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Uma obra acabou embargada em Aldeia, Camaragibe, na Região Metropolitana do Recife (RMR), por desmatamento ilegal do bioma da Mata Atlântica. As multas somam R$ 42,6 mil.

Foi identificada uma supressão sem autorização legal de 0,5 hectares de Mata Atlântica próxima de uma nascente, uma Área de Preservação Permanente (APP). O empreendimento, um centro esportivo, iniciou as obras numa área de 4,2 hectares sem licenciamento. 

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Pelo início irregular das obras, o primeiro auto de infração foi de R$ 32.650,22. Já o segundo, motivado pela supressão da vegetação, foi de R$ 10 mil. Também houve apreensão de dois tratores e uma escavadeira.

Na mesma fiscalização, a Agência Estadual de Meio Ambiente constatou outros dois pontos de desmate irregular na PE-18, próximo à Estação Ecológica de Caetés. O primeiro caso já havia sido identificado através de imagens de satélite. Sem a localização do proprietário, não houve aplicação de auto de infração. 

O Museu da Casa Brasileira (MCB), instituição da Secretaria de Cultura do estado de São Paulo, oferece a Oficina Desenho de Observação neste sábado (13). A atividade é voltada para todas as idades e será realizada gratuitamente das 14h30 às 16h30.

Os instrutores convidarão os participantes para observar as árvores do jardim do MCB, em especial, as originárias da mata atlântica. Em seguida, a proposta será elaborar um desenho das árvores seguindo as orientações dos professores.

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As vagas são limitadas a 15 participantes. Para se inscrever é necessário enviar e-mail para: agendamento@mcb.org.br com nome, idade e telefone de contato.

Serviço

Oficina de Desenho de Observação.

Data: 13 de janeiro, sábado. Horário: 14h30 às 16h30.

Endereço: Av. Brigadeiro Faria Lima, 2705 - Jardim Paulistano, São Paulo.

Telefone: (11) 3032-3727.

15 vagas. Classificação etária: livre.

A Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH) emitiu dois autos de infração contra a empresa Viver Bem Imobiliária Ltda, nesta terça-feira (9). A construtora é acusada de iniciar instalação de condomínio residencial sem licenciamento ambiental, suprimindo vegetação nativa da Mata Atlântica em Aldeia, bairro de Camaragibe, Região Metropolitana do Recife (RMR).

Foi determinado o embargo das obras e aplicadas multas que somam mais de R$ 109 mil. Os crimes ambientais foram cometidos em área da Granja Piricirica, no quilômetro 17 de Aldeia. Através de imagem de satélite, a CPRH verificou o desmatamento de 6,5 hectares, sendo 0,7 hectares em Área de Preservação Permanente (APP). 

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Durante a vistoria, a CPRH presenciou oito trabalhadores no local. Havia rastros indicando uso recente de trator para abertura do sistema viário do empreendimento. Foi constatado também o corte de espécies de sucupira, murici, embaúba, pau-lacre, ingá, sambacuim, cajazeira, embiriba , macaíba e embira. 

O primeiro auto de infração determinou a suspensão total das atividades por falta de licença ambiental e multa de R$ 32.939,32. Já o segundo, multa de R$ 77 mil e embargo da obra ou atividade devido à supressão de 6,5 hectares de vegetação secundária do bioma Mata Atlântica.

Em comemoração ao Dia da Árvore, celebrado na quarta-feira (21) um grupo de 50 presos em regime semiaberto fez um plantio de 170 árvores nativas da Mata Atlântica na beira do Rio Pinheiros, perto da usina de Traição. A ação de jardinagem faz parte do projeto Pomar Urbano, lançado em 1999, no governo Mario Covas (PSDB), em uma ação com o apoio do Jornal da Tarde e da Rádio Eldorado. Depois disso, ele recuperou cerca de 24 quilômetros das margens do Rio Pinheiros com apoio de empresas parceiras.

Esta é a primeira vez, porém, que as árvores são plantadas realmente ao lado da água, o que pode ajudar a proteger o rio. Matas ciliares são capazes de filtrar poluentes e evitar erosão. Entre as árvores plantadas estão ingá, figueira, palmeira juçara, manacá da serra, embaúba e a palmeira que deu origem ao antigo nome do Pinheiros: o jerivá. Segundo a Secretaria do Meio Ambiente (SMA) do Estado, antigamente o Pinheiros era conhecido como jurubatuba ou jiribatuba, que significa "lugar que tem muito jerivá".

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A árvore é o símbolo do Pomar Urbano. A ação ainda foi uma parceria da SMA com as Secretarias de Emprego e Relações do Trabalho e de Administração Penitenciária. Os presos recebem mensalmente uma bolsa-auxílio de R$ 300 e podem ter a redução de um dia de pena para cada três dias trabalhados. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Como tornar temas como sustentabilidade e preservação ambiental mais atraentes e acessíveis ao grande público? Melhor que isso, como proliferar as ideias de conservação, proteção do meio ambiente e motivar as pessoas a compartilhar informações sobre o uso correto de recursos hídricos e como a reciclagem e a invasão de áreas protegidas pode ser prejudicial? Essas são as perguntas que motivaram o artista plástico potiguar Oziel de Souza a adotar uma nova proposta: se tornar um indivíduo não governamental. Os ING´s, sigla pela qual são conhecidas essas pessoas, assim como as ONG´s, têm como objetivo doar seu tempo e trabalho para construção de um mundo melhor, seja no campo ambiental, social, político ou, até mesmo, reunindo os três em uma única proposta.

Morador do bairro que margeia o rio Cabuçu, situado ao pé da Serra da Cantareira e, consequentemente, seu parque estadual, Oziel conversou com o Leia Já sobre o projeto da ONG Movimento Cabuçu, da qual é um dos fundadores, sobre sua luta pela criação e preservação de uma área de proteção ambiental no local e sobre o trabalho que realiza junto à comunidade desde sua chegada na década de 70:

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Leia Já: O que é e quando começou o Movimento Cabuçu?

Oziel de Souza: Nós somos ING´s, começamos em 2009 focando na resolução de problemas locais relativos ao meio ambiente e que afetavam a comunidade, tais como preservação da fauna, flora, lençol freático, que contemplam a nossa região, ressaltando a importância de uma das poucas reservas de mata atlântica que ainda existem, na porção do Parque Estadual da Cantareira que fica no Jardim Cabuçu (Guarulhos). Em 2009 conseguimos criar uma APA – Área de Proteção Ambiental – e desde então lutamos para protegê-la através das manifestações teatrais de rua que promovemos.

LJ: Quais os projetos que você desenvolve dentro do Movimento Cabuçu?

OS: Eu sempre atuei como artista plástico, poeta e ator. Dentro do projeto, eu levo o meu conhecimento das artes para alunos da rede pública estadual e os cidadãos do bairro através de oficinas, com a intenção de criar um vínculo entre o espaço de preservação e a comunidade, para que ela entenda a real importância que aquela área tem e o quanto afeta suas vidas.

LJ: Faz tempo que você atua na comunidade?

OS: Quando me mudei para o bairro, nos anos 70, a intenção já era trabalhar esse raciocínio; eu queria me tornar personagem para absorver melhor o conhecimento da região e passar aos demais, as gerações que viriam a seguir... queria absorver o pensamento da comunidade e que eles, em contrapartida, absorvessem o meu também. Por isso, participei de protestos e manifestações com a comunidade na luta por moradia e serviços básicos como saneamento, água e iluminação pública.

LJ: Existe apoio financeiro para o projeto?

OS: Em outro momento, nós chegamos a ter incentivos financeiros por parte do governo municipal, porém, isso acabou podando algumas de nossas ideias e tivemos que abrir mão dessa ajuda. Eu tenho uma visão bem clara do que queremos fazer, mas, de repente, nos vimos obrigados a tangenciar um pouco nossas ações para agradar aqui e ali. Por essa razão, hoje desenvolvemos inúmeras ações para arrecadar o necessário para manter o movimento, com captação própria de recursos e ajuda da população, através das organizações de bairro e demais representantes da comunidade.

LJ: Como fica a questão da moradia nessas áreas, que também são carentes?

OS: Primeiramente nós temos que separar as coisas: mesmo a população mais carente tem que entender que não se pode morar em uma APA. Ninguém tem o direito de destruir o que é de todos. Essas áreas servem para benefício de todos, portanto, todos devem usufruir dela da melhor forma, que é preservando. Conservar não é uma questão somente ambiental, tem a ver com saúde pública, bem-estar e qualidade de vida. Uma das problemáticas é que temos algumas pessoas interessadas na exploração imobiliária do local, ou seja, tomar parte da área para depois construir empreendimentos maiores como condomínios ou prédios, desvirtuando de uma ideia inicial de moradia popular.

LJ: Como você avalia o trabalho que vem sendo feito na região?

OS: Como artista, eu dirigi meu esforço no intuito de fazer com que meu trabalho propagasse e conscientizasse as pessoas com maior velocidade e atingindo mais pessoas, uma vez que eu entendo que a manifestação artística não tem fim, eu passo a visão e ela continua, independente da minha ação, se espalhando. A arte popular tem um ciclo que não se encerra em si, ela vai além de quem a cria, além da peça que se cria. O teatro de rua, em especial, absorve a realidade a sua volta e a recria, isso é muito sério: a pessoa consome aquela arte ao passo que também é consumida.

Nos últimos 30 anos, a Mata Atlântica teve 1,887 milhão de hectares desmatados, o equivalente a 12,4 vezes o tamanho da cidade de São Paulo. Apesar de a maior parte (78%) dessa perda de vegetação ter ocorrido entre 1985 e o ano 2000 e de as taxas estarem em queda desde 2005, a supressão de floresta continua ocorrendo no bioma mais devastado do País.

É o que mostra a nova edição do Atlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atlântica, divulgado nesta quinta-feira (26), pela Fundação SOS Mata Atlântica e pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). O documento, referente ao período de 2014 a 2015, traz também uma análise consolidada da devastação em 30 anos de monitoramento.

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O trabalho observou que no ano passado a Mata Atlântica perdeu 18.433 hectares, taxa 1% maior que a do período anterior, que foi de 18.267 ha. São valores menores que os registrados entre 2011 e 2013 - quando por dois anos consecutivos a taxa voltou a crescer -, mas ainda são maiores dos que as perdas ocorridas entre 2008 e 2011, as menores da história do monitoramento do bioma.

"Temos um lado positivo. Em 7 dos 17 Estados da Mata Atlântica, a taxa de perda está no nível de desmatamento zero, com menos de 1 km² ou 100 hectares de desmatamento (1 ha é mais ou menos o tamanho de um estádio de futebol). É o caso de São Paulo e Rio de Janeiro", afirma Marcia Hirota, diretora executiva da Fundação SOS Mata Atlântica e responsável pelo trabalho.

Por outro lado, alguns dos Estados que ainda apresentam as maiores áreas de remanescentes florestais estão entre os campeões de desmatamento. Minas Gerais, que tem a maior área de floresta (2,8 milhões de hectares), voltou a liderar o ranking, com perda de 7.702 ha (37% a mais que os 5.608 do período 2013-2014). O Estado já havia sido campeão por cinco anos, a partir de 2008, só perdendo a posição de 2013 para 2014 para o Piauí.

Araucárias

A pesquisadora chama a atenção também para o Paraná, que registrou um aumento de 116% no corte, chegando a 1.988 hectares. "Foram 1.777 hectares na região de araucárias, um tipo de floresta que tinha sido superimpactado no passado. O Paraná foi o Estado campeão entre 85 e 90 e entre 95 e 2000. A partir daí, tinha reduzido bastante", afirma.

Os quase 2 milhões perdidos nos últimos 30 anos são só a última etapa da história de uma devastação que começou com a descoberta do Brasil. Da área que originalmente era ocupada pelo bioma, hoje restam cerca de 12,5%, se considerados os fragmentos com mais de 3 ha. O desmatamento de 1985 para cá equivale a 1,44% do que havia no começo.

"A história do Brasil é a história da devastação da Mata Atlântica. Cada ciclo de desenvolvimento do País foi um ciclo de destruição da floresta. Hoje é muito menor, mas porque quase não há mais Mata Atlântica, porque grande parte está na mão de particulares, que preservam, e porque temos uma lei que proíbe seu corte. Mas precisamos reflorestar", diz Marcia.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

O dia era 24 de junho, 2014, uma manhã ensolarada de inverno. As armadilhas já estavam na mata havia 20 dias, mas nada de capturar uma onça-pintada. Resignados, os pesquisadores já faziam a ronda para recolher os laços quando uma delas finalmente apareceu, na última armadilha de uma estrada de terra do Parque Estadual Carlos Botelho: uma fêmea adulta, de aproximadamente 5 anos, 54 quilos e olhos cor de mel, destinada a se tornar um ícone científico - e talvez um mártir - da luta pela conservação dos últimos grandes remanescentes de Mata Atlântica do País.

Os cientistas rapidamente sedaram o animal, tiraram suas medidas, coletaram amostras de sangue e afivelaram uma coleira de GPS ao seu pescoço - algo nunca feito com uma onça-pintada na Mata Atlântica. Tranquila, ela levou cinco horas para acordar da anestesia e voltar para a mata, o que lhe rendeu o apelido de Soneca. Pelos quatro meses seguintes, os pesquisadores acompanharam seus passos via satélite, vendo-a perambular por várias unidades de conservação do Vale do Ribeira e da Serra de Paranapiacaba, no sul do Estado de São Paulo. Até que ela desapareceu, misteriosamente, em 21 de outubro de 2014. Ainda não se sabe o que aconteceu, mas a suspeita é que ela tenha sido morta por palmiteiros.

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O último sinal de vida do colar foi enviado de uma região remota do Parque Estadual Nascentes do Paranapanema (Penap), sem qualquer trilha ou estrada de acesso. "O que aconteceu com ela dali pra frente é um mistério", diz a bióloga Beatriz Beisiegel, do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Carnívoros (Cenap), do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), órgão responsável pelo projeto.

Em junho, a reportagem do jornal O Estado de S.Paulo se ofereceu para organizar uma expedição até o local, na esperança de levantar pistas sobre o que aconteceu: se Soneca foi mesmo morta por palmiteiros, como sussurram os moradores, ou se o colar parou de funcionar.

Para isso, uniram-se forças com o ecólogo Alexandre Martensen, o "pai biológico" do Penap, que deu início ao processo de criação do parque em 2010 e mora às margens dele, em Ribeirão Grande. A área onde a onça desapareceu, porém, é tão remota que nem ele nem o mateiro a conheciam. Levamos nove horas para chegar até lá, abrindo picadas no meio da selva.

Chegamos ao ponto com a luz do dia já quase esgotada. O cenário parece saído de um conto de fadas: uma grota de floresta virgem, cortada por uma nascente de águas rasas e cristalinas, com uma leve neblina de fim de tarde começando a se formar. Vestindo camiseta laranja e um par de galochas pretas, Beatriz escala o barranco à nossa frente e levanta uma antena sobre sua cabeça. Mesmo com o sinal de GPS interrompido, a coleira emite um sinal de rádio pelo qual é possível rastreá-la, como a caixa-preta de um avião. Beatriz vira a antena para lá e para cá, com o ouvido colado ao rádio, mas não escuta nada. Nenhum sinal da Soneca.

A pesquisadora torce para que tudo não passe de uma falha técnica, mas não descarta a possibilidade de Soneca ter sido assassinada. Na semana que o sinal desapareceu, emergiu das comunidades locais um boato de que palmiteiros haviam matado "uma onça com colar" na região. "Uma coincidência forte demais para ser ignorada", pondera Beatriz.

A caça e a extração ilegal de palmito são problemas crônicos na Mata Atlântica, até nas unidades de conservação do Estado. Se Soneca teve o azar de cruzar caminhos com um palmiteiro armado, é bem possível que tenha levado um tiro. Especialmente no Penap, que passados três anos da sua criação não possui nem uma placa sinalizando sua existência, muito menos guardas. "É um parque de papel", lamenta Martensen.

Apesar do silêncio do rádio, a viagem não foi em vão. Se por um lado não encontramos sinal do colar, também não havia sinais de trilhas clandestinas ou extração ilegal de palmito na área onde Soneca desapareceu, o que diminui a probabilidade de ela ter sido morta por palmiteiros naquele ponto da selva.

A hipótese de mau funcionamento do GPS não pode ser descartada, mas se Soneca estivesse viva Beatriz acredita que ela já teria passado por alguma das armadilhas fotográficas que ela mantém espalhadas pela região. A não ser que ela tenha se deslocado para alguma outra área distante.

Distância não seria problema. Se tem uma coisa que os cientistas sabem sobre essa onça é que ela gostava de andar, e muito. Nos quatro meses em que o colar funcionou, Soneca circulou por uma área de mais de 700 quilômetros quadrados, atravessando cinco áreas protegidas: os Parques Estaduais Carlos Botelho, Intervales e Nascentes do Paranapanema; a Estação Ecológica de Xituê e a reserva particular Fazenda Nova Trieste.

Ao todo, o colar registrou e enviou mais de 1,2 mil pontos de localização, quase todos eles bem no interior da mata. Raramente Soneca se aproximava das bordas da floresta, como se quisesse manter distância do homem - o que, aparentemente, não evitou que ela fosse morta.

Importância

As implicações desse monitoramento para as políticas de conservação da Mata Atlântica são imensas. Já faz tempo que os cientistas propõem que as onças-pintadas circulam por grandes áreas de floresta, maiores do que qualquer unidade de conservação que resta no bioma, e por isso é preciso planejar a gestão dessas áreas de maneira integrada; mas faltavam dados brutos para demonstrar isso. Graças às andanças de Soneca, não faltam mais.

"Os dados da Soneca cumprem um papel que, institucionalmente, a gente nunca conseguiu cumprir, que é fazer com que esse mosaico todo se integre", diz o gestor do Parque Estadual Carlos Botelho, José Luiz Camargo Maia. "Ela está fazendo muita gente acordar."

"Temos de explorar bem essas informações para saber o que pode estar levando esse animal a usar uma área tão grande", afirma Ronaldo Morato, chefe do Cenap-ICMBio e especialista em felinos.

Uma razão, segundo Morato, poderia ser a falta de alimento, causada pelo esgotamento da fauna da Mata Atlântica, obrigando a onça a caminhar longas distâncias para encontrar uma boa refeição, ou um parceiro para acasalar. Pesquisadores estimam que haja não mais do que 20 onças-pintadas circulando por toda a Serra de Paranapiacaba. "É uma população pequena demais para ser viável", avalia Beatriz. A espécie é considerada criticamente ameaçada de extinção na Mata Atlântica. Na Serra do Mar, já praticamente desapareceu. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

A instalação do Mirabilândia Parque na Mata do Ronca, às margens da BR-101 Norte, localizada no município do Paulista, foi tema de discussão em audiência pública na manhã desta sexta-feira (25). O encontro reuniu autoridades da gestão municipal, do Governo do Estado e da Secretaria de Meio ambiente do município. 

O parque deverá ocupar uma área privada de 129,6 hectares com parte da sua extensão localizada em espaço de Mata Atlântica, dos quais serão utilizados para a construção da área de lazer 27 hectares. Por conta disso, a audiência faz parte do processo para apresentação dos impactos ambientais que a obra trará. Este é um dos passos para a avaliação do projeto e posterior aprovação para assim dar início as obras. 

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O projeto foi realizado em 18 meses, iniciado a partir do momento que foi tomado conhecimento da necessidade de mudança de espaço. Uma consultoria especializada foi contratada e contou com a opinião da população.  

O novo Mirabilândia Parque custará R$ 50 milhões e criará 500 empregos diretos. Segundo os proprietários do empreendimento, a intenção é que área de construção seja totalmente sustentável. A ideia é que 78% do espaço sejam destinadas à preservação e que haja replantio das árvores que forem retiradas e colocadas em outro local do parque. 

De acordo com a Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH) e a Secretaria de Meio Ambiente do Paulista, as expectativas para o parque são as melhores, mas os órgãos defendem que os reflexos negativos trazidos pelo empreendimento devem ser suavizados. A perspectiva é de que o Mirabilândia receba três mil visitantes por dia e que sejam instalados brinquedos tradicionais de grandes centros de diversão, além de trilhas guiadas pela Mata Atlântica. Também estão previstas atividades como arborismo e tirolesa.

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Dia 27 de maio é o Dia Nacional da Mata Atlântica, quando se tenta chamar a atenção da sociedade para a importância deste bioma na vida dos brasileiros. Com intuito de recuperar os danos causados por anos de descontrole ambiental e manter sadias as áreas que ainda restam de floresta, foi criado o Pacto pela Recuperação da Mata Atlântica. O Portal LeiaJá entrevistou o coordenador desta iniciativa.

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Confira os detalhes no vídeo a seguir:

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O Instituto de Tecnologia de Pernambuco (Itep) e o Jardim Botânico do Recife vão firmar um acordo na próxima quinta-feira (8) de preservação de espécies nativas da Mata Atlântica em Pernambuco. Os órgãos vão receber exemplares das plantas que estão sendo coletadas nas áreas a serem inundadas para a construção das barragens do Sistema de Contenção de Enchentes e Prevenção aos Efeitos da Seca do Estado de Pernambuco.

Durante o evento, será aberta uma exposição com as plantas típicas das Mata Atlântica, recolhidas nas áreas onde serão construídas as barragens Serro Azul, em Palmares, na Mata Sul; Gatos, em Lagoa dos Gatos, no Agreste; e Panelas II, em Cupira, também no Agreste.  O material é coletado durante expedições e passa por identificação no Laboratório de Ecologia e Biodiversidade do Itep. As sementes serão utilizadas para a produção de mudas em viveiro para posteriormente reflorestarem áreas próximas às barragens.

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O acordo será assinado entre a secretária de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Recife, Cida Pedrosa, e o presidente do Itep, Frederico Montenegro.  As próximas expedições para coleta de plantas ocorrerão em Barra de Guabiraba, no Agreste, onde será instalada a Barragem Barra de Guabiraba; e Igarapeba, em São Benedito do Sul, na Mata Sul, no local da construção da Barragem Igarapeba. 

O desmatamento da Mata Atlântica aumentou 9% no Brasil em 2012 e 2013, em comparação com os dois anos anteriores, de acordo com a Fundação SOS Mata Atlântica e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Um levantamento, divulgado ontem (17), fornece um ranking de desmatamento com os dados mais recentes sobre a situação em todos os 3.429 municípios com o bioma. O município de Manoel Emídio, no Piauí, lidera o ranking, com 3.134 hectares devastados. Dos dez municípios que mais destruíram a Mata Atlântica no período, cinco estão em Minas - Estado que liderou o ranking por cinco anos consecutivos, de acordo com o estudo.

Segundo Marcia Hirota, diretora da SOS Mata Atlântica, além do ranking de desmatamento, o relatório "Atlas dos Municípios da Mata Atlântica" traz também informações sobre os municípios que mais perderam floresta nativa nos últimos 13 anos e revela lugares mais conservados. "O objetivo é levar informação às autoridades locais, às prefeituras, ao Ministério Público e ao cidadão, que pode contribuir denunciando o desmatamento", disse. Ela ressalta que os municípios da Mata Atlântica se distribuem por 17 Estados e concentram 145 milhões de habitantes.

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De acordo com o relatório, os municípios paulistas que mais desmataram foram Ribeirão Pires (21 hectares), Apiaí (20 hectares) e Suzano (18 hectares). Os mais conservados são Ubatuba, Ilhabela - ambos com 86% da área de vegetação natural preservada - e São Sebastião, com 85%. Entre os principais desmatadores, o segundo lugar também ficou com o Piauí: a cidade de Alvorada do Gurguéia desmatou 2.491 hectares.

Além dos dois municípios com mais desmatamento no País - Manoel Emídio e Alvorada do Gurguéia -, o Piauí tem também os dois municípios mais conservados, Tamboril e Guaribas, com 96% da vegetação original. Em terceiro e quarto lugares no ranking dos que mais desmataram estão os municípios mineiros de Águas Vermelhas e Ponto dos Volantes, com 843 e 720 hectares de floresta suprimida, respectivamente em 2012 e 2013. Mas Minas Gerais também tem os dois municípios mais conservados do Sudeste, Santana de Pirapama e Buenópolis, ambos com 88% da vegetação natural intacta.

No período entre 2000 e 2013, as cidades mineiras de Jequitinhonha, com 8.685 hectares de vegetação suprimida, e Águas Vermelhas, com 6.231 hectares, foram as campeãs nacionais de devastação da Mata Atlântica. Os dados para o estudo foram obtidos a partir de imagens geradas pelo sensor OLI, do satélite Landsat 8, com o monitoramento de remanescentes florestais em áreas maiores do que três hectares. O Atlas da Mata Atlântica monitora o bioma há 28 anos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

A Fundação SOS Mata Atlântica lançou nesta segunda-feira (10) um edital para projetos de restauração florestal da Mata Atlântica na área do Sistema Cantareira. A ideia é investir R$ 2 milhões em propostas que colaborem para conservar e proteger os recursos hídricos em até 12 municípios da região. O edital prevê a doação de até 1 milhão de mudas nativas do bioma e tem prazo de inscrição até 15 de janeiro.

"O objetivo é propor um modelo para outros projetos de restauração que possam ajudar a recuperar o Sistema Cantareira, pressionado pela crise hídrica", disse o coordenador de restauração florestal da organização, Rafael Fernandes. Segundo ele, poderão inscrever-se pessoas físicas ou jurídicas, proprietários de terras e organizações ambientalistas.

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"Calculamos que as mudas poderão ser suficientes para cobrir até 400 hectares de matas, dependendo da metodologia que for usada para cada projeto", disse. Segundo ele, o foco é o plantio em Áreas de Preservação Permanente e de Reserva Legal - partes de propriedades rurais cobertas por vegetação natural que podem ser exploradas com o manejo florestal sustentável, de acordo com a legislação.

Segundo Fernandes, serão aceitos projetos para áreas entre 15 e 30 hectares. "Vamos analisar os projetos e avaliar os locais quanto à relevância de recursos hídricos, fauna e flora, além da proximidade dos reservatórios", disse. De acordo com ele, as áreas contempladas serão monitoradas anualmente, por três anos, para avaliação de indicadores ecológicos.

Financiamento

O edital faz parte do programa Clickarvore, que promove restauração florestal desde 2010, com financiamento do Bradesco Cartões e Bradesco Seguros. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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A equipe de fiscalização florestal da Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH) apresentou, nesta sexta-feira (24), uma operação realizada no Engenho Veneza, no município de Xexéu, Mata Sul de Pernambuco, para atender a uma denúncia de furto de madeiras em mata da localidade. A fiscalização, ocorrida na última terça-feira (21), resultou também no resgate de pássaros silvestres criados em cativeiro.

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No local indicado pelas investigações, a CPRH encontrou 12 sacos de carvão prontos para o transporte e toras de madeiras espalhadas, significando um desmatamento de aproximadamente 10 mil metros quadrados de Mata Atlântica. Não foi encontrado responsável no local apesar da abordagem surpresa.

A operação no engenho resgatou ainda 44 pássaros silvestres, entre canário da terra, papa capim, chorão, xexéu da mata, sabiá laranjeira, guritiã e sanhaçú. Do total, 16 foram devolvidos à natureza por estarem em condições de soltura. Os demais foram entregues à Unidade de Gestão de Fauna da CPRH.

Ainda na operação, a CPRH visitou uma serraria  que, segundo denúncias, recebia e beneficiava a madeira ilegal da mata do Engenho Veneza. No estabelecimento, foram encontradas 15 unidades de madeira em formato de linha e quatro toras das espécies Camaçari, Cupiúba e Amarelo. Ainda foram identificados quatro metros cúbicos de madeira serrada e a ausência de licença ambiental para o funcionamento.  

O proprietário da serraria não estava no local, mas foi identificado e intimado a comparecer à CPRH. O infrator pode ser punido com o pagamento de R$ 300 de multa por metro cúbico de madeira serrada e por unidade de tora apreendida, além da multa por falta de licença ambiental. O estabelecimento foi lacrado e a madeira e o maquinário apreendidos.

Nesta quinta-feira (28), representantes de diversos municípios pernambucanos se reúnem para a assinatura dos compromissos de realização dos Planos Municipais de Conservação e Recuperação da Mata Atlântica (PRMA). O debate será realizado na Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Estado de Pernambuco, às 9h.

De acordo com o diretor executivo da entidade, Ravi Rocha, o momento será para refletir sobre a importância dos Planos, mas, sobretudo, sobre a necessidade de se cumprir a legislação em vigor. “Precisamos chamar a atenção para que cada vez mais municípios no Estado e fora dele tenham a coragem de proteger essas áreas que são profundamente devastadas”, disse. A iniciativa visa dar o primeiro passo garantir o cumprimento da Lei nº 11.428, também conhecida como Lei da Mata Atlântica.

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Os planos municipais de recuperação e conservação da Mata Atlântica são obrigatórios por lei, mas nem todas as cidades fazem valer da determinação. Com a assinatura do documento, o município de Lagoa dos Gatos passa a ser seguidor do PRMA e se compromete a seguir as recomendações técnicas das atividades e os protocolos utilizados na restauração florestal.

Com informações da assessoria 

A primeira estrada-parque oficial do Estado de São Paulo ficará pronta em abril de 2015. Por cortar área de preservação integral, foi preciso um decreto para criar a estrada.

Cerca de 50% das obras de pavimentação dos 33 quilômetros da rodovia Neguinho Fogaça (SP-139) que atravessam o Parque Estadual Carlos Botelho, entre São Miguel Arcanjo e Sete Barras, já foram executados.

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A pavimentação não usa asfalto comum: o calçamento é feito com blocos intertravados que permitem a drenagem da água. A rodovia corta área com bioma de Mata Atlântica entre os mais preservados do Brasil, declarado pela Unesco em 1998 como Sítio do Patrimônio Natural da Humanidade.

A estrada transpõe a Serra das Macacas, maciço de floresta totalmente preservado no coração do parque, e liga o sudoeste paulista ao Vale do Ribeira. A reserva, de 36,7 mil hectares, tem a maior população de monos-carvoeiros do País e outras espécies ameaçadas de extinção, como o bugio ruivo e a onça pintada.

Para intervir na área, o governo paulista precisou de licença do Conselho Estadual do Meio Ambiente, só emitida após a edição do Decreto Estadual no. 53.146/2008 que definiu os parâmetros para implantação, gestão e operação de estradas no interior de unidades de conservação de proteção integral, como é o Carlos Botelho.

Pelas regras do decreto, nessa estrada os animais têm prioridade. Os carros irão rodar à velocidade máxima de 40km/h controlada por radares e haverá passagens subterrâneas e aéreas para os bichos. Não serão permitidos veículos de carga. A estrada terá portais com segurança para controle do acesso.

De acordo com o Departamento de Estradas de Rodagem (DER), a estrada-parque vai custar R$ 52,5 milhões. O projeto foi definido por um grupo de trabalho das secretarias estaduais de Meio Ambiente e de Transportes.

O objetivo é usar a estrada em projetos de educação ambiental e de ecoturismo sustentável. Como parte do projeto, foram construídos centro de monitoria, quiosques, mirantes e áreas para observação da natureza.

Pelo segundo ano consecutivo, a taxa de desmatamento da Mata Atlântica voltou a subir no ano passado, atingindo o maior nível desde 2008. No período de 2012 a 2013, foram perdidos 23.948 hectares (ha), ou 239 km2 de remanescentes, nos 17 Estados da Mata Atlântica, um aumento de 9% em relação ao período de 2011-2012, que registrou 21.977 hectares de supressão.

É o que mostra a nova edição do Atlas de Remanescentes Florestais da Mata Atlântica, que será lançado hoje pela Fundação SOS Mata Atlântica e pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). O total de floresta perdida equivale a 150 Parques do Ibirapuera. Na comparação com o período anterior, foram dois parques a mais desmatados de 2012 para 2013.

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Não é pouco considerando que, se somados todos os trechos com mais de 3 ha, restam de Mata Atlântica somente 12,5% dos 1,3 milhão de km2 originais. Se forem contados somente os grandes remanescentes, com mais de 100 ha, sobram 8,5% de Mata Atlântica. Tudo o que já foi perdido equivale à área de 12 cidades de São Paulo.

Desde o início dos anos 2000, porém, a taxa de devastação vinha despencando ano a ano. Em parte porque em muitos Estados, como São Paulo e Rio, restou pouco a ser retirado, em parte porque aumentou a fiscalização e também por consequência da Lei da Mata Atlântica, de 2006, que aumentou a proteção sobre o bioma.

Mas, nos últimos três anos, os índices começaram a subir. No período de 2011 a 2012 já havia ocorrido um aumento de 29% em relação ao período de 2010 e 2011. "Depois da redução drástica, a gente até achou que não teria mais aumento. Não é o que está acontecendo e estamos preocupados", comenta Márcia Hirota, diretora executiva da SOS Mata Atlântica.

Líderes.

A atenção se volta agora principalmente para Estados que lideram perdas: Minas Gerais, Piauí, Bahia e Paraná (mais informações no quadro ao lado). Juntos, eles respondem por 91,75% do que foi desmatado. Minas é o campeão pelo quinto ano consecutivo, com 8.437 hectares, apesar de ter apresentado uma redução de 22% entre 2012 e 2013, na comparação com o período anterior.

De acordo com Márcia, essa redução se deve a uma moratória que foi firmada no Estado logo depois que o Atlas do ano passado foi lançado e que impediu a concessão de licenças e autorizações para supressão de vegetação nativa do bioma. "Mesmo assim, continuaram os cortes ilegais, principalmente para a conversão em carvão para siderúrgicas", diz.

Soja.

Outro Estado que chamou a atenção é o Piauí, que teve um aumento de 150% de desmatamento entre 2012 e 2013. O corte atingiu 6.633 ha, contra 2.658 ha entre 2011 e 2012. "Temos percebido uma pressão da soja que está chegando ao sudoeste do Estado, onde é fronteira do Cerrado com Mata Atlântica", explica Márcia. "Em um só local vimos uma supressão de mais de 5 mil hectares. Não temos visto cortes desse tamanho. Foi uma surpresa." A pesquisadora afirma que os dados serão enviados para o Ministério Público e para o governo do Piauí. "Vamos pedir uma moratória, da mesma forma que fizemos com Minas."

Nesta segunda-feira (07), uma serralharia foi interditada pela Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH) no bairro São Francisco, em Caruaru, por comercializar toras de Mata Atlântica. De acordo com o CPRH, a equipe da Agência chegou ao local após denúncia anônima, sobre comércio ilegal e, além da madeira apreendeu todo o maquinário utilizado no local.

O proprietário da serralharia foi autuado por crime ambiental e multado em R$ 300 por tora encontrada. Não foi informada a quantidade de madeira encontrada. Todo o material foi encaminhado para o Recife. O estabelecimento permanecerá lacrado até o dono regularizar a situação no CPRH.

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A Polícia Ambiental apreendeu 2,5 toneladas de palmito extraído ilegalmente da Mata Atlântica, nesta segunda-feira (24), em Piedade, região de Sorocaba (SP). O produto, acondicionado em vidros e pronto para o consumo, havia sido retirado da palmeira juçara, espécie fundamental para o ecossistema dessa floresta, mas em processo de extinção. Para obter essa quantidade de palmito, foi necessária a derrubada de pelo menos três mil palmeiras, segundo a Polícia Ambiental.

Os policiais acreditam que os palmiteiros invadiram unidades de conservação com essa floresta, como os parques estaduais do Vale do Ribeira, para ter acesso a um número significativo de palmeiras. Fora das reservas a palmeira já é rara. O caminhão que transportava a carga de palmitos - 2,4 mil vidros do produto embalado - foi abordado no km 121 da rodovia Santos Dumont (SP-79), entre Piedade e Votorantim, após uma denúncia anônima. O motorista, que se negou a informar a origem da carga, foi levado à Delegacia de Polícia e autuado por crime ambiental. Ele vai responder ao processo em liberdade.

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Em janeiro, a Polícia Ambiental já havia apreendido 250 quilos de palmito embalado em Tapiraí, na mesma região. A palmeira juçara, que leva de sete a dez anos para frutificar, está no topo da cadeia alimentar de uma vasta fauna da Mata Atlântica que se torna ameaçada com a redução na população de plantas. Além da extração do palmito ser crime ambiental, seu preparo de forma clandestina acarreta o risco de doenças, como o botulismo.

Nesta segunda-feira (3), a Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade de Pernambuco (Semas) divulgou através de um edital, uma verba de R$ 2,2 milhões para a preservação do meio ambiente. O objetivo do convênio é preservar a Mata Atlântica e a Caatinga, monitorar as jovens plantas nativas e restaurar a parte desmatada.

Também está incluso no edital,a regularização fundiária de imóveis já existentes no Refúgio da Vida Silvestre (RVS) e Matas do Sistema Gurjaú para áreas identificadas como importante para o bioma da Caatinga de Pernambuco.

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Com informações da assessoria 

Está sendo realizada nesta terça-feira (19),  na Câmara Municipal do Cabo, Grande Recife, uma audiência pública que discute a preservação e manutenção do Parque Armando Holanda Cavalcanti. O local, que possui 279 hectares, uma vila tombada pela Fundarpe e área de Mata Atlântica, é moradia de diversas pessoas, que construíram casas e barracos dentro da área.

Há mais de sete anos, um termo de ajustamento de conduta foi assinado pela Prefeitura do Cabo, Complexo Portuário de Suape, FUNCEF, CONDEPE-FIDEM, FUNDARPE, CPRH e o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) para garantir ações de conservação, manutenção e restauração do local, que é alvo de degradação e crescimento desordenado de moradias irregulares.

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Segundo o vereador Abel Neto, responsável pela solicitação desta audiência, existe uma preocupação com a preservação ambiental e cultural da área, que já foi muito diferente do estado atual. “Solicitei esta audiência pública com as entidades envolvidas para que possamos cobrar com urgência alguma atitude. O parque está sendo devastado e isto é inaceitável”, frisou.

Ele também falou sobre a preocupação com as pessoas que vivem no local, principalmente nos períodos de chuva na região, que podem complicar ainda mais a situação. “Além do cuidado com o parque, precisamos pensar em soluções alternativas para estas pessoas, como conjuntos habitacionais”, disse.

Com informações da assessoria

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