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Em mais uma atuação primorosa e sem sustos, a seleção brasileira de futebol feminino derrotou a Colômbia por 3 a 0, neste domingo (22), no estádio La Portada, em La Serena, no Chile, pela terceira e última rodada do quadrangular decisivo, e conquistou, com 100% de aproveitamento em sete jogos, o heptacampeonato da Copa América. De quebra, a sétima taça valeu uma vaga nos Jogos Olímpicos de Tóquio, no Japão, em 2020.

Os gols brasileiros contra a Colômbia foram marcados por Mônica (duas vezes) e a veterana Formiga. O time comandado pelo técnico Osvaldo Alvarez, o Vadão, entrou em campo já com o título garantido, pois na preliminar o Chile havia derrotado a Argentina por 4 a 0. As chilenas ficaram com o vice e, assim como o Brasil, se garantiu no Mundial de 2019, que será na França. Para os Jogos Olímpicos, terão de jogar uma repescagem contra uma seleção africana. Além disso, os quatro países deste quadrangular decisivo obtiveram vaga nos Jogos Pan-Americanos de Lima, no Peru, no ano que vem.

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Em campo, o Brasil voltou a premiar os torcedores chilenos com um futebol envolvente. Aos 20 minutos, Debinha ficou muito perto de abrir o placar, mas a zaga colombiana salvou em cima da linha. Nove minutos depois, porém, as colombianas não conseguiram impedir o gol brasileiro. Após cobrança de falta levantada na área, Mônica fez de cabeça.

A Colômbia tentou responder em chute de longa distância, aos 35 minutos, mas a bola explodiu no travessão. No último lance do primeiro tempo, Formiga marcou um golaço e ampliou a vantagem brasileira. Após cobrança de escanteio e desvio na primeira trave, a camisa 8 emendou um belo voleio e estufou as redes.

A seleção brasileira manteve o domínio das ações na etapa final. Valorizando a posse de bola, evitou qualquer tipo de reação das adversárias. Aos 10 minutos, Marta quase deixou o dela, mas parou na boa defesa da goleira, que espalmou para escanteio. Aos 15, Debinha também assustou e ficou na cara do gol, mas finalizou para fora. Aos 26, Mônica repetiu a dose e fechou o marcador para o Brasil. A zagueira-artilheira aproveitou cobrança de falta de Marta e deu números finais ao jogo.

O time brasileiro que foi a campo neste domingo teve: Barbara (Letícia); Rilany, Mônica, Rafaelle (Erika) e Tamires (Andressa Alves); Thaisa, Formiga, Marta e Thaisinha; Debinha e Cristiane. "Viemos aqui para disputar uma grande competição. Não somente para ganhar. Senti que estamos progredindo e saímos daqui com a consciência tranquila", disse Marta ao final do jogo.

Formiga ouviu um pedido do técnico Vadão e abandonou a aposentadoria da seleção brasileira para voltar a vestir as cores do País. Convocada para um período de treinamentos neste mês, ela trabalha com as colegas na Granja Comary, em Teresópolis, e explicou o motivo de ter decidido retornar.

"O Vadão falou sobre a dificuldade de não ter uma jogadora na minha posição para repor e precisava bastante da minha ajuda. Eu vi que realmente há carência em relação a isso e eles precisavam de mim. Eu, do jeito que sou pelo futebol feminino, aceitei e falei para ele que iria para ajudar até a Copa América", declarou ao site da CBF.

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A experiente jogadora, que tem 22 anos de trajetória com a seleção brasileira e defende o Paris Saint-Germain, foi à Granja Comary em janeiro para conversar com Vadão sobre a possibilidade de retornar. Depois de novos contatos com o treinador, optou por voltar.

Ela faz parte de um grupo de convocadas para 10 dias de treinamento no período da data Fifa, que vai da última segunda-feira até o dia 7 de março. As atividades fazem parte da preparação para a Copa América do Chile, que será disputada entre os dias 4 e 22 de abril.

"A nossa presença é muito importante para essas meninas novas. Nossa experiência pode tranquilizá-las e deixá-las bem à vontade para jogar o futebol que elas sabem. Fazer com que elas acreditem que podem continuar aqui e atingir outros patamares na vida é o nosso papel", disse Formiga.

Há mais de duas décadas vestindo as cores da seleção, Formiga coleciona recordes e é um dos maiores nomes do futebol feminino em todos os tempos. "Essa marca pessoal é maravilhosa para mim. Não só para mim, mas para o futebol feminino é importante. Espero que outras meninas também consigam atingir isso e que a gente possa elevar ainda mais o nome da modalidade."

A Diretoria de Competições da CBF atualizou, nesta sexta-feira (12), o Ranking Nacional de Clubes do Futebol Feminino 2018 (RNC/FF). São José-SP lidera com 13.040 pontos. Em seguida, vêm o Vitória-PE (11.882). O time de Vitória de Santo Antão, da Zona da Mata de Pernambuco, tem um belo histórico recente, sendo hepta campeão estadual da categoria (de 2010 a 2016).

O top 10 segue com São Francisco-BA (11.594), Foz Cataratas-PR (11.326), Ferroviária-SP (10.576), Rio Preto-SP (10.120), Iranduba-AM (9.752), Flamengo-RJ (9.192), Kindermann-SC (9.032) e Santos-SP (8.536). O Sport, atual campeão pernambucano, aparece em 22º, com 4.264 pontos, enquanto o Náutico ocupa a 30ª colocação. O outro pernambucano na lista é o América, em 66º.

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Confira o Ranking Nacional dos Clubes completo, com 82 times do futebol feminino:

 

Foi divulgado na manhã desta quarta-feira (18) o adiamento para o dia 29 de outubro do Campeonato Paraibano Feminino, que estava marcado para começar neste final de semana. De acordo com a Federação Paraibana de Futebol (FPF) a decisão foi tomada em decorrência da quantidade de partidas realizadas no mesmo período em campeonatos organizados pela FPF, sendo assim, o número de árbitros não seria suficiente para atender à primeira rodada do Paraibano Feminino.

Sobre o campeonato, o responsável pelo Departamento de Registros da FPF, Ademário Costa, informou que todas as equipes que vão participar da competição e que ainda têm atletas para serem inscritas, mas que Botafogo-PB, Serrano e Kashima já têm número suficiente para a realização de partidas oficiais. As seis equipes confirmadas para participar do estadual são: Auto Esporte, Botafogo-PB, Desportiva Guarabira, Internacional e Grêmio Serrano. 

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Na primeira parte da competição todos os clubes vão se enfrentar, em um total de cinco partidas. Os quatro primeiros colocados das seis equipes, jogarão nas semifinais, disputadas em uma partida, com um cruzamento olímpico, o primeiro enfrenta o quarto e o segundo encara o terceiro. No mata-mata, a equipe com melhor aproveitamento técnico joga pelo empate para ir à final. A decisão da competição vai ser em duas partidas, ida e volta, mais uma vez com a equipe de melhor aproveitamento jogando pelo empate.

Após derrotas em amistosos com a Austrália, fora de casa, a técnica Emily Lima foi demitida do comando da seleção brasileira feminina de futebol. Ela deixou a função após reunião com a diretoria da CBF, nesta sexta-feira (22), um dia após o retorno da seleção ao Brasil.

A CBF não revelou detalhes sobre a reunião e nem informou a causa da demissão. "Após reunião realizada na manhã desta sexta-feira, a Confederação Brasileira de Futebol informa o desligamento da técnica Emily Lima do comando da seleção brasileira feminina. A CBF agradece a treinadora pelo trabalho realizado neste período, desejando sucesso em sua próxima jornada", disse a entidade, em comunicado.

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A seleção feminina voltou ao Brasil na quinta após duas derrotas para a Austrália, na casa do rival, em amistosos disputados no sábado e na terça-feira. Mesmo contando com Marta e Cristiane em campo nas duas partidas, o Brasil foi batido por 3 a 2 e 2 a 1.

O time nacional já vinha de goleada de 6 a 1 para a mesma equipe australiana no Torneio das Nações, em junho deste ano, nos Estados Unidos. Lá também perdeu para a seleção da casa e empatou com o Japão. Antes disso, em amistoso disputado em abril, venceu a Bolívia.

Emily assumiu o comando da seleção feminina em novembro do ano passado, no lugar de Vadão. Ela liderou a equipe na conquista do Torneio Internacional de Manaus, em dezembro, ao vencer a Itália na decisão.

Sua tarefa era preparar a equipe para a próxima Copa do Mundo, em 2019, na França, e iniciar a formação do time olímpico para os Jogos de Tóquio-2020. A CBF não estabeleceu um prazo para definir o substituto ou a substituta de Emily.

A seleção brasileira de futebol feminino conquistou na segunda-feira (28) a medalha de ouro na Universíade 2017, com um gol aos sete minutos do segundo tempo da prorrogação contra o Japão. A partida foi iniciada às 20h de Taipei (9h da manhã no horário de Brasília).

No balanço das conquistas do Brasil, a medalha foi o segundo ouro e o décimo segundo pódio desde o início da competição.

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O gol veio da meio campista Diany. A jogadora estava na Universíade de 2015, quando o Brasil foi eliminado nas quartas de final. "Eu pensei em tudo o que a gente já passou no Brasil, porque no futebol feminino a gente luta para estar aqui. A gente estuda, trabalha e faz o que ama", recordou.

O técnico Maurício Moraes Salgado destacou a qualidade das adversárias japonesas e a força de vontade da equipe brasileira. "A gente sabia que seria uma guerra no bom sentido. Foi principalmente um jogo de vitória psicológica", destacou.

O confronto entre as duas equipes foi o segundo na Universíade de Taipei. Classificados no mesmo grupo, Brasil e Japão se enfrentaram no último jogo da primeira fase, e o Brasil venceu por 3 a 1.

A seleção brasileira de futebol feminino se classificou nesse sábado (26) para a final da Universíade de Taipei. Na semifinal, contra a Rússia, as brasileiras marcaram um gol aos 29 minutos do primeiro tempo e conseguiram segurar a vitória em um jogo com a posse de bola apertada e mais chutes a gol para as adversárias.

A disputa pela medalha de ouro está marcada para a segunda-feira (28), contra o Japão, às 20h.

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O futebol masculino não se classificou para a segunda fase da competição, mas continua a jogar para definir seu ranking na competição. No jogo de ontem, os adversários foram os americanos, que perderam por 3 a 1. O próximo jogo será contra a Coreia do Sul, amanhã (27).

Atletismo

O Brasil chegou a três finais do atletismo hoje, mas disputou apenas duas. Após conseguir o tempo necessário para chegar à disputa de medalha, Aldemir Gomes foi desclassificado porque, segundo os árbitros, ele teria pisado na linha durante a corrida da semifinal.

No lançamento de martelo, Mariana Marcelino disputou a final diante da torcida empolgada que lotou o Estádio de Taipei e ficou na sétima posição.

A brasileira Tatiane Raquel da Silva competiu na última final da noite, a prova de 3 mil metros com obstáculos. Com o tempo de 10:22:21, ela terminou na nona colocação.

Considerada uma das maiores promessas do futebol feminino brasileiro, Micaelly Brasil, 16, é o mais novo reforço do Sport. Natural de Autazes-AM, a jovem atleta assinou contrato até 2018 com o Leão e fala da mudança de endereço, que é um dos maiores desafios em sua carreira.

"Estou muito feliz aqui no Sport. Claro que sinto saudade de casa, mas eu escolhi isso. Eu falei para os meus pais que um dia eu ia sair de casa. Teria que deixá-los para ir atrás dos meus sonhos, ir atrás do melhor para eles porque é o que eu quero desde pequena", contou.

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Micaelly destaca a importância de ter o clube investindo no futebol feminino. "É difícil encontrar uma estrutura deste porte, mas hoje o esporte está tendo mais visibilidade. O Sport tem uma estrutura muito boa e não tenho do que reclamar aqui", afirmou.

A camisa 10 da seleção brasileira sub-17 promete retribuir a recepção que teve em Recife. "Cheguei há menos de uma semana, mas já estou gostando bastante. Quero aproveitar tudo que o Sport estão dando para mim e agradecer essa oportunidade que estou tendo. Vou fazer de tudo que puder para ajudar o time, assim como eles estão me ajudando", disse a meio-campista.

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Um apagão transformou uma possível vitória de peso da seleção brasileira feminina de futebol em uma incrível derrota. Na noite de domingo, com três gols sofridos após os 35 minutos do segundo tempo, o Brasil perdeu por 4 a 3 para os Estados Unidos, em duelo disputado no Qualcomm Stadium, em San Diego.

Andressinha foi o principal destaque do Brasil, com dois gols marcados, enquanto Bruna anotou outro. Isso, porém, não foi suficiente para evitar a derrota diante da seleção líder do ranking mundial da Fifa.

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Com o resultado, o Brasil fechou a segunda rodada do Torneio das Nações com um ponto, em terceiro lugar, à frente do Japão, que tem a mesma pontuação, pelo saldo de gols. As norte-americanas somaram seus três primeiros pontos, enquanto a Austrália está com seis, na liderança.

"Viemos para o torneio, claro, com objetivo de vencer, mas também de fazer observações. Precisamos definir a equipe para a Copa América do ano que vem. Não podemos chegar na competição com dúvida", afirmou a técnica Emily Lima.

As australianas serão as próximas adversárias do Brasil na competição, na rodada final do quadrangular. A partida está agendada para a próxima quinta-feira, às 20h15 (horário de Brasília), no StubHub Center, em Carson.

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Diante dos Estados Unidos, a técnica Emily Lima escalou o Brasil com a seguinte formação: Bárbara; Letícia (Maria), Bruna Benites, Mônica e Jucinara (Tamires); Andressinha, Djenifer e Debinha; Gabi Nunes (Camila), Marta e Bia Zaneratto (Ludmila).

E a equipe teve um ótimo início de jogo, abrindo o placar logo no primeiro minuto, com Andressinha, que chutou forte de fora da área e viu a goleira Naeher não conseguir segurar a bola. Só que as norte-americanas empataram o duelo aos 17 minutos, com uma finalização de Mewis, que desviou na zagueira Bruna e entrou.

A seleção brasileira voltou a ficar na frente aos 18 minutos da etapa final, quando Bruna completou para as redes uma cobrança de escanteio de Marta. E o terceiro gol veio aos 34 minutos, em uma bela cobrança de falta de Andressinha.

Porém, os Estados Unidos reagiram imediatamente, com o gol marcado no minuto seguinte de Press. Depois, Rapione, aos 40, e Ertz, aos 44 minutos, concretizaram a virada da seleção norte-americana.

"É um jogo para abrir os olhos para o que a gente fez e o que a gente pode melhorar. A avaliação do jogo, que para nós da comissão técnica importa muito, é que elas conseguiram jogar, colocar a bola no chão e jogar de igual para igual com os Estados Unidos. É complicado você dizer que uma derrota foi boa, mas esta é a hora de errarmos e aprendermos para que em uma competição oficial isso não aconteça", comentou Emily.

Um gol nos últimos minutos salvou a seleção brasileira de futebol feminino nesta quinta-feira de uma derrota na estreia do Torneio das Nações, uma competição amistosa que está sendo realizada nos Estados Unidos. Na cidade de Seattle, o Brasil buscou o empate por 1 a 1 contra o Japão com o gol de Camila, aos 42 minutos do segundo tempo.

O Torneio das Nações reúne quatro seleções que estão entre as 10 melhores do mundo segundo o ranking da Fifa: Estados Unidos (1.º), Japão (6.º), Austrália (7.º) e Brasil (8.º). Esta é a segunda edição do campeonato, mas é a primeira participação da seleção brasileira.

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O time comandado pela técnica Emily Lima volta a campo neste domingo, às 21 horas (de Brasília), em San Diego, na Califórnia, diante dos Estados Unidos. Na próxima quinta-feira, o Brasil encerra o Torneio das Nações contra a Austrália, às 20h15, em Carson, cidade próxima de Los Angeles.

Em campo, como era de se esperar, Brasil e Japão fizeram um bom jogo, com muita movimentação. Com grande atuação das goleiras, as equipes passaram em branco na etapa inicial, mas não faltaram oportunidades de gol. Só a seleção brasileira teve seis boas oportunidades, mas as atacantes, especialmente Marta, não estavam inspiradas. As japonesas quase marcaram aos 41 minutos, mas Bárbara fez uma grande defesa no chute de Tanaka.

O Brasil voltou do intervalo pressionando. Aos sete minutos, foram duas chances seguidas, sendo que na segunda Marta chutou e a bola passou raspando a trave esquerda da goleira Yamashita. Após segurar a pressão brasileira, o Japão respondeu, acertou a trave aos 17 minutos e abriu o placar no minuto seguinte com Momiki. E, aos 21, Bárbara evitou o segundo em um chute de Nagashima.

Sem se abater, as brasileiras seguiram buscando o ataque e foram recompensadas com o gol de empate aos 42 minutos. Camila soltou a bomba de fora da área e não deu chances para Yamashita.

O time brasileiro que jogou nesta quinta foi: Bárbara; Letícia (Maurine), Andréia Rosa (Bruna Benites), Mônica e Tamires (Jucinara); Andressinha, Fran (Bia Zaneratto) e Gabi Nunes; Debinha (Camila), Ludmila (Chu) e Marta.

O futebol feminino ainda vive às sombras do masculino no Brasil, mas a lei do Profut, que obriga os clubes a manterem a modalidade em funcionamento para disputar os torneios nacionais, pode trazer uma mudança no quadro. Entretanto, existe uma preocupação de que a imposição possa ter um efeito contrário no pensamento dos dirigentes que regem os times brasileiros.

"Eu vejo como uma medida pública, como se fosse uma política pública, sendo os clubes obrigados à realizar. Eu acho que tudo feito por obrigação corre o risco de ser mal feito. Mas vamos contar com o bom senso, a dignidade e caráter dos dirigentes para fazer um futebol feminino decente, como é no Sport", opina o treinador da equipe feminina do Sport, Jonas Urias.

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Não é que a ideia de garantir a existência da categoria nos clubes seja o problema, e sim a forma como se é cobrado de cada equipe, da menor até os gigantes da elite. "As leis são feitas para ser seguidas, mas exigem precedentes. Imagina só disputar campeonatos quem tem base, vai ser difícil. Uma equipe feito o Santos tem subsídios para este sistema, mas é diferente de um Vitória ou Sport", afirma o técnico do Vitória de Santo Antão, Diego Melo.

Mas ter como pré-requisito é uma medida que agrada. "Essa questão de obrigar é válida, mas atendendo as necessidades de cada clube. Quer jogar o Pernambucano masculino, tem que usar o feminino. Para jogar a Libertadores também, mas entendendo a realidade", completa o técnico do Vitória.

A Federação Pernambucana de Futebol (FPF) aprova a medida e se mostra otimista quanto ao futuro do futebol feminino no Estado. "A Federação vem investindo há mais de cinco anos. O futebol feminino sempre foi visto e prestigiado por nossa gestão. Com essa alteração no Profut, tomou uma dimensão privilegiada e no próximo ano será ainda maior", garante o diretor de futebol amador da FPF, Jorge Vieira.

Vieira crê que a modalidade tende a passar de 'viável' para rentável. "Ele não é inviável em lugar algum. A intenção da lei é fazer com que a modalidade se torne mais rentável. Com o esforço que está sendo aplicado, em três ou quatro anos já teremos um cenário bem diferente", declara.

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Passado o Brasileiro, no qual Sport e Vitória de Santo Antão não seguiram para as próximas fases, e o Campeonato Pernambucano, decidido neste sábado (1º), os clubes pernambucanos agora buscam maneiras de seguir em atividade no segundo semestre deste ano. Como a Confederação Brasileira de Futebol criou as Séries A1 e A2 do Brasileiro e estendeu o torneio, a Copa do Brasil saiu do calendário do futebol feminino. Resultado: as equipes não terão jogos oficiais até 2018.

"Competições oficiais a gente não tem. Temos planos para campeonatos dentro do Nordeste, um já confirmado para novembro e outro para se confirmar em setembro. Infelizmente, o feminino vive um momento de transição positiva, mas ainda precisa de ajustes, um deles é o calendário", afirmou o treinador do Sport, Jonas Urias.

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Em uma situação financeira mais complicada, o Vitória ainda não tem nada confirmado e depende do esforço de seu presidente para se manter. O técnico Diego Melo espera que a repercussão da final ajude a conseguir mais atenção para a modalidade. Inclusive da própria Federação Pernambucana de Futebol, que ao ver do comandante ainda não é suficiente.

"A gente sabe que o calendário está parado até o ano que vem. Entrei em contato com o presidente para que possamos disputar campeonatos e não deixar as meninas paradas. E vamos torcer que as pessoas possam incentivar mais o futebol feminino, a gente viu um público grande. Por que não levar essa final para a Arena? Tem que haver mais atenção, a Federação tem que melhorar muita coisa, porque tem que começar de cima para os clubes terem força e crescer", comentou.

A solução para o hiato entre competições pode vir da própria FPF. De acordo com o diretor do departamento de futebol amador da federação, Jorge Vieira, é provável que um novo torneio seja realizado em Pernambuco. "Infelizmente nossos times ficaram pelo caminho no Brasileiro, mas estamos estudando realizar uma Copa ainda este ano, após setembro, para movimentar estas atletas. Seria algo curto, de dois meses para dar visibilidade às mulheres do nosso futebol", contou o dirigente.

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Neste sábado (1), a Ilha do Retiro foi palco da final do Campeonato Pernambucano de futebol feminino. Tendo vencido a primeira partida por 5x1, o Sport recebeu o Vitória apenas para administrar a vantagem.

Sobrou água no gramado da Ilha. Encharcado, o campo atrapalhava o desempenho das equipes que a todo momento viam as poças 'roubarem' a bola. Para driblar a dificuldade, as atletas tiravam a bola do chão e investiam em bolas alçadas na área.

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Foi assim que Juliana marcou o primeiro gol do jogo aos 31 minutos. As leoas ainda teriam a chance de aumentar quatro minutos depois em cobrança de pênalti. Mas Regiane acertou a trave e o rebote foi afastado pela defesa.

O segundo tempo teve boas oportunidades de gol também nas bolas cruzadas na área. O problema é que faltava aquele toque decisivo para vencer a goleira. A melhor chance de gol das visitantes veio aos 34, em lance que a goleira Lorena pegou a bola e soltou no chão antes de pegar outra vez. Por isso, falta na área.

Lorena compensou o erro com uma bela defesa na cobrança de falta. E outra ainda mais difícil em chute longo aos 37. Para dar emoção ao jogo, Bruna marcou para o Vitória e ficou por um gol da disputa por pênaltis.

Na comemoração, a outra Bruna e Bicê se estranharam na área e foram expulsas de campo.

Para festa da torcida presente, placar mantido em 1x1. A equipe rubro-negra agora tem 6 títulos, faltando um para igualar o Vitória, maior campeão pernambucano.

O título do Campeonato Pernambucano Feminino de 2017 está com um destino bem encaminhado. Na tarde desta quarta-feira (28), as Leoas aplicaram um sonoro 5x1 no Vitória das Tabocas jogando em Chã Grande pela primeira partida de decisão. O resultado criou uma larga vantagem para a partida de volta, sábado (1), na Ilha do Retiro.

Curiosamente, foi o Vitória quem saiu na frente, logo aos 10 minutos, sob forte chuva no estádio Barbosão. Demorou 13 minutos para que Ariadina empatasse em chute forte de fora da área. Em uma partida de muita pegada e poucas chances, o intervalo chegou com o placar empatado em 1x1. O recomeço foi bem diferente e o Sport sobrou em campo, virando para 2x1 com Gláucia já aos quatro minutos. A própria Gláucia aumentou a vantagem para 3x1. Juliana e Ingryd celaram a vitória com moral do Leão; 5x1.

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Para a volta, o time rubro-negro entra com ampla vantagem diante de sua torcida, sábado (1), às 15h, na Ilha do Retiro. A entrada para acompanhar a segunda partida da final é franca.

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No último domingo (11) o time de futebol feminino do Sport venceu o Flamengo de Arcoverde por um placar mais que elástico, na Ilha do Retiro, pelo Campeonato Pernambucano. Em menos de um minuto, Rebeca abriu o placar para as rubro-negras. As leoas saíram para o intervalo com o resultado de 8x0. Aos 22 minutos do segundo tempo a goleada continuava e o placar já estava em 15x0. Por fim, as meninas do Sport terminaram a partida levando para casa a vitória com o resultado de 22x0. 

Além de um gol contra da equipe do Flamengo, os gols leoninos foram marcados por: Juliana (5), Jayanne (4), Bianca (4), Regiane (2), Rebeca, Ari, Amanda Leite, Liliane, Annaysa e Kaka.

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Com a vitória, o Sport terminou a primeira etapa do Estadual em primeiro lugar e agora vai enfrentar o Porto nas semifinais da competição. O jogo será no próximo domingo (18), às 15h. O local da partida ainda será definido. 

A CBF anunciou nesta quarta-feira (10) mais um compromisso para a seleção brasileira feminina de futebol nesta temporada. A equipe de Emily Lima irá disputar o Torneio das Nações, competição amistosa que será realizada entre os dias 27 de julho e 3 de agosto nos Estados Unidos.

O torneio será um teste de fogo para a seleção brasileira, que enfrentará três adversários que estão entre os dez primeiros colocados do ranking da Fifa. As anfitriãs dos Estados Unidos são as atuais segundas colocadas, o Japão está em sexto, enquanto a Austrália é oitava. Logo atrás, em nono, está o Brasil.

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"A gente tem que começar a pensar em uma 'espinha dorsal', em uma base para a equipe, que a gente possa estar modificando uma coisa ou outra, para o grupo evoluir. A ideia é usar o torneio, com seleções que estão na nossa frente, como uma prova para nós. Desde já, estamos estudando sobre as nossas adversárias, mas sem deixar de olhar para as que estão no nosso calcanhar. Estamos indo para o país do futebol feminino e temos que aproveitar essa oportunidade. Ou seja, pegar tudo de bom que existe do futebol feminino nos Estados Unidos para nos motivar", comentou Emily.

Os jogos serão disputados em três cidades da costa oeste dos EUA: Seattle, San Diego e Carson. As seleções se enfrentarão entre si e a campeã será aquela que somar mais pontos. O Brasil estreia contra o Japão, dia 27 de julho, e depois encara os Estados Unidos, dia 30, e a Austrália, dia 3 de agosto.

A seleção brasileira feminina de futebol venceu fácil o seu primeiro compromisso em 2017. Na noite deste domingo (9), a equipe goleou a frágil Bolívia por 6 a 0, em amistoso disputado na Arena Amazônia, em Manaus. A atacante Marta marcou um dos gols da partida.

A velocidade de Cristiane, Fran e Marta foi um dos destaques do Brasil no amistoso, fazendo a equipe envolver as bolivianas. Além disso, Marta atuou bem próxima da meta adversária e embora só tenha marcado uma vez na goleada, participou de vários lances perigosos.

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Sem encontrar resistência, especialmente pela diferença física e técnica entre as equipes, o Brasil foi colecionando chances de gol desde o primeiro minuto do amistoso. E a equipe abriu o placar logo aos cinco, em cobrança de falta de Fran. O segundo gol também contou com a participação de Fran, aos 24 minutos, quando ela cobrou escanteio para Marta, recebeu a bola de volta e cruzou na cabeça de Cristiane, que ampliou.

O gol de Marta saiu aos 43 minutos, após ela receber passe na cara da meta adversária e finalizar no canto direito, sem chance de defesa para Alvarez, a goleira boliviana, levando o Brasil a ir ao intervalo vencendo por 3 a 0.

No segundo tempo, Marta teve participação direta no quarto e quinto gols. Aos 12 minutos, a craque cobrou falta que acertou a trave. Ela pegou o rebote e cruzou de três dedos para Bruna finalizar às redes. Depois, aos 19, Marta cruzou e Moron, ao tentar cortar, fez contra.

No restante do segundo tempo, o Brasil diminuiu o ritmo e Marta, recém-contratada pelo norte-americano Orlando Pride, acabou sendo substituída aos 27 minutos. Ainda assim, chegou ao sexto gol aos 38, marcado por Thaisa, que pegou rebote de cruzamento rasteiro de Darlene. O placar dilatado foi mais do que suficiente para alegrar as 16.198 pessoas que assistiram o jogo neste domingo na Arena da Amazônia.

O amistoso deste domingo foi o primeiro compromisso da seleção brasileira em 2017. Além disso, Marta e Cristiane ainda não haviam atuado sob o comando da técnica Emily Lima, pois não tinham participado do Torneio Internacional de Manaus, disputado em dezembro de 2016. Agora trabalharam com a treinadora e participaram de uma fácil goleada.

No próximo domingo (19), o time feminino do Sport volta a campo pela Série A do Brasileiro. Após estrear empatando fora de casa com o Audax-SP, as leoas recebem o Grêmio na Ilha do Retiro às 16h. Para incentivar a presença do torcedor, o jogo terá portões abertos e o acesso será pela entrada 3 (sociais).

Confira a tabela completa do rubro-negro na primeira fase:

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12/03 - Audax 1 x 1 Sport  - 16h

19/03 - Sport x Grêmio - 16h

26/03 - Kindermann x Sport - 15h30

29/03 - Sport x São Francisco - 16h

02/04 - Corinthians x Sport - A definir

05/04 - Sport x Iranduba - A definir

12/04 - Vitória x Sport - A definir

19/04 - Sport x Vitória - A definir

26/04 - Iranduba x Sport - A definir

03/05 - Sport x Corinthians - A definir

10/05 - São Francisco x Sport - A definir

17/05 -Sport x Kindermann - A definir

24/05 - Grêmio x Sport - A definir

31/05 - Sport x Audax - A definir

Grupo 1 - Classificação atualizada

(Reprodução/CBF)

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É chover no molhado dizer que o futebol feminino não tem tanto espaço quanto o masculino no Brasil. Em Pernambuco, o cenário até parece melhor quando observados os bons resultados do Vitória de Santo Antão que disputa sempre os títulos do Campeonato Brasileiro e da Copa do Brasil. Mas, nos três grandes clubes do Estado, ainda falta muito para que as barreiras sejam quebradas e o esporte receba a atenção e o investimento mínimos para o desenvolvimento.

O surgimento da lei do ProFut renova as esperanças de que os clubes voltem a apostar nos times femininos, já que as agremiações que se inscrevem no programa para refinanciar dívidas com a União são obrigadas a investir nas categorias de base e em equipes de mulheres já a partir de 2018, sendo 2017 um ano de adaptação. Além da legislação, a CONMEBOL também passou a cobrar a existência da categoria para clubes que desejam disputar suas competições: a Copa Sul-Americana e a Taça Libertadores da América.

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Porém, a legislação é branda e, na maioria dos casos, não muda muito a realidade das mulheres no futebol. A falta de um calendário maior, patrocinadores e receita são alguns dos pontos que os clubes alegam para não manter os times femininos. A realidade é dura e são poucas as esperanças de que o cenário possa mudar. Em Pernambuco, aos trancos e barrancos, surgem iniciativas que podem transformar o esporte, mas existe um adversário grande a ser batido; a discriminação. E esta começa dentro dos próprios times do estado.

Timbu tenta engatar

Atual vice-campeão pernambucano, o Náutico está tentando manter o time feminino em atividade, mas o calendário curto estava atrapalhando. Com a criação do Brasileiro, a diretoria alvirrubra espera que fique mais rentável para segurar a barra. Os dirigentes queriam que existisse um calendário para o ano inteiro. O Timbu não tem conseguido resultados satisfatórios a nível nacional, mas chegar a final no estadual de 2016 já mostra que, por menor que seja o investimento, existe retorno.

Neste ano, as alvirrubras confirmaram a participação na Série B do Campeonato Brasileiro e pretendem levar o projeto adiante. Em março, o Timbu irá participar, além do nacional, do Campeonato Pernambucano. Para o segundo semestre, também haverá calendário graças à Copa do Brasil.

A força do Vitória das Tabocas

O Vitória é o maior clube de Pernambuco quando o assunto é futebol feminino. O clube começou a tomar as rédeas do esporte local em 2010, quando bateu o Sport na final do Campeonato Estadual. Desde então, só deu o time da cidade de Vitória de Santo Antão. Foram sete títulos consecutivos, mais grandes atuações na Copa do Brasil, Campeonato Brasileiro e até Libertadores da América da categoria.

"É um projeto que surgiu com o Modesto Roma. O Santos desmanchou o time e ele viu a oportunidade de montar o nosso. Foi assim que tudo começou, em 2005", diz o gerente de futebol do Vitória das Tabocas, Alan Rocha.

Nos últimos anos, o Vitória das Tabocas é o único representante do Estado nas competições nacionais. Porém isso irá mudar com a nova fórmula do Campeonato Brasileiro Feminino a partir de 2017, com as séries A e B, tudo custeado pela Confederação Brasileira de Futebol. Para Alan, esse é o apoio que estava faltando para o esporte deslanchar.

"Esse vai ser o empurrão que estava faltando. Existia uma descriminação, mas isso é coisa do passado. No mundo todo é possível observar essa mudança, o público já abraçou o esporte. O campeonato custeado pela entidade e os clubes lançando seus times vai alavancar o futebol feminino", destacou.

O desempenho do time feminino coloca o Vitória como o segundo maior clube do Brasil. E o grupo da Mata Sul de Pernambuco puxa a Federação Pernambucana de Futebol para a terceira posição no ranking entre federações. Resultados notáveis, para um clube que não tem um terço do poder de investimento dos três grandes da capital. "Em 2017, queremos vencer o Brasileiro e garantir vaga na Libertadores. Nós somos os segundos, queremos o topo", completou o gerente de futebol.

Um forte recomeço

Tradicional no futebol pernambucano, o Leão sempre mostra força em outras categorias, algo que aconteceu por muito tempo. Até 2015, para ser mais preciso. Curiosamente, em 2008, quando o time masculino foi campeão da Copa do Brasil, as leoas chegaram à final da versão feminina, o que mostra se tratar de uma equipe com calibre. O problema é que, por questões estruturais, o clube optou por encerrar as atividades na gestão do presidente João Humberto Martorelli.

Parte da diretoria na época, o atual executivo, Arnaldo Barros, restaurou o departamento, cumprindo promessa de campanha. Formou um elenco formado por jogadoras da seleção brasileira, ex-atletas que foram desligadas do Santa Cruz e também algumas peças que faziam parte do time vice-campeão em 2008. O Sport contratou o melhor técnico do campeonato paulista, pois irá disputar a primeira divisão do Brasileiro neste ano, vaga garantida com a permanência na Série A, pelo masculino. E a confiança para o torneio está tão alta quanto à responsabilidade de dar retorno ao investimento.

"Nossa mentalidade é vencedora. Esperamos jogar de igual para igual com todas as equipes do Brasileiro. Venho de São Paulo, conheço as equipes, os trabalhos e tenho informações para enfrentar todos os times, então nossa expectativa é a melhor possível", disse o treinador Jonas Urias ao LeiaJa.com.

O Sport é segundo o clube que mais vezes venceu o Campeonato Pernambucano de Futebol Feminino com 6 títulos (1999, 2000, 2005, 2007, 2008 e 2009) e foi quem revelou a atual goleira da seleção brasileira, Bárbara.

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Recomeçou, mas terminou outra vez

Após 11 anos, o Santa Cruz reativou o futebol feminino em setembro de 2016, numa empreitada do técnico Farges Ferraz, que a direção do Departamento de Fase/Futsal abraçou à época. O problema é que foram só eles mesmo. O clube passa por uma crise financeira grave e desde que reiniciou as atividades, o departamento só recebia uma baixa ajuda de custo. Todo o resto do dinheiro necessário para a manutenção estava sendo buscado com patrocinadores, fora do Arruda. Não tinha como ser diferente, o Santa voltou a fechar a categoria.

"Existe sim um preconceito, mas não é só no Santa Cruz, é no país inteiro. Praticamente tudo que entra nos cofres vai para o futebol masculino. É algo que dificulta realizar qualquer trabalho dentro do clube nesse sentido. Nem adianta sonhar em ter times de outros esportes no Santa", destacou o diretor do Departamento de Base/Futsal do Santa Cruz, Bleno Porfírio da Cruz Júnior.

O ex-treinador do time feminino e também gestor da modalidade no Santa, Farges Ferraz, crê que a discriminação irá deixar o esporte sempre em segundo plano. O foco em manter apenas o time masculino está matando as chances de desenvolvimento de qualquer outro esporte no Arruda. "A maior parte das pessoas que estão à frente são antigas demais no poder e só pensam em investir no que dá dinheiro. O futsal do clube veio caindo, não há outro esporte amador que receba investimento, o interesse é apenas no futebol profissional", lamentou à época.

A lei do ProFut não mudou muita coisa pelas bandas do Arruda. Apesar do interesse do Tricolor em disputar a Copa Sul-Americana, o que aumenta a pressão para o investimento no futebol feminino, as legislações são brandas e não garantem o bom funcionamento da categoria. "O artigo quarto fala apenas em manter investimentos em categorias de base e feminino, não diz quanto. Ou seja, se eu dou mil reais por mês para cada, já cumpri as exigências. Essa lei não nos protege como deveria, seja feminino ou base. Se estivesse destacado um percentual em cima dos ganhos totais do clube, existiria sim um investimento real, mas esse, definitivamente, não chega nem perto do ideal", destacou Bleno.

Em fevereiro de 2017, o Santa fechou mais uma vez o departamento feminino, alegando, em nota, que nunca houve contrato com as atletas e que a responsabilidade era toda da gestão do projeto. E o clube apenas iria ceder a marca. Algo que já realiza com o Fut7. Além disso, a direção acusa os responsáveis de má gestão e que nem mesmo com um incentivo financeiro viu melhoras, por isso encerrou a parceria. Por conta do ProFut, no próximo ano o Tricolor irá ser obrigado a contar com a equipe, porém ainda não se sabe como essa questão será tratada pela diretoria. Por enquanto, as atletas seguem sem clube (exceto as que acertaram com o Sport) e o departamento permanece inativo.

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A Federação Internacional dos Jogadores Profissionais de Futebol, conhecido pela sigla FIFPro, anunciou nesta quarta-feira (8), no Dia Internacional da Mulher, a seleção ideal do futebol feminino. Pela primeira vez uma brasileira foi selecionada: a meia Marta, do FC Rosengard, da Suécia.

A premiação é a mesma que elege a seleção do futebol masculino anualmente, chamada '2016 World XI', com a diferença de que a Fifa não dá a chancela para a votação do time feminino, que teve sua primeira edição no ano passado.

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Mais de 3 mil jogadoras, de 47 países, votaram na eleição que estava aberta no site da FifPro. O time foi formado no esquema 4-3-3, com três meio-campistas e três atacantes.

Sem jogar desde a Olimpíada e atualmente sem clube, a norte-americana Hope Solo foi eleita como melhor goleira pela segunda vez. A defesa tem a alemã Leonie Maier (do Bayern de Munique), a sueca Nilla Fischer (Wolfsburg), a francesa Wendie Renard (Lyon) e a norte-americana Ali Krieger (Orlando Pride).

No meio, foram escolhidas a alemã Dzsenifer Marozsan (Lyon), a americana Carli Lloyd(Manchester City) e Marta. Já o ataque tem a americana Alex Morgan, a norueguesa Ada Hegerberg e a francesa Eugenie Le Sommer, todas do Lyon, atual campeão da Liga dos Campeões. Lloyd, Le Sonmer e Renard entraram na lista pela segunda vez seguida.

Em fevereiro, a FIFPro havia divulgado uma lista com 55 finalistas, incluindo outras duas atacantes brasileiras: Cristiane, que joga no PSG e já foi vendida para a China, e a Andressa Alves, do Barcelona.

Andressa e Marta vão se enfrentar na próxima etapa da Liga dos Campeões, as quartas de final, que começam no próximo dia 22. Manchester City, PSG, Bayern de Munique, Wolfsburg e Lyon, além do Fortuna Dusseldorf, da Alemanha, também seguem vivos na competição. O PSG agora conta com a brasileira Formiga.

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