educação da cidade, contou que havia deixado de ir à igreja devido ao escândalo de abusos sexuais de menores que envolveu milhares de sacerdotes católicos.

"Excitada! Esperando que ele possa fazer mudanças e que a igreja o apoie", respondeu quando foi perguntada sobre como se sentia.

Funcionária de um serviço de adoção em Long Island (leste de Nova York), Cristina Louis foi uma das que ganhou duas entradas no sorteio. "Eu disse 'Meu Deus, não pode ser'. Pensei que era impossível", explicou à AFP.

Cristina ficou particularmente emocionada pela homilia do papa em espanhol da Catedral de St. Patrick na noite de quinta-feira ao chegar em Nova York.

"É um latino. Fala minha língua. Isso envolve coisas especiais", admitiu.

A procissão pelo Central Park foi a penúltima atividade do pontífice argentino em Nova Yorl, após seu discurso na ONU, uma cerimônia inter-religiosa no Memorial do 11 de setembro e uma visita a um colégio católico no Harlem.

O encerramento da agenda de Francisco na Grande Maçã foi um missa para 20.000 pessoas no Madison Square Garden.

Após sua passagem por Washington e Nova York, o papa concluirá sua visita americana no final de semana na Filadélfia.

Um bilionário americano doou 100 milhões de dólares para ajudar na manutenção do de Central Park de Nova York, a maior doação do tipo registrada no mundo.

John Paulson, que fez fortuna com o fundo de investimentos Paulson & Co. Inc., anunciou na sede da fundação Bethesda que a contribuição será repassada à Central Park Conservancy, a instituição que administra o dinheiro para conservar o parque.

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"É um grande privilégio poder fazer uma contribuição ao Central Park Conservancy, uma das instituições culturais mais importantes de Nova York", declarou o bilionário.

Na opinião de Paulson, a entidade é responsável pelo fato do parque ter virado, com o passar dos anos, um local de "cultura, natureza e democracia".

"É meu desejo que a contribuição de hoje ajude a manter, prosperar e inspirar outras pessoas para que se unam a mim e assegurar que o parque seguirá recebendo o apoio que precisa para ser o maior valor da cidade".

Em um comunicado, a instituição agradeceu a doação e recordou que mais de 40 milhões de pessoas visitam a cada ano o Central Park, número substancialmente superior ao registrado pelos demais centros culturais de Nova York.

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